Nelson Piquet

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Nelson Piquet
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Nelson Piquet Souto Maior (nascido no dia 17 de Agosto de 1952, Rio de Janeiro); piloto de Fórmula 1.


- Fonte: Entrevista à revista ISTOÉ Gente, de 9 de Setembro de 2001
  • "O Rubinho é um bom piloto, mas o Schumacher é melhor".
- No Programa Roda Viva, da TV Cultura
  • "Se eu fosse ele, pulava o muro de Interlagos e só aparecia de novo na Argentina".
- Piquet comenta o que Rubens Barrichello iria ouvir nos boxes da Jordan após a rodada na "Descida do Lago", em Interlagos, quando disputava a 3ª posição com Michael Schumacher no Grande Prêmio do Brasil de 1996.
  • "Em 1986 aconteceu muito. Em 1987, ficou mais difícil porque o Patrick Head (engenheiro projetista) trabalhava comigo e passava o acerto do carro para o Mansell. Mas quando descobria alguma coisa muito boa, deixava para falar na última hora da corrida e eles não tinham tempo para fazer nada".
- Entrevista para a revista Playboy de Abril de 1988
  • "O Barnard é um cara que não trabalha na base do imediatismo, ele planeja as coisas para os dois próximos anos. Foi feito um contrato pelo qual receberia 50% das ações do time no terceiro ano. Depois que começou a juntar as peças, a colocar os planos em execução, mandaram ele embora. Essa é a política da Benetton".
Piquet conta que a os homens da Benetton demitiram John Barnard (projetista do carro Tubarão), porque os homens de Enstone só querem ganhar dinheiro com as corridas e não o título.
- Entrevista para a revista Quatro Rodas em Setembro de 1992.
  • "Antes da corrida fiz meus planos: se o Nigel Mansell e o Ayrton saíssem na frente, deixaria eles irem embora, e só ficaria esperando o resultado daquela briga. Não deu outra: os dois logo se enroscaram, o Mansell sobrou e só então fui para cima do Ayrton. Passei na primeira tentativa, e sem problemas.
Piquet conta como venceu o Grande Prêmio do Brasil de 1986
- Entrevista para a revista Quatro Rodas de Novembro de 1986
  • "Eu digo que uma das razões pelas quais perdi o Campeonato de 1986 foi um erro do meu boxe. Foi no GP do México. No meio da corrida, eu avisei que ia parar para botar pneus com um composto de borracha mais duro. Só que eles não estavam bem preparados e acabaram colocando os pneus da frente com a calibragem errada. Resultado: dei dez voltas e tive de encostar de novo para nova troca. Ali me atrasei, perdi posições e os pontos necessários para brigar com o Prost pelo título".
- Entrevista para a revista Playboy de Abril de 1988
  • "Esse negócio de adivinhar só é bom para loteria. Não sei em detalhes o que os outros times estão fazendo, como estão os projetos dos carros, que melhoras os projetistas estão conseguindo nos testes. Nem eu nem ninguém. Eu só posso dar opinião, fazer previsões sobre coisas das quais tenho informações concretas, consistentes. Chutar é coisa para o Galvão".
- Entrevista à revista IstoÉ Gente de Outubro de 2004
  • "Eu já estava com o contrato nas mãos, mas algumas cláusulas não me agradavam inteiramente. Ron Dennis queria que eu escrevesse no contrato o número de dias que eu teria à minha disposição para trabalhos de relações públicas, além de exigir uma permanência de três anos. A flexibilidade da Lotus me deixou mais satisfeito: dois anos e concordância total com minhas exigências".
Explicando porque não foi para a McLaren em 1988
- Entrevista para a revista Quatro Rodas de Junho de 1991
  • "Já tive muita raiva dele por aquele acidente que ele causou em Hockenheim. Isso depois de tudo o que tinha feito para ajudá-lo. Mas o tempo é o melhor conselheiro, já desabafei e já descobri também que mesmo sem o acidente não teria chegado ao fim da prova. Estive no Chile dois anos atrás e fui com muito gosto ao seu programa de TV, onde até passaram aquela cena minha dando uns cascudos nele".
Piquet ficou sabendo anos mais tarde pelo engenheiro da BMW (na época a empresa alemã fornecia o motor para a Brabham) que o motor ia quebrar sem o acidente no GP da Alemanha de 1982. O brasileiro contou ao então piloto, o chileno Eliseo Salazar, que aquele acidente foi a melhor coisa que podia ter acontecido à BMW, porque evitou a vergonha do motor explodir em seu próprio país.
- Entrevista para o site Pit Stop de Março de 2001
  • "Agora eu sei que dentro da minha escuderia há duas equipes. Por isso, daqui para a frente, as coisas vão ser diferentes".
Após terminar o GP da Grã-Bretanha de 1986 em 2º lugar, Piquet conta que a Williams vem favorecendo Mansell desde a prova no Canadá.
- Entrevista para a revista Quatro Rodas em Agosto de 1986
  • "Foi John Barnard quem resolveu os problemas de aderência, quem cobria a parte traseira inferior do carro sob o motor. A Williams sabe copiar muito bem".
- Entrevista para a revista Grid em 1987
  • "A suspensão ativa foi bolada para compensar a deflexão dos pneus, a oscilação das molas, a variação do peso do carro que se altera com o consumo do combustível, temperatura e a irregularidade da pista".
Piquet explica o funcionamento da suspensão ativa.
- Entrevista para a revista Quatro Rodas de Setembro de 1992
  • "Quando se quer prejudicar, ou alcançar determinado tipo de objetivo, a razão não interessa. Você tem de perguntar isso a eles. O difícil é explicar o abandono de um programa de evolução na Fórmula 1".
Explicando que a equipe Williams não continuou com a suspensão ativa nas corridas finais do Campeonato de 1987.
- Entrevista para a revista Grid em 1987
  • "Ainda não fiz os cálculos exatos, mas acho que, somando tudo, meu primeiro ano na Benetton me rendeu 30% menos que na Lotus".
Piquet conta que o seu salário no primeiro ano na Benetton lhe rendeu menos do que na Lotus.
- Entrevista para a revista Quatro Rodas em Junho de 1991
  • "Já não me queixo. Quando senti que a política da Williams era pior que em 1986, resolvi sair. Avisei o Frank Williams da minha decisão e comecei a pensar no futuro. Mas jamais deixei de pensar no título mundial".
Piquet diz que o seu contrato não foi respeitado, já que Mansell acabou sendo favorecido na equipe.
- Entrevista para a revista Grid em 1987
  • "Naquela que devia ser minha última volta antes da largada, senti uma terrível vibração nos pneus. Assim fui para os boxes trocá-los e então dei uma segunda volta "ilegal" para checagem. Agora, os pneus estavam ótimos, mas a caixa de câmbio parecia pular em alta velocidade... Voltei aos boxes gritando com os mecânicos e saltei para dentro do carro reserva pronto para uma terceira volta de reconhecimento. Enfim: perdi tanto tempo que cheguei a pensar que a corrida começaria sem mim. Ainda bem que os mecânicos cuidam tão bem do carro de treino como do carro de corrida. Curioso que na minha última vitória, em Detroit, em 1984, também andei com um chassi reserva".
O motivo de utilizar o carro reserva no Grande Prêmio da França de 1985.
- Entrevista para a revista Quatro Rodas em Agosto de 1985
  • "O Mansell é um idiota veloz!".
- Piquet dizendo uma das qualidades do ex-companheiro de equipe Williams no programa "Jô Onze e Meia" do SBT em Dezembro de 1992.
  • "Quando cheguei na Williams, por exemplo, eu concorria com o piloto inglês da equipe, o Nigel Mansell. Eu queria ganhar, mas tudo o que eu desenvolvia ia para ele. Então armei um plano: dividir a equipe dentro da equipe. Comecei a descobrir as coisas fracas dele, como a mulher feia que ele tinha, e que ele era burro. Criei uma briga com ele e dividimos o time. Aí comecei a desenvolver o meu carro e não o dele. Venci. Essa foi uma das malícias".
Piquet conta que na época quando era piloto de Fórmula 1 na equipe Williams, quais as malícias que ele passa para Nelson Angelo Piquet.
- Entrevista para a revista Istoé Gente, 9 Julho de 2001, número 101
  • "Minhas chances de vitórias começaram a desaparecer antes da metade da prova, quando a suspensão foi endurecendo. Provavelmente, o computador que a controla funcionava mal. As coisas pioraram ainda mais depois do pit stop, já que a suspensão estava praticamente rígida. Eu me senti feliz por terminar em 3º lugar".
Explicando porque não teve condições de lutar pela vitória no GP de Portugal de 1987.
- Entrevista para a revista Quatro Rodas em Novembro de 1987
  • "De jeito nenhum. Tudo o que fiz foi muito melhor do que ele. Eu ganhei três campeonatos, com três motores diferentes. E, em todos os campeonatos em que participei, eu mesmo desenvolvia tudo. Ele não. Ele sempre correu com carro melhor, correu com o companheiro de equipe (Alain Prost em 1988 e 1989) que acertava o carro para ele. E a primeira vez que ele começou a ficar sozinho num time e que ele tinha que acertar o carro, começou a ficar cheio de problemas, cheio de angústia e cheio de tudo. Foi quando houve o acidente e ele morreu".
Piquet falando de Ayrton Senna, já que ambos são tricampeões e que não se sentia inferior ao prestígio do colega de trabalho.
- Entrevista para a revista Istoé Gente, 9 Julho de 2001, número 101
  • "O problema todo é perder um campeão que nem o (Ayrton) Senna".
Quando do falecimento de Ayrton Senna em acidente no GP de Ímola.
- Declaração para a TV Globo em Maio de 1994.
  • "Eu sabia que era só atiçar que ele (Mansell) vinha. E o babaca veio".
Piquet conta como venceu O GP da Austrália, em Adelaide, em 1990. O piloto brasileiro ocupou o trilho limpo da pista e escancarou a parte suja para Mansell executar a ultrapassagem na última curva. Depois fechou o inglês, com lícita e milimétrica precisão, numa manobra que, além da vitória, rendeu a Nélson Piquet o 3º lugar no Mundial de Pilotos de 1990, no Grande Prêmio de número 500 da Fórmula 1".
- matéria do jornalista Lemyr Martins na coluna "Retrovisor" em 2001
  • "Antes da largada, decidimos usar um pneu com novo composto de borracha que, teoricamente, deveria aguentar a prova inteira, sem trocas. Mas, no final da corrida, a equipe resolveu não correr riscos deles estourarem como o de Mansell, e mandou que eu parasse nos boxes para trocá-los. Parei, mas até agora não sei se esta foi a melhor decisão".
A decisão de ter ido aos boxes colocar outro jogo de pneus no GP da Austrália de 1986.
- Entrevista para a revista Quatro Rodas em Novembro de 1986
  • "Já tivemos várias discussões. Prospostas que acabam quando eu falo das minhas pretensões financeiras. A Ferrari tem uma política definida. Gosta de contratar jovens pilotos talentosos por três anos, por salários de honra. Ou seja, paga pouco pelo privilégio de deixar guiar seus carros. Por enquanto, não é minha meta".
A razão de não correr na Ferrari.
- Entrevista para a revista Grid em 1987
  • "Aquilo foi uma grande jogada política da Ferrari e da Renault, que naquela época dominava a FISA. O caso foi julgado oito meses depois da corrida e eles inventaram um regulamento que só valeu para aquela prova, só para me tirar os pontos. Tanto é verdade que em Long Beach o carro era igualzinho e não deu nenhum problema".
O motivo de ter a vitória cassada no GP do Brasil de 1982 em Jacarepaguá.
- Entrevista para a revista Playboy de Abril de 1988
  • "O que se pode esperar de um menino que anda com seguranças em São Paulo? Eu, tricampeão, nunca andei."
- A respeito de Rubens Barrichello; citado em Revista Veja, edição 1º de Outubro de 1997 - número 1515

Sobre[editar]

  • "(A rivalidade entre Senna e Piquet foi) Super-real. Mais do que real. Mais do que eu gostaria que tivesse sido."
- Reginaldo Leme, em entrevista ao Programa do Jô, da TV Globo, em Abril de 2012
  • "O Senna se preocupava em se comportar para o povo. O oposto do meu pai, que fazia e falava o que vinha na cabeça, sem estar preocupado se iriam gostar ou não dos comentários dele. O Senna era mais atualizado que meu pai. O meu pai era mais cabeça-dura, do tipo 'Faço o que eu quero e ponto final'. Acho que me pareço mais com o Senna."
- Nelsinho Piquet, em entrevista ao portal AOL

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