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Ciúmes

Origem: Wikiquote, a coletânea de citações livre.
Ciúme e flerte (Haynes King).

O ciúme é o estado emocional complexo que envolve um sentimento penoso provocado em relação a uma pessoa de que se pretende o amor exclusivo; receio de que o ente dedique seu afeto a outros.


  • "O homem é ciumento quando ama; a mulher é-o mesmo sem amar"
- der Mann ist eifersüchtig, wenn er liebt; die Frau auch ohne daß sie liebt
- Anthropologie in pragmatischer Hinsicht‎ - Página 290, Immanuel Kant - Univ.-Buchh., 1820 - 332 páginas
  • "Despreza-se um homem que tem ciúmes da mulher, porque isso é testemunho de que ele não ama como deve ser, e de que tem má opinião de si próprio ou dela".
- méprise un homme qui est jaloux de sa femme, parce c'est un témoignage qu'il ne l'aime pas de la bonne sorte, et qu'il a mauvaise opinion de soi ou d'elle
- René Descartes citado em "Essai sur l'histoire de la philosophie en France", Volume 1 de Essai sur l'histoire de la philosophie en France: au XVIIe siècle - página 212, Philibert Damiron, Editora L. Hachette et cie, 1846
- La jalousie est le mur mitoyen qui sépare l'amour de la haine
- Petite encyclopédie bouffonne: contenant Les pensées d'un emballeur, Les éphémérides, et Le dictionnaire du Tintamarre, etc - Página 79, de Commerson - Publicado por Passard, 1857
- Los celos del hombre son casi siempre infundados é infaman á la mujer: los celos de la mujer son casi siempre justos y no infaman al hombre
- Severo Catalina in: "El Amor", publicado no "El Sueco" (periodico semanal literario), ano IV, [num 155, 2 de março de 1912, página 2171
  • "O orgulho tem esquisitices como qualquer outra paixão. Temos vergonha de confessar que sentimos ciúmes, mas nos vangloriamos de havermos tido, e de sermos capazes de tê-lo".
- L'orgueil a ses bizarreries comme les autres passions : on a honte d'avouer qu'on ait de la jalousie, et l'on se fait honneur d'en avoir eu et d'être capable d'en avoir.
- Maximes et reflexions morales - Página 115, item ccccxcv, François de La Rochefoucauld - Didot, 1796 - 147 páginas
  • "Que vida de inferno é a vida do ciumento! Antes não amar, do que amar desse modo".
- Qual vita d' inferno ! Val cento volte meglio non amare che amare a questo modo !
- "Fisiologia dell'amore ...‎" - Página 185, Paolo Mantegazza - R. Bemporad & Figlio, 1906, 4a. ed. - 344 páginas
  • "As grandes paixões, aquelas que chegam de repente, sempre trazem consigo as suspeitas".
- las grandes venturas que vienen de improviso, siempre traen consigo alguna sospecha.
- Trabajos de Persiles y Sigismunda - Página 203, Miguel de Cervantes - 1802
  • "É o ciúme, turbador da tranqüila paz amorosa! Ele é punhal que mata a mais firme das esperanças!"
- O zelos turbadores de la sosegada paz amorosa! zelos, cuchillo de las mas firmes esperanzas !
- Los seis libros de Galatea - Volume 1, Página 290, Miguel de Cervantes Saavedra - por don Antonio de Sancha, se hallará en su librería, 1784 - 304 páginas
  • "Essa enfermidade a que os amantes chamam de ciúme, e a que melhor chamariam desespero raivoso, tem por componentes a inveja e o menosprezo. Quando tal enfermidade domina a alma enamorada, não existe ponderação que a sossegue, nem remédio que a possa curar".
- esta enfermedad que los amantes llaman celos, que la llamaran mejor desesperacion rabiosa, entran ála parte con ella la envidia y el menosprecio, y cuando una vez se apodera del alma enamorada, no hay consideracion que la sosiegue, ni remedio que la valga
- Trabajos de Persiles y Sigismunda - página 255, Miguel de Cervantes Saavedra, Librería de San Martín, Plus Ultra, 1859, 360 páginas
  • "O ciúme, o receio de deixar, e o medo de ser deixado, são as dores inseparáveis do declínio do amor".
- La jalousie, la méfiance, la crainte de lasser, la crainte d'être quitté, sont des peines attachées à la vieillesse de l'amour
- Œuvres de La Rochefoucauld - Volume 1, Página 303, François La Rochefoucauld (duc de), Henri de Régnier - L. Hachette et cie., 1868
  • "O que torna tão aguda a dor provocada pelo ciúme, é que a vaidade não pode ajudar a suportá-lo".
- Ce qui rend les douleurs de la honte et de la jalousie si aiguës, c'est que la vanité ne peut servir à les supporter.
- De l'amour - página 447, Stendhal, Henri Martineau - Colin, 1959 - 521 páginas
  • "O ciúme jamais está isento de uma ponta de inveja. Freqüentemente essas duas paixões estão confundidas".
- Toute jalousie n'est point exempte de quelque sorte d'envie, et souvent même ces deux passions se confondent.
- Oeuvres de La Bruyère‎ - Página 56, Jean de La Bruyere - chez A. Belin, imprimeur-libraire, 1820 - 416 páginas
  • "Não há nenhum ciúme do amor; o ciúme é só orgulho e egoísmo"
- No hay celos de amor; no hay más que celos de orgullo y de egoísmo.
- La mujer: apuntes para un libro - Página 79, Severo Catalina del Amo - A. de San Martin, 1861
  • "O ciumento acaba sempre encontrando mais do que procura".
- Un jaloux trouve toujours plus qu'il ne cherche
- Esprit de Mademoiselle de Scuderi‎ - Página 182, de Madeleine de Scudéry - Publicado por chez Vincent, 1766 - 500 páginas
  • "O ciúme é uma paixão, que num momento em que se prevê uma traição, sente um prazer, como na vingança, que se desaponta ao encontrar a mulher, que suspeitava-se, inocente".
- La jalousie est une telle passion, qu'il vient un moment où sur la trace d'une trahison, on entrevoit, on pressent une telle jouissance dans la vengeance qu'on est désappointé de trouver innocente la femme que l'on soupçonnait.
- Encore les Femmes‎ - Página 197, Alphonse Karr - M. Lévy Frères, 1858 - 320 páginas
  • "Da raivosa paixão que resulta do ciúme, só os ciumentos podem falar adequadamente. E será que mesmo os que a padecem são capazes de explicá-la? Como a devem rotular: Loucura furiosa? Inferno confuso? Verdugo do coração?"
- De la rabiosa pasión de los celos, ¿quién podrá hablar sino ¿quien la padece? Y aunque la padezca, quien la podrá explicar, llamarla furiosa locura, confuso infierno, increíble verdugo del corazón?
- Obras completas, Volume 1‎, Francisco de Quevedo - M. Aguilar, 1945
  • "O verdadeiro amor não arde em ciúmes"
- Bíblia, Coríntios cap.13
  • "Como ciumento sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo de sê-lo, porque temo que meu ciúme machuque o outro, porque me deixo dominar por uma banalidade: sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum".
- As a jealous man, I suffer four times over: because I am jealous, because I blame myself for being so, because I fear that my jealousy will wound the other, because I allow myself to be subject to a banality: I suffer from being excluded, from being aggressive, from being crazy, and from being common
- A lover's discourse: fragments‎ - Página 146, Roland Barthes - Penguin, 1990 - 234 páginas
  • "O ciumento que se encoleriza ante a suspeita de não ser amado é um tirano. Se te arriscas a vir a ser um mau em razão de um prazer, renuncia a esse prazer. Se te arriscas a ser um tirano em razão de um amor, renuncia a esse amor".
- I gelosi, i fremènti per la rabbia di non èssere abbastanza amati, sono veri tiranni. Piuttosto che divenir malvagio per qualunque piacere, dèesi rinunciare a quel piacere: piuttosto che divenir tiranno, o cadere in qualunque altra indegnità per amore, rinuncia all'amore.
- Silvio Pellico in: DEI DOVERI DEGLI UOMINI (1873)
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