René Descartes

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René Descartes
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René Descartes (31 de março de 1596 - 11 de fevereiro de 1650) Filósofo e matemático francês.


Discurso do método (1637)[editar]

Advertência[editar]

  • "Se este discurso parece longo de mais para ser lido de uma só vez, pode-se á dividi-lo em seis partes. Na primeira se encontrarão diversas considerações relativas ás ciências. Na segunda, as principais regras do método que o autor buscou. Na terceira, algumas das regras da moral que tirou deste método. Na quarta, as razões pelas quais prova a existência de Deus e da alma humana, que são os fundamentos de sua metafísica. Na quinta, a ordem das questões de física que ele buscou, e particularmente a explicação do movimento do coração e de algumas outras dificuldades concernentes à medicina, e também a diferença que existe entre nossa alma e a dos animais. Na última, algumas coisas que ele julga necessárias para ir mais adiante do que foi na pesquisa da natureza, e que razões o levaram a escrever".
- Discurso do método. René Descartes; tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2005, p. 17.

Primeira parte[editar]

  • "... os que andam muito lentamente podem avançar muito mais se seguirem sempre o caminho reto, ao contrário dos que correm e dele se afastam."
- Discurso do método. René Descartes; tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2005, p. 18.
  • "Todavia pode ocorrer que eu me engane, e talvez não passe de um pouco de cobre e vidro o que tomo por ouro e diamantes."
- Discurso do método. René Descartes; tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2005, p. 18.
  • "... quando se emprega tempo demais em viajar, acaba-se por virar um estrangeiro no próprio país; e, quando se é muito curioso por coisas que se praticavam nos séculos passados, fica-se geralmente muito ignorante das que se praticam neste."
- Discurso do método. René Descartes; tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2005, p. 20.

Quarta parte[editar]

  • "Penso, logo existo"
- Cogito, ergo sum.
- Discurso do método. René Descartes; tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2005, p. 34.

Sexta parte[editar]

  • "... o pouco que aprendi até agora é quase nada, comparado ao que ignoro."
- Discurso do método. René Descartes; tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2005, p. 52.

- toute ma physique n'est autre chose que géométrie.
- Oeuvres complètes - Volume 7 - Página 121, René Descartes, ‎Victor Cousin - 1824
  • "É melhor ter os olhos fechados, sem jamais tentar abri-los, do que viver sem filosofar"
- c'est proprement avoir les yeux fermés, sans tâcher jamais de les ouvrir, que de vivre sans philosopher
- "Les Principes de la Philosophie" in: "Oeuvres de Descartes", Volume 3‎ - Página 11, René Descartes, Victor Cousin - Levrault, 1824
  • "Despreza-se um homem que tem ciúmes da mulher, porque isso é testemunho de que ele não ama como deve ser, e de que tem má opinião de si próprio ou dela".
- méprise un homme qui est jaloux de sa femme, parce c'est un témoignage qu'il ne l'aime pas de la bonne sorte, et qu'il a mauvaise opinion de soi ou d'elle
- René Descartes citado em "Essai sur l'histoire de la philosophie en France", Volume 1 de Essai sur l'histoire de la philosophie en France: au XVIIe siècle - página 212, Philibert Damiron, Editora L. Hachette et cie, 1846
  • "Não basta termos um bom espírito. O mais importante é aplicá-lo bem."
- Car ce n'est pas assez d'avoir l'esprit bon , mais le principal est de l'appliquer bien
- Oeuvres philosophiques: Volume 1 - Página 4, René Descartes - 1835
  • A maior felicidade do homem depende desse reto uso da razão, e por conseguinte, que o estudo que serve para adquiri-lo é mais útil ocupação que se possa ter, como é, sem dúvida, a mais agradável e a mais doce."
- DESCARTES, RENÉ. Cartas. São Paulo: Abril cultural, 1973.p. 319. [Coleção Os Pensadores)

Atribuídas[editar]

  • "Cada problema que resolvi tornou-se uma regra que, depois, serviu para resolver outros problemas."
- citado em "Raciocínio Rápido" - Página 297, de K. VENKATARAMAN - Editora Marco Zero, ISBN 8527904241, 9788527904247, 297 páginas
  • "Se quiser buscar realmente a verdade, é preciso que pelo menos um vez em sua vida você duvide, ao máximo que puder, de todas as coisas."
- Fonte: J. Darling, David (2004) em The Universal Book of Mathematics. Wiley; pág. 90. ISBN 978-0-471-27047-8.


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  • "A leitura de todos os bons livros é qual uma conversação com as pessoas mais qualificadas dos séculos passados."
  • "Não ser útil a ninguém equivale a não valer nada."
  • "O alimento da juventude é a ilusão."
  • "As paixões são todas boas por natureza e nós apenas temos de evitar o seu mau uso e os seus excessos."
  • "Despreza-se um homem que tem ciúmes da mulher, porque isso é testemunho de que ele não ama como deve ser, e de que tem má opinião de si próprio ou dela."
  • "Quando gastamos tempo demais a viajar, tornamo-nos estrangeiros no nosso próprio país."
  • "O bom senso é a coisa mais bem distribuída do mundo: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de se contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que têm."
  • "É, propriamente, não valer nada, não ser útil a ninguém."
  • "Apenas desejo a tranqüilidade e o descanso, que são os bens que os mais poderosos reis da terra não podem conceder a quem os não pode tomar pelas suas próprias mãos."
  • "Daria tudo que sei, pela metade do que ignoro".
  • "Os que se ocupam a dar preceitos devem ter-se por mais hábeis do que aqueles a que os dão"
  • "Não há tanta perfeição nas obras compostas por várias partes e realizadas por vários mestres, como naquelas em que um só trabalhou. Assim observamos que edifícios iniciados e acabados por um só arquitecto são geralmente mais belos e melhor ordenados do que aqueles que vários adaptaram, servindo-se de velhas paredes que tinham sido erguidas para outros fins".
  • "As maiores almas são tão capazes dos maiores vícios como das maiores virtudes, e os que avançam muito lentamente são capazes de obter maiores vantagens, se seguirem sempre o caminho recto, do que aqueles que correm muito, mas se afastam desse caminho".
  • "A minha segunda máxima consiste em não seguir as opiniões mais duvidosas, nisso imitando os viajantes que, tenso-se perdido numa floresta, não devem andar de um lado para o outro, mas caminhar sempre no mesmo sentido e não retroceder por razões fracas, ainda que tenha escolhido esse caminho por mero acaso. Porque deste modo se não chegam precisamente onde querem, lograrão chegar a qualquer sítio onde estarão com certeza melhor do que no meio da floresta".
  • "Se me abstenho de dar a meu juizo sobre uma coisa, quando não a coceba com suficiente certeza e distinção, é evidente que faça ótimo uso do juizo e não me deixa enganar, mas, se me determino a negá-Laou afirmá-La, então não estou mais ne servindo como devo meu livre arbítrio."

Sobre[editar]

  • "Descartes deseja ser ao nível da cognição um self-made-man. Ele é o Samuel Smiles do empreendimento cognitivo"
- Ernest Gellner, "Reason and Culture", Oxford 1992, p. 3.