Roland Barthes

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Roland Barthes (nasceu dia 12 de novembro de 1915, em Cherbourg, Normandia - faleceu dia 23 de março de 1980, em Paris, França). Escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo francês.


  • "A foto-retrato é um campo cerrado de forças. Quatro imaginários aí se cruzam... diante da objetiva, sou ao mesmo tempo, aquele que a fotografia me julga e aquele de que se serve para exibir sua arte."
- La photo-portrait est un champ clos de forces. Quatre imaginaires s’y croisent, s’y affrontent, s’y déforment. Devant l’objectif, je suis à la fois celui que je me crois, celui que je voudrais qu’on me croie, celui que le photographe me croit et celui dont il se sert pour exhiber son ar
- La chambre claire‎ - Página 29, Roland Barthes - Éditions de l'Étoile, 1980 - 192 páginas
  • "O que a fotografia reproduz ao infinito só ocorreu uma vez: ela repete mecanicamente o que nunca mais poderá repetir-se existencialmente.‎"
- Ce que la Photographie reproduit à l'infini n'a eu lieu qu'une fois : elle répète mécaniquement ce qui ne pourra jamais plus se répéter existentiellement.
- La chambre claire‎ - Página 15, Roland Barthes - Éditions de l'Étoile, 1980 - 192 páginas
  • "Como ciumento sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo de sê-lo, porque temo que meu ciúme machuque o outro, porque me deixo dominar por uma banalidade: sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum."
- As a jealous man, I suffer four times over: because I am jealous, because I blame myself for being so, because I fear that my jealousy will wound the other, because I allow myself to be subject to a banality: I suffer from being excluded, from being aggressive, from being crazy, and from being common
- A lover's discourse: fragments‎ - Página 146, Roland Barthes - Penguin, 1990 - 234 páginas
  • "A ciência é grosseira, a vida é sutil, e é para corrigir essa distância que a literatura nos importa."
- La science est grossière, la vie est subtile, et c'est pour corriger cette distance que la littérature nous importe
- Leçon‎ - Página 18, Roland Barthes - Seuil, 1978, ISBN 202005003X, 9782020050036 - 45 páginas
  • "A literatura faz girar os saberes, não fixa, não fetichiza nenhum deles (...) porque ela encena a linguagem, em vez de, simplesmente utilizá-la, a literatura engrena o saber no rolamento de uma reflexividade infinita: através da escritura, o saber reflete incessantemente sobre o saber (...) a escritura faz do saber uma festa"
- Aula - Página 18, 19 e 21, Roland Barthes - Editora Cultrix, 2004, ISBN 8531600294, 9788531600296, 89 páginas

Obras[editar]

Michelet[editar]

  • “A doença de Michelet é a enxaqueca, esse misto de ofuscamento e náusea.”
  • “...ei-lo aos 44 anos: sente-se nesse “longo suplício, a velhice”; mas vejamo-lo seis anos mais tarde, aos cinqüenta anos: está prestes a esposar uma jovem de vinte e começa alegremente a terceira vida. Isso não é tudo: depois da mulher, os elementos; Michelet conhece ainda três renascimentos – a terra (banhos de lama em Acqui, perto de Turim), a água (seu primeiro banho de mar aos 57 anos), o sol (em Hyères).”
  • “Michelet morre quando não trabalha (quantas declarações a respeito!) –isso significa que tudo nele é preparado para construir a história como um alimento.”
  • “Vimos ele próprio ameaçado pela poesia como por um inferno natal, e aspirando à prosa como a uma libertação decisiva, a qual permitiria devorar a história e formar com ela um mesmo tecido.”

Fragmentos de um discurso amoroso[editar]

  • "ABISMAR-SE. Lufada de aniquilamento que atinge o sujeito apaixonado por desespero ou por excesso de satisfação."
  • "ADORÁVEL. Não conseguindo nomear a especialidade do seu desejo pelo ser amado, o sujeito apaixonado chega a essa palavra um pouco tola: adorável."
  • "AFIRMAÇÃO. Ao contrário de tudo e contra tudo, o sujeito afirma o amor como valor."
  • "ANULAÇÃO. Lufada de linguagem durante a qual o sujeito chega a anular o objeto amado sob o volume do amor em si: por uma perversão propriamente amorosa, é o amor que o sujeito ama, não o objeto."
  • "AUSÊNCIA. Todo episódio de linguagem que põe em cena a ausência do objeto amado - quaisquer que sejam a causa e a duração - e tende a transformar essa ausência em prova de abandono."
  • "CARTA. A figura visa a dialética particular da carta de amor, ao mesmo tempo vazia (codificada) e expressiva (cheia de vontade de significar o desejo)."
  • "CIRCUNSCREVER: Para reduzir sua infelicidade, o sujeito coloca sua esperança num método de controle que permitiria circunscrever os prazeres que lhe dá a relação amorosa: de um lado guardar esses prazeres, aproveitá-los plenamente, e, de outro, colocar um parênteses sem pensamento as largas zonas depressivas que separam esses prazeres: "esquecer" o ser amado fora dos prazeres que ele lhe dá."