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Roland Barthes

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Roland Barthes
Roland Barthes
Nascimento Roland Gérard Barthes
12 de novembro de 1915
Cherbourg
Morte 26 de março de 1980 (64 anos)
13.º arrondissement de Paris, Paris
Sepultamento Urt
Cidadania França
Alma mater
  • Lycée Louis-le-Grand
  • Lycée Montaigne
  • Faculdade de Artes de Paris
Ocupação filósofo, crítico literário, professor universitário, semiologist, sociólogo, mitógrafo, teórico literário, ensaísta, escritor, ontologista
Empregador(a) Collège de France, École des hautes études en sciences sociales, Centre National de la Recherche Scientifique
Obras destacadas The Death of the Author, Mythologies
Movimento estético estruturalismo
Causa da morte atropelamento
Assinatura

Roland Barthes (?) foi um escritor e crítico literário francês.


Verificadas[editar]

  • "A foto-retrato é um campo cerrado de forças. Quatro imaginários aí se cruzam... diante da objetiva, sou ao mesmo tempo, aquele que a fotografia me julga e aquele de que se serve para exibir sua arte."
- La photo-portrait est un champ clos de forces. Quatre imaginaires s’y croisent, s’y affrontent, s’y déforment. Devant l’objectif, je suis à la fois celui que je me crois, celui que je voudrais qu’on me croie, celui que le photographe me croit et celui dont il se sert pour exhiber son ar
- La chambre claire‎ - Página 29, Roland Barthes - Éditions de l'Étoile, 1980 - 192 páginas
  • "O que a fotografia reproduz ao infinito só ocorreu uma vez: ela repete mecanicamente o que nunca mais poderá repetir-se existencialmente.‎"
- Ce que la Photographie reproduit à l'infini n'a eu lieu qu'une fois : elle répète mécaniquement ce qui ne pourra jamais plus se répéter existentiellement.
- La chambre claire‎ - Página 15, Roland Barthes - Éditions de l'Étoile, 1980 - 192 páginas
  • "Como ciumento sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo de sê-lo, porque temo que meu ciúme machuque o outro, porque me deixo dominar por uma banalidade: sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum."
- As a jealous man, I suffer four times over: because I am jealous, because I blame myself for being so, because I fear that my jealousy will wound the other, because I allow myself to be subject to a banality: I suffer from being excluded, from being aggressive, from being crazy, and from being common
- A lover's discourse: fragments‎ - Página 146, Roland Barthes - Penguin, 1990 - 234 páginas
- La science est grossière, la vie est subtile, et c'est pour corriger cette distance que la littérature nous importe
- Leçon‎ - Página 18, Roland Barthes - Seuil, 1978, ISBN 202005003X, 9782020050036 - 45 páginas
  • "A literatura faz girar os saberes, não fixa, não fetichiza nenhum deles (...) porque ela encena a linguagem, em vez de, simplesmente utilizá-la, a literatura engrena o saber no rolamento de uma reflexividade infinita: através da escritura, o saber reflete incessantemente sobre o saber (...) a escritura faz do saber uma festa"
- Aula - Página 18, 19 e 21, Roland Barthes - Editora Cultrix, 2004, ISBN 8531600294, 9788531600296, 89 páginas

Obras[editar]

Michelet[editar]

  • “A doença de Michelet é a enxaqueca, esse misto de ofuscamento e náusea.”
  • “...ei-lo aos 44 anos: sente-se nesse “longo suplício, a velhice”; mas vejamo-lo seis anos mais tarde, aos cinqüenta anos: está prestes a esposar uma jovem de vinte e começa alegremente a terceira vida. Isso não é tudo: depois da mulher, os elementos; Michelet conhece ainda três renascimentos – a terra (banhos de lama em Acqui, perto de Turim), a água (seu primeiro banho de mar aos 57 anos), o sol (em Hyères).”
  • “Michelet morre quando não trabalha (quantas declarações a respeito!) –isso significa que tudo nele é preparado para construir a história como um alimento.”
  • “Vimos ele próprio ameaçado pela poesia como por um inferno natal, e aspirando à prosa como a uma libertação decisiva, a qual permitiria devorar a história e formar com ela um mesmo tecido.”

Fragmentos de um discurso amoroso[editar]

  • "ABISMAR-SE. Lufada de aniquilamento que atinge o sujeito apaixonado por desespero ou por excesso de satisfação."
  • "ADORÁVEL. Não conseguindo nomear a especialidade do seu desejo pelo ser amado, o sujeito apaixonado chega a essa palavra um pouco tola: adorável."
  • "AFIRMAÇÃO. Ao contrário de tudo e contra tudo, o sujeito afirma o amor como valor."
  • "ANULAÇÃO. Lufada de linguagem durante a qual o sujeito chega a anular o objeto amado sob o volume do amor em si: por uma perversão propriamente amorosa, é o amor que o sujeito ama, não o objeto."
  • "AUSÊNCIA. Todo episódio de linguagem que põe em cena a ausência do objeto amado - quaisquer que sejam a causa e a duração - e tende a transformar essa ausência em prova de abandono."
  • "CARTA. A figura visa a dialética particular da carta de amor, ao mesmo tempo vazia (codificada) e expressiva (cheia de vontade de significar o desejo)."
  • "CIRCUNSCREVER: Para reduzir sua infelicidade, o sujeito coloca sua esperança num método de controle que permitiria circunscrever os prazeres que lhe dá a relação amorosa: de um lado guardar esses prazeres, aproveitá-los plenamente, e, de outro, colocar um parênteses sem pensamento as largas zonas depressivas que separam esses prazeres: "esquecer" o ser amado fora dos prazeres que ele lhe dá."