Aurélio Lyra Tavares

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Aurélio Lyra Tavares (João Pessoa, 7 de novembro de 1905 — Rio de Janeiro, 18 de novembro de 1998) foi um General-de-exército brasileiro, membro da junta de governo provisória que governou o Brasil durante sessenta dias, de 31 de agosto a 30 de outubro de 1969.


  • "Depois de ter sido soldado do Brasil, até o fim da árdua e bela carreira que escolhi e abracei pelo mais puro idealismo, volto agora, sob outro uniforme, do qual também muito me orgulho, a servir ao Brasil em missões diferentes, porém não menos relevantes, que, desde muito cedo, também sempre estiveram em minha vocação. Na verdade, são duas carreiras que se ligam no plano do espírito: a do militar e a do escritor."
- Trecho de seu discurso de posse na ABL: [1]
  • "Não parece, além disso -opinião pessoal minha-, que haja, dentro da Constituição, a harmonia de poderes para salvar a nação, que deve ser a base de toda ela."
- Trecho do seu voto na votação do AI-5: Folha de S. Paulo
  • "Avô é pai com mel."
- Fonte: Folha de S. Paulo
  • "Lá vem você com revolução. Mas que revolução? Está bem, pronto, vou tomar, sim."
- Sobre tomar parte da "revolução da linguagem".
- Fonte: Folha de S. Paulo
  • "Quero voltar a ser eu mesmo."
- 1969
- Fonte: Folha de S. Paulo

Sobre[editar]

  • "[...] Pedro Aleixo (1901-1975), vice-presidente de Costa e Silva, não assumiu a presidência por decisão da junta militar, formada pelo general Aurélio Lira Tavares, almirante Augusto Rademaker, o brigadeiro Márcio Souza e Mello, que, quando da doença de Costa e Silva, em 28 de agosto de 1969, passou a dirigir o Brasil, até a eleição indireta, pelo Congresso Nacional, em 25/10/69, do general Emílio Garrastazu Médici (1905-1985) para a presidência e do almirante Rademaker, ministro da Marinha, para a vice-presidência."
- Paulo Pimentel, ex-governador do Paraná [2]
  • Nas últimas horas do último dia do mês, os ministros militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica (pela ordem, Augusto Rademaker, Lyra Tavares e Marcio de Souza e Melo) anunciaram que o presidente Costa e Silva está doente e não tem condições de dirigir a nação. E que, temporariamente, enquanto durar a enfermidade do presidente e sua recuperação, assumem o poder em seu nome, "abstendo-se de adotar outras medidas que não sejam indispensáveis à continuidade administrativa e das atividades públicas e privadas em todo o país". Os ministros militares informaram também que a situação do Brasil é que impede a transferência do poder para o vice-presidente da República, Pedro Aleixo, como previa a Constituição de 1967 em vigor. (3 de setembro de 1969)
- Veja 30 anos [3]
  • "Ele acabou fazendo parte da junta militar provisória que governou o país por 60 dias no início de 1969, até a posse do general Emilio Garrastazú Medici. No mesmo ano, pouco tempo antes de ser nomeado embaixador na França, seu último cargo público, pensou que deixava definitivamente as funções públicas e, aos 64 anos, disse: "Quero voltar a ser eu mesmo"."
- Folha de S. Paulo, 2008
  • "Desde junho de 1968 o ministro do Exército falava em mudanças "no campo jurídico" para garantir a "segurança nacional" -o governo sofria a oposição tanto da esquerda como da ala mais radical das Forças Armadas. Na reunião, votou a favor do AI-5 ressaltando que o respeito à democracia havia, até então, sido possível pela ação do Exército, mas que parecia, para ele, não haver na "Constituição a harmonia de poderes para salvar a nação"."
- Folha de S. Paulo, 2008
  • "No dia de sua nomeação para a academia, uma festa foi organizada na casa de seu irmão, no bairro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Brincou com os jornalistas presentes e, ao ser questionado se iria tomar parte da "revolução da linguagem", tentou fugir da pergunta, mas acabou respondendo de forma bem humorada: "Lá vem você com revolução. Mas que revolução? Está bem, pronto, vou tomar, sim"."
- Folha de S. Paulo, 2008
  • "Sois um escritor nato e empunhais a pena, como quem respira, por irreprimível impulso, a fim de externar as manifestações de uma inteligência forte, cultivada em todos os ramos do saber e dotada de acentuadas aptidões literárias, não só na Prosa, mas até na Poesia, como, sem vaidade, declarastes na oração que acabais de proferir."
- Trecho do discurso de Ivan Monteiro de Barros Lins em recpção a Lira na ABL: [4]