Olavo de Carvalho

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Olavo de Carvalho
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Olavo Luiz Pimentel de Carvalho (Campinas, São Paulo, Brasil, 29 de abril de 1947) é um escritor, jornalista e filósofo brasileiro.



  • "O brasileiro de hoje em dia é aquele sujeito valente que teme olhares e caretas como se fossem balas de canhão, que enfia o rabo entre as pernas à simples ideia de que falem mal dele, que troca a honra e a liberdade por um olhar de simpatia paternal de quem o despreza."
- no artigo Perguntas Proibidas, agosto de 2011
  • "Eu quis que uma direita existisse, o que não quer dizer que eu pertença a ela. Fui o parteiro dela, mas o parteiro não nasce com o bebê."[1]
  • "Eu não quero ser representante de direita nenhuma, só fiz meu serviço que era abrir o espaço para eles poderem falar. Naturalmente, quando você destampa, aparecem junto com as flores as cobras, aranhas, lagartos, lacraia, toda a porcaria vem junto."[1]
  • "No fim, conquistaram tudo: os partidos políticos um por um, eliminaram todas as opções possíveis através de denúncias de corrupção, queimaram milhares de reputações, ficaram sozinhos no meio do campo e conquistaram a cereja do bolo, a Presidência da República."[1]
- Sobre a esquerda brasileira.
  • "Já expliquei, aparentemente em vão, que a "liberdade" não é, logicamente, um princípio universal de aplicação óbvia e improblemática como a igualdade perante a lei ou a proibição do falso testemunho, e sim apenas uma conveniência prática que deve ser administrada com prudência, já que, como toda conveniência prática, inclui em si sua própria limitação e, estendida sem critério, se perverte automaticamente numa rede de limitações chamadas ironicamente de "liberdade". Essa advertência torna-se ainda mais importante no caso da "liberdade religiosa" -- uma bolha de sabão verbal que estoura no ar à primeira tentativa de levá-la à prática. Estudei Hegel o suficiente para entender que ele tem razão ao dizer que todo preceito particular tomado como universal se converte automaticamente no seu oposto tão logo sai do papel para a realidade. Apenas, não vejo como explicar isso a nenhum político, militante ou eleitor apaixonado pelos "valores ideais" que imagina defender. O destino deles é sentar na própria pica pelos séculos dos séculos, sem conseguir jamais tirar a menor conclusão da experiência.

O mesmo aplica-se à "expansão dos direitos democráticos", tão louvada por bocós como Marilena Chauí e até por homens supostamente inteligentes como Norberto Bobbio." :-[9] [https:/olavodecarvalhofb.wordpress.com/category/notas/page/81/]

  • "Eu sou irresistível"

- Em entrevista para O Globo, 23 de novembro de 2018.[2]

  • No Brasil é assim: Comunista só lê comunistas, liberal só lê liberais, e assim por diante. Cada um tem medo de contaminar a sua alminha com pensamentos pecaminosos. Para um sujeito falar com alguma propriedade sobre o movimento comunista, deve antes ter estudado as seguintes coisas:
  1. Os clássicos do marxismo: Marx, Engels, Lenin, Stálin, Mao Tsé-Tung.
  2. Os filósofos marxistas mais importantes: Lukács, Korsch, Gramsci, Adorno, Horkheimer, Marcuse, Lefebvre, Althusser.
  3. Main Currents of Marxism, de Leszek Kołakowski.
  4. Alguns bons livros de história e sociologia do movimento revolucionário em geral, como Fire in the Minds of Men, by James H. Billington, The Pursuit of the Millenium, by Norman Cohn, The New Science of Politics, by Eric Voegelin.
  5. Bons livros sobre a história dos regimes comunistas, escritos desde um ponto de vista não-apologético.
  6. Livros dos críticos mais célebres do marxismo, como Eugen von Böhm-Bawerk, Ludwig von Mises, Raymond Aron, Roger Scruton, Nicolai Berdiaev e tantos outros.
  7. Livros sobre estratégia e tática da tomada do poder pelos comunistas, sobre a atividade subterrânea do movimento comunista no Ocidente e principalmente sobre as "medidas ativas" (desinformação, agentes de influência), como os de Anatolyi Golitsyn, Christopher Andrew, John Earl Haynes, Ladislaw Bittman, Diana West.
  8. Depoimentos, no maior número possível, de ex-agentes ou militantes comunistas que contam a sua experiência a serviço do movimento ou de governos comunistas, como Arthur Koestler, Ian Valtin, Ion Mihai Pacepa, Whittaker Chambers, David Horowitz.
  9. Depoimentos de alto valor sobre a condição humana nas sociedades socialistas, como os de Guillermo Cabrera Infante, Vladimir Bukovski, Nadiejda Mandelstam, Alexander Soljenítsin, Richard Wurmbrand.
É um programa de leitura que pode ser cumprido em quatro ou cinco anos por um bom estudante. Não conheço, na direita ou na esquerda brasileiras, ninguém, absolutamente ninguém que o tenha cumprido.
Estudar antes de falar, Diário do Comércio, 13 de agosto de 2013

Sobre[editar]

  • "Todo país tem um pensador de extrema direita. Mas no Brasil inventaram este grotesco personagem, deram-lhe um tom improvável, ridículo, ignorante e o expõe à execração pública, personagem que a esquerda goza ou, pior, desconhece, diante dos patéticos apelos para polemizar, que ninguém aceita e o deixa na sua solidão exposto ao escárnio." - Emir Sader [3]
  • "De reconhecida competência na área da filosofia, tem obtido grande sucesso tanto em suas pesquisas como no trato com seus alunos". - Jorge Amado[4]
  • "Estupendo. Sua obra tem como que o sopro de uma epopéia da palavra, a palavra destemidamente lúcida e generosamente insurgente, rebelde e justa, brava e exata." Herberto Sales[5]
  • "Olavo de Carvalho é um filósofo finíssimo, um erudito verdadeiro e um homem honestíssimo. O intelectual é de primeira. O amigo é duro de aguentar, de tão exigente. Leia-o. Ele tem razão, se bem que não dá a mínima para o que você e eu achamos. Retidão ele tem, mas é a de um trem nos trilhos, a 250km por hora... Sai da frente porque carona a gente não pega nesse comboio!" – Bruno Tolentino[6]
  • "Se eu pegasse um pouco de Ernst Cassirer e Olavo de Carvalho, e os temperasse com método aristotélico, poderia tentar temerariamente uma definição de poesia" - Alberto da Cunha Melo[7]
  • "O terceiro pensador brasileiro [junto com José Guilherme Merquior e Mario Vieira de Mello] que considero de particular relevância nos debates atuais que possam se desenvolver em torno de Kant é Olavo de Carvalho. O filósofo paulista faz diversas referências ao de Koenigsberg em sua obra de grande impacto polêmico, num sentido que não consigo exatamente definir." – José Osvaldo de Meira Penna[9]
  • "Então, quem aqui é grotesco, quem aqui sempre foi unido com o macabro, quem aqui não é bondoso para com seus parentes e amigos, quem aqui não teve talento, e eu estou falando em talento de fato, não o de criar um secto de fanáticos e cegos, quem nunca teve coragem perante a vida, quem aqui nunca trabalhou de verdade?" - Heloisa de Carvalho Arribas, filha de Olavo de Carvalho em carta aberta.[10]

Caetano Veloso

  • "Li no livro desse cara lá do Rio... [tenta se lembrar] Um negócio sobre... Como é o nome do sujeito? Olavo de Carvalho! Um negócio que era bom sobre isso, de que você substituir a responsabilidade individual por uma responsabilidade social, que é sempre superior às responsabilidades individuais, é doentio."
- No Roda Viva, 1996[11]
  • "Olavo de Carvalho escreveu aquele livro eloquente contra Epicuro."
- Em coluna no O Globo, 2013[12]
  • "Olavo é figura histórica da anti-esquerda. Catequizou gerações de jovens brasileiros a um anticomunismo delirante e ressentido."
- Em coluna na Folha de S. Paulo, 2018 [13]

Carlos Heitor Cony

  • "Respeito-o e considero-o um dos intelectuais mais lúcidos do nosso tempo. É polêmico e corajoso, virtudes que hoje são raras, porque todos querem jogar no certo, no ibope, no mercado." [14]
  • "Curiosamente, Carpeaux e Olavo não se conheceram. Um dos desencontros que considero mais cruéis do destino, uma vez que os dois, guardadas as posições radicalmente pessoais de cada um, tinham um approach idêntico da condição humana. Até mesmo na capacidade da exaltação e da polêmica. De minha parte, considero-me redimido por encontrar na presente edição das obras de Carpeaux o sonho que persegui durante anos mas que não tive tempo e competência para realizar." [15]
  • "No substancioso prefácio de Olavo de Carvalho [em Ensaios Reunidos. 1942-1978 - Volume I. De A Cinza Do Purgatorio até Livros Na Mesa] temos um painel crítico desse importante momento da vida cultural brasileira." [16]

Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 Fellet, João (15 de dezembro de 2016). «Olavo de Carvalho, o 'parteiro' da nova direita que diz ter dado à luz flores e lacraias». BBC News Brasil
  2. "Eu sou irresistível" O Antagonista. 23 de novembro de 2018. Consultado em 7 de maio de 2020
  3. Vermelho (5 de março de 2008). Fascista sem máscara na internet.
  4. [1]
  5. Brasil, Felipe Moura. Olavo tem razão. Parabéns, professor
  6. «BATE-PAPO COM BRUNO TOLENTINO». uol.com.br
  7. Marco Zero: Crônicas de Bolso.
  8. «A brincadeira de Sokal...» www1.folha.uol.com.br
  9. «O KANTISMO NO BRASIL». www.unopar.br
  10. [2]
  11. [3]
  12. [4] Publicado em 2013-09-22.
  13. [5] Publicado em 2018-10-14.
  14. [6]
  15. [7]
  16. [8]