João Goulart

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João Goulart
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João Belchior Marques Goulart (apelidado de Jango), (São Borja, Rio Grande do Sul, 1 de março de 1918 – Mercedes, Argentina, 6 de dezembro de 1976) foi o 16° vice-presidente do Brasil, de 1956 a 1961, e o 24° presidente, de 1961 a 1964.

Citações[editar]

  • "Não troco um só trabalhador brasileiro por cem desses grã-finos arrumadinhos".
- Frase dita durante comício, como presidente do Brasil
- Em entrevista à Revista Veja, em 1971, citada em Revista Veja - Edição Especial de 30 anos
  • "É de se lamentar que parcelas ainda ponderáveis que tiveram acesso a funções superiores continuem insensíveis à realidade nacional."
- Parlamentares Gaúchos: João Goulart. Página: 238. 2014. ISBN 9788566054095
  • "...eu só retorno ao meu país pela porta da frente, democraticamente. O meu dever, o meu direito é de ficar quieto, um dia a História me julga.”
- Parlamentares Gaúchos: João Goulart. Página: 163. 2014. ISBN 9788566054095
  • "...o objetivo maior da sociedade brasileira é o fortalecimento da paz. Acreditamos que o conflito ideológico entre o Ocidente e o Oriente não poderá e não deverá ser resolvido militarmente, pois se numa guerra nuclear salvássemos nossa vida, não lograríamos salvar, quer vencêssemos, quer fôssemos vencidos, a nossa razão de viver."
-João Goulart: Uma Biografia. Jorge Ferreira. 2011. Página 276. ISBN 978-85-200-1056-3
  • "O que ameaça a democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos."
-João Goulart: Uma Biografia. Jorge Ferreira. 2011. Página 411. ISBN 978-85-200-1056-3
-A Caixa Preta do Golpe de 64. Paulo de Mello Bastos. 2006. Página 111. ISBN 8589853047
  • "Eu não poderia cometer a leviandade de permitir que se dividisse o Brasil”.
-Sobre a possível divisão territorial que se seguiria a uma hipotética intervenção dos Estados Unidos em 1964.
-A Caixa Preta do Golpe de 64. Paulo de Mello Bastos. 2006. Página 283. ISBN 8589853047
  • "...A própria Presidência o destino reservou-me depois dos acontecimentos que ainda estão na memória de todos nós. Foram acontecimentos estranhos à vontade do povo, estranhos também à minha vontade, pois nem sequer estava em território brasileiro, que me reservaram a responsabilidade de dirigir os destinos de nossa pátria. Mas assumi o cargo com humildade, pedindo a todas as forças vivas do País, aos homens da produção e aos homens do trabalho, aos das cidades e dos campos, que me ajudassem a superar as graves dificuldades que teria de enfrentar..."
- João Goulart. Discursos Selecionados do Presidente João Goulart (2010). FUNAG. ISBN 978-85-7631-193-5. Discurso na sede do Automóvel Clube, ao iniciar a jornada cívica pelo plebiscito de 6 de janeiro de 1963: página: 67
  • ...O nosso lema, trabalhadores do Brasil, é progresso com justiça, e desenvolvimento com igualdade..."
- João Goulart. Discursos Selecionados do Presidente João Goulart (2010). FUNAG. ISBN 978-85-7631-193-5. Discurso do Presidente João Goulart na Central do Brasil: página: 82
  • "A reforma agrária não é capricho de um governo ou programa de um partido. É produto da inadiável necessidade de todos os povos do mundo..."
- João Goulart. Discursos Selecionados do Presidente João Goulart (2010). FUNAG. ISBN 978-85-7631-193-5. Discurso do Presidente João Goulart na Central do Brasil: página: 85
  • "É, pois, compreensível que desagrade profundamente à consciência do povo brasileiro qualquer forma de intervenção num Estado americano, inspirada na alegação de incompatibilidade com o seu regime político, para lhe impor a prática do sistema representativo por meios coercitivos externos, que lhe tiram o cunho democrático e a validade."
- Trecho da resposta de João Goulart para John F. Kennedy no contexto da Crise de Mísseis de Cuba. Discursos Selecionados do Presidente João Goulart (2010). FUNAG. ISBN 978-85-7631-193-5. Página: 96

Sobre[editar]

  • "O governo reconhece os erros do passado e pede desculpas a um homem que defendeu a nação e seu povo do qual jamais poderíamos ter prescindido".
Luiz Inácio Lula da Silva, 35° presidente do Brasil (2003-2010), sobre a anistia política concedida à família de Jango em 15 de novembro de 2008 pelo Ministério da Justiça
  • "A memória nacional é tratada como lixo".
- João Vicente Goulart, filho do ex-presidente, em entrevista à revista CartaCapital número 357, sobre a paralisação das investigações sobre a morte do pai
  • "Cabe-me afirmar em solene declaração para a História, que jamais me foi insinuado qualquer movimento ou tendência para ferir a legalidade ou as instituições. Sempre ouvi afirmações categóricas do Presidente de que seria intransigente defensor da legalidade e das instituições democráticas. [...] Jamais poderia defender um governo comprometido com o comunismo".
- General Ladário Telles. Parlamentares Gaúchos: João Goulart. Página: 117. 2014. ISBN 9788566054095
-Maria Thereza Goulart. Parlamentares Gaúchos: João Goulart. Página: 132. 2014. ISBN 9788566054095
  • "Naquilo que ele vós disser estará me representando. Podem confiar nele, como se eu próprio fosse."
-Getúlio Vargas. João Goulart: Uma Biografia. Jorge Ferreira. 2011. Página 103. ISBN 978-85-200-1056-3
  • "...O presidente João Goulart era um homem muito mais organizador, de estado-maior, de conceber o planejamento das coisas e de executar e chegar a um resultado que não era assim, digamos, a luta no campo aberto."
-Waldir Pires. A Caixa Preta do Golpe de 64. Paulo de Mello Bastos. 2006. Página 195. ISBN 8589853047