Márcio de Souza Mello

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Márcio de Souza Mello em outros projetos:

Brigadeiro Márcio de Sousa Melo (Florianópolis, 26 de maio de 1906— Rio de Janeiro, 31 de janeiro de 1991) foi um militar brasileiro, Presidente da República do Governo Provisório por 60 dias, entre 31 de agosto e 30 de outubro de 1969. Tinha 63 anos ao assumir o poder.


  • "A sobrevivência da Força Aérea Brasileira, como gestora do Poder Aéreo Brasileiro, deve estar lastreada em dois pilares: a Defesa do Espaço Aéreo Brasileiro e a capacidade aeroestratégica da Força Aérea. Manipulando adequada e eficientemente estes dois elementos, a Força Aérea Brasileira será eternizada e o Poder Aéreo Brasileiro jamais será posto em questão. Esta é a minha primeira concepção de Comando"
- Fonte: Márcio de Souza e Mello, - Força Aérea Brasileira
  • "As medidas corretivas propostas nesse momento parecem-me assim [pausa] as mais adequadas, intransferíveis e convenientes."
Trecho do seu voto na votação do AI-5: [1]
  • "porque sabia de sua transitoriedade ou, pelo menos, assim imaginava (...) Não se pode negar que foi desvirtuado (...) dos ideais revolucionários"
- Sobre a sua assinatura ao AI-5, em 1984: [2]

Sobre[editar]

  • "[...] Pedro Aleixo (1901-1975), vice-presidente de Costa e Silva, não assumiu a presidência por decisão da junta militar, formada pelo general Aurélio Lira Tavares, almirante Augusto Rademaker, o brigadeiro Márcio Souza e Mello, que, quando da doença de Costa e Silva, em 28 de agosto de 1969, passou a dirigir o Brasil, até a eleição indireta, pelo Congresso Nacional, em 25/10/69, do general Emílio Garrastazu Médici (1905-1985) para a presidência e do almirante Rademaker, ministro da Marinha, para a vice-presidência."
- Paulo Pimentel, ex-governador do Paraná [3]
  • Nas últimas horas do último dia do mês, os ministros militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica (pela ordem, Augusto Rademaker, Lyra Tavares e Marcio de Souza e Melo) anunciaram que o presidente Costa e Silva está doente e não tem condições de dirigir a nação. E que, temporariamente, enquanto durar a enfermidade do presidente e sua recuperação, assumem o poder em seu nome, "abstendo-se de adotar outras medidas que não sejam indispensáveis à continuidade administrativa e das atividades públicas e privadas em todo o país". Os ministros militares informaram também que a situação do Brasil é que impede a transferência do poder para o vice-presidente da República, Pedro Aleixo, como previa a Constituição de 1967 em vigor. (3 de setembro de 1969)
- Veja 30 anos [4]
  • "O ministro da Aeronáutica apenas seguiu o fluxo das votações favoráveis ao AI-5, aproveitando também a ocasião para bajular o presidente: “encontrei sempre de parte de Vossa Excelência a confiança de que a base política do governo não lhe faltaria nas ocasiões necessárias”. Sempre num tom de fala austero e pausado, seu voto durou pouco mais de dois minutos. Não era uma figura de grande relevância política na reunião, tampouco se tornou depois."
- Folha de S. Paulo, 2008