Kurt Cobain

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Kurt Cobain
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Kurt Donald Cobain (Aberdeen, Washington, 20 de fevereiro de 1967 - 5 de abril de 1994) foi o líder, vocalista e guitarrista da banda estadunidense Nirvana. Músico estadounidense.

  • "Eu nunca quis cantar. Eu só queria ficar tocando guitarra no fundo do palco."
- Entrevista à revista Rolling Stone, 27/01/94.
  • "Não entendo essa gente querendo me pegar, me olhar, me assistir o tempo todo. Eu estou de saco cheio. Vou mudar de profissão, não vou aguentar isso a minha vida inteira."
- em 16/01/93, quando se apresentou em São Paulo)
  • "Passei toda a minha vida tentando ficar longe dos desportos e aqui estou eu, em uma arena desportiva."
- 12/30/93 em "the Great Western Forum, Inglewood, California"
  • "...quando você se casa e tem um filho, descobre uma força que você não imaginava que pudesse ter."
- Falando sobre a nova fase da banda com o álbum In Utero, em entrevista ao The Atlanta Journal and Constitution, 19/09/93.
  • "Não quero que minha filha cresça e que seja perturbada na escola pelas outras crianças. Não quero que digam a ela que ela tem pais drogados."
- Em entrevista ao Los Angeles Times em 21/09/92
  • "Essa música é dedicada à minha filha de 12 dias e à minha esposa ... e ahn, foram escritas algumas coisas bem extremas sobre nós, especialmente sobre minha mulher. E ela pensa que todos a odeiam agora. Então, ahn, isto está sendo gravado então ... por que vocês não lhe passam uma mensagem e dizem 'Courtney, Nós Te Amamos', okay? Prontos? No três! Um, Dois, Três!"
- em um show do Nirvana, em 1992
  • "Eu tenho a responsabilidade de falar negativamente sobre a heroína. É realmente uma coisa diabólica. É algo ligado com o Satã."
- Kurt Cobain em entrevista à MTV
  • "Há já muitos anos que não sinto nenhuma emoção nem ao ouvir música nem ao criá-la, bem como ler e escrever, e isto faz-me sentir terrivelmente culpado. Quando estávamos nos bastidores, as luzes diminuíam e da multidão subia um rugido maníaco mas aquele momento não me fazia o efeito que faria, por exemplo, o Freddie Mercury, que parecia adorar e absorver energia do público – o que é uma coisa que totalmente admiro e invejo. O fato é que não consigo enganar vocês, nenhum de vocês. Simplesmente não é justo para vocês e para mim. O pior crime que posso imaginar seria enganar as pessoas sendo falso e fingindo que estou me divertindo a 100 por cento. Às vezes, antes de entrar para o palco, sentia-me como se tivesse um relógio a bater dentro de mim. Tentei tudo que está em meus poderes para gostar disso (e eu gosto, Deus, acreditem-me, eu gosto, mas não o suficiente). Agrada-me o fato de que eu e nós atingimos e divertimos uma porção de gente. Devo ser um daqueles narcisistas, uma daquelas pessoas que goza as coisas somente quando está sozinha. Sou demasiado sensível. Preciso ficar um pouco dormente para ter de volta o entusiasmo que eu tinha quando criança. Em nossas últimas três turnês, tive um reconhecimento por parte de todas as pessoas que conheci pessoalmente e dos fãs de nossa música, mas ainda não consigo superar a frustração, a culpa e a empatia que tenho por todos. Existe o bom em todos nós e acho que eu simplesmente amo as pessoas demais, tanto que chego a me sentir mal. O triste, sensível, insatisfeito, pisciano, pequeno homem de Jesus. Por que você simplesmente não aproveita? Eu não sei! Tenho uma esposa que é uma deusa, que transpira ambição e empatia, e uma filha que me lembra demais como eu costumava ser, cheia de amor e alegria, beijando todo mundo que encontra porque todo mundo é bom e não vai fazer mal a ela. Isto me aterroriza a ponto de eu mal conseguir funcionar. Não posso suportar a ideia de Frances se tornar o triste, autodestrutivo e mórbido roqueiro que eu virei. Eu tive muito, muito mesmo, e sou grato por isso, mas desde os meus sete anos de idade passei a ter ódio de todos os humanos em geral... e isto só porque amo demasiado e sinto demais por todas as pessoas, pelo menos eu acho. Agradeço-vos a todos do fundo do meu estômago queimado de náusea pelas vossas cartas e por se terem preocupado comigo durante os anos passados. Eu sou mesmo um bebê errático e triste e, agora, não tenho mais paixão. Assim, recordem-se que é melhor arder numa só labareda do que enferrujar a pouco e pouco. Paz, amor, Empatia. Kurt Cobain."
- Texto de Kurt encontrado ao lado do seu cadáver a 8 de Abril de 1994

Atribuídas[editar]

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  • "Se meus olhos mostrassem a minha alma, todos, ao me verem sorrir, chorariam comigo."
  • "Dos anos que passei no liceu tenho recordações dignas de filmes de terror."
  • "A América pode ser a terra da liberdade, porém é onde existe mais gente ignorante. A maioria da população é meio retardada."
  • "Eu não consigo imaginar alguém que possa começar uma banda apenas para se tornar famoso, parecer legal e ganhar garotas."
  • "Eu não sou gay, embora desejasse que o fosse, só para lixar com todos os homofóbicos."
  • "Não nos sentimos bem com esse tipo de progresso, tocando em lugares cada vez maiores. Se tínhamos algum objetivo, ficou para trás há algum tempo."
  • "Eu não tenho absolutamente nenhum direito de expressar a minha opinião até que eu conheça todas as respostas."
  • "Estamos tão na moda, não podemos sequer escapar de nós mesmos."
  • "Eu realmente nunca tive aquela excitação de vida. Há muitas coisas que eu desejava ter feito em vez de ficar apenas sentado, me queixando por ter uma vida aborrecida."
  • "Eu sabia que eu era diferente. Eu pensei que eu poderia ser gay ou alguma coisa, porque eu não me identificava com qualquer um dos rapazes."
  • "Eu sou um cara muito mais feliz do que muita gente pensa que eu sou."
  • "Pensam que eu sou um chato, uma espécie de maluco esquizofrênico que quer se matar o tempo inteiro."
- Sobre o que queria dizer com a canção "I Hate Myself and I Want to Die" (Eu me odeio e quero morrer).
  • "Nós somos uma espécie de Bay City Rollers sendo molestado pelo Black Flag e Black Sabbath."
"Certo dia arranjei uma guitarra eléctrica e comecei a compor temas meus, até porque não tinha nenhuma intenção de perder tempo a tocar versões dos Van Halen: queria tentar desenvolver um estilo pessoal, queria começara exprimir-me na primeira pessoa."
  • "Concordo em tocar em lugares grandes, onde o som seja pelo menos razoável. Porém, ao ar livre, o vento leva a música para longe, tanto que não parece que está fazendo a música, mas apenas dublando."
  • "Quero dizer, o que eles podiam fazer? Não podiam me fazer parar. Então eu não estava nem aí. Evidentemente, para eles parecia que eu estava sob o efeito de alguma bruxaria ou coisa do tipo. Não sabiam de nada sobre o assunto então imaginavam que a qualquer segundo eu poderia morrer."
  • "A música vem em primeiro. As letras são secundárias... A maioria das minhas letras são contraditórias. Eu escrevo algumas linhas sinceras e depois eu tento fazer outras divertidas. Eu não gosto de as fazer tão obvias porque se forem demasiado obvias fica noutra escala... Não digo que tenha de ser realmente enigmático ou misterioso mas eu apenas penso que as letras que são diferentes e estranhas fazem um retrato agradável. É apenas a maneira como eu gosto da arte."
  • "Seria legal começar a tocar guitarra acústica e ser encarado mais como um cantor e compositor, em vez de um roqueiro grunge."
  • "Ela não é feita de pedra, ela não é o que tem sido escrito sobre ela, ela tem emoções e sentimentos como todos os outros e isso realmente a incomoda. E ela está constantemente combatendo essas coisas, tentando esclarecer tudo."
- sobre Courtney Love
  • "Quase todos que experimentam drogas pesadas, ou seja, heroína e cocaína, acabarão se tornando escravos dessas substâncias. Eu me lembro de alguém ter dito: 'se você experimentar heroína uma vez, ficará viciado'. É claro que eu dei risada e zombei da idéia, mas agora acredito que isto seja a pura verdade."
  • "O que eles falam sobre mim não é nem a metade tão estranho quanto o que eles têm falado sobre ela. Ela (Courtney Love) não merece isso. Ela vendeu 60.000 CDs, e de repente encontrou-se tão comercialmente popular quanto eu, e ela só está numa banda de punk rock. Só porque se casou comigo, ela está sujeita a ser tão popular quanto uma atriz ou algo assim."
  • "Acontece que nós incomodamos todos os diferentes tipos de pessoas; especialmente Courtney. Ela é uma mulher completamente ameaçadora. Ela é totalmente esperta e ameaçadora. Ela fala o que pensa, fala muitas verdades. Até os liberais não gostam de mulheres espertas."
  • "Quer dizer, sou definitivamente gay em espírito, e provavelmente eu poderia ser bissexual. Mas estou casado, e me sinto mais atraído pela Courtney do que jamais me senti por outra pessoa, então não tem sentido tentar 'me resolver' agora. [Risos] Se eu não tivesse encontrado a Courtney, provavelmente eu teria levado uma vida bissexual. Mas eu a acho totalmente atraente em todos os sentidos."
- Em 1992
  • "Uma vez me ofereceram uma escolha para o meu presente de aniversário: uma guitarra ou uma bicicleta. Escolhi a bicicleta, claro. Pra que eu iria começar a tocar guitarra? Só me aborreceria. E depois, eu queria realmente era tocar bateria. Aliás, ainda quero."
  • "Embora todas essas coisas sejam muito especiais, nenhuma foi metade tão recompensadora quanto ter um filho com uma pessoa que é o exemplo supremo de dignidade, ética, e honestidade. Minha mulher desafia a injustiça e o motivo pelo qual sua pessoa tem sido tão severamente atacada é porque ela escolhe não funcionar do jeito que o homem branco das corporações insiste. Suas regras para as mulheres involvem ela ser submissa e não-desafiadora. Quando ela não segue essas regras, os homens ameaçados (que, por falar nisso, possuem um exército de devotadas traidoras) se assustam."
"Tenho uma esposa que é uma deusa, que transpira ambição e empatia, e uma filha que me lembra demais como eu costumava ser, cheia de amor e alegria, beijando todo mundo que encontra porque todo mundo é bom e não vai fazer mal a ela. Isto me aterroriza a ponto de eu mal conseguir funcionar."
  • "Quando escrevo uma canção a letra é o menos importante."
  • "Até quando serei capaz de gritar até arrebentar os pulmões toda a noite, durante um ano inteiro de turnê?"
  • "Nós temos 100% de controle sobre nossas músicas. O que faz um disco bom são as canções, e se não consegimos gravá-las do jeito que queremos, não lançamos o disco."
  • "Vandalismo: tão bonito quanto pedra na cara de um guarda."
- Frase escrita na Guitarra de Kurt
  • "Estupro é um dos crimes mais terríveis da Terra. O problema dos grupos que lidam com o estupro é que eles tentam ensinar às mulheres como se defenderem. Enquanto que o que precisa ser feito é ensinar aos homens a não estuprarem."
  • "Depois de uma hora de conversa acham que podem fazer uma avaliação de nossa personalidade. Por terem as credenciais acham que podem fazer esse tipo de coisa, deveriam ser psiquiatras e não jornalistas."
- Kurt em uma entrevista se referindo à mídia
  • "Todas as drogas são perda de tempo. Elas destroem sua memória, seu respeito e tudo que vem com a auto-estima descobri que elas são uma perda de tempo."
  • "Gostamos de achar que nossa música é liberdade musical."
  • "Não gostamos de coisas óbvias, se é óbvio não tem graça."

Frases atribuidas a Kurt Cobain erradamente[editar]

  • "Eu prefiro ser odiado pelo que sou, do que amado pelo que eu não sou."
  • "It's better to burn out than to fade away." (From Neil Young's My My, Hey Hey)
  • "Querer ser outra pessoa é um desperdício da pessoa que você é."

I Hate Myself and I Want to Die (Odeio-me e quero morrer)[editar]

  • "Cresci de um modo muito isolado. Tornei-me anti-social. Comecei a compreender a realidade do universo em que vivia, que tinha muito pouco para me oferecer. Aberdeen era uma cidade demasiado pequena onde não encontrava amigos de quem gostasse, que fossem compatíveis comigo ou que gostassem do que eu gostava."
  • "Por aquilo de que me consigo lembrar, os primeiros anos da minha vida foram anos muito felizes. Quando tinha nove anos, os meus pais separaram-se. Lembro-me de sentir vergonha disso sem saber explicar bem porquê. Não conseguia olhar de frente para alguns dos meus amigos na escola. Desejava desesperadamente ter uma familia clássica, típica, com pai e mãe, desejava essa segurança. Durante alguns anos custou-me muito a perdoar isso aos meus pais...
  • "Depois do divórcio dos meus pais, de repente tudo ficou preto para mim, vivia sempre em depressão. Ia para a cama e passava horas e horas acordado, gritando dentro da minha cabeça, ou então, continha a respiração o mais que podia porque queria que a cabeça estourasse... Daí a pouco, a depressão dava lugar a uma raiva surda..."
  • "Depois do divórcio dos meus pais, sentia um forte ressentimento em relação a eles porque não tinham sido capazes de resolver os seus problemas. Na escola comecei a sentir-me diferente das outras crianças; tinha-me convencido que valia menos do que elas, porque elas tinham uma família ao passo que eu já não a tinha. Isolava-me cada vez mais... e esta situação tornou-se definitiva por volta dos onze-doze anos."
  • "Os meus familiares tinham um terror danado da pobreza e, mesmo que no fundo fossem uns pobretanas, faziam tudo para parecer abastados. A minha mãe repetia-me continuamente que eu tinha absolutamente de evitar "as más companhias", ou seja os rapazes das famílias pobres, aqueles mais pobres do que nós. Assim, aquela coisa dos "pobretanas" tornou-se para mim uma verdadeira obsessão que muitas vezes me levava a insultar os rapazes mal arranjados de Aberdeen... Mas, alguns anos depois, comecei a aperceber-me que os rapazes das famílias abastadas - ou seja aqueles que para os meus pais eram as "boas companhias" - eram os verdadeiros "fedorentos" ao passo que os pobretanas eram, ao fim e ao cabo, melhores, mais verdadeiros e sinceros."
  • "No Liceu, o corpo estudantil dividia-se em três categorias diferentes: rapazes e raparigas "marronas", super-fêmeas "raparigas pon-pon", e super-machos "megadesportistas". A primeira categoria fazia-me tristeza e as outras duas odiava-as com todo o meu coração."
  • "Quero compor um novo tema no mesmo género de "Polly" (no album Nevermind), tratando de maneira explícita a questão da violação. Estou convencido que a violação é um dos crimes mais odiosos e, infelizmente, um dos mais frequentes. Era necessário que eu fizesse alguma coisa porque havia e há ainda uma grande necessidade de educar os machos. Existem grupos que se ocupam deste problema, mas, de momento, não vão além do fato de ensinarem ás mulheres algumas técnicas de defesa física - o que também está bem, mas de certeza que não resolve a questão. Seria preciso uma obra radical de reeducação dos machos, para resolver um problema tão grave e difuso e para os irremidiáveis não restaria senão a solução mais simples e mais drástica: a castração."
  • "Em si, o facto de ser homem não é uma coisa má, talvez o problema seja quando estes se tornam machos... um homem sensato não existe e, se existisse, seria de certeza uma mulher; a demonstração mais evidente disso é que as guerras são declaradas sempre por homens e a combatê-las são quase somente eles; as mulheres são decididamente menos violentas e, se estivesse nas mãos delas o poder de desencadear uma guerra, o mundo seria de certeza um lugar muito mais pacífico."
  • "A única coisa que me reconcilia com o mundo é dormir. Adoro dormir, considero-o um dos poucos prazeres da vida. Ás vezes adormeço enquanto como ou se me encontro numa situação aborrecida, o que me acontece frequentemente... Preferia viver num eterno estado de letargia... Sinto há muitos anos que não tenho mais nada para dizer e as conversas de chacha aborrecem-me de morte, é muito melhor dormir e acordar só quando vale realmente a pena."
  • "Em criança, lia tudo o que apanhava. Ia muito á biblioteca especialmente no liceu, onde o único sítio para se ir durante o dia era a biblioteca. Mas não sabia bem o que devia ler, era o que calhava... Quando ia á escola também lia muito nas aulas, só para me afastar dos outros e não ter de falar com eles. Muitas vezes, só para os evitar, até fingia ler."
  • "No liceu eu era o bode expiatório. Mas não naquele sentido em que estivessem sempre a meter-se comigo. Não implicavam comigo nem me batiam a dada altura, porque, eu já vivia num grande isolamento. Era tão anti-social que raiava a demência. Sentia-me tão diferente e louco que as pessoas deixavam-me em paz. Não me admirava nada se, me considerassem o tipo mais provavelmente capaz de matar alguém no baile do liceu..."
  • "sentia que elas não eram tratadas com igualdade e respeito. Detestava a forma como, em Aberdeen, se tratava as mulheres; eram completamente oprimidas..."
  • "No curso de Arte dos complementares fiz amizade com um rapaz que se chamava Myer Loftin... Myer era um tipo maravilhoso e fascinava-me exactamente pela sua diferença em relação á banalidade que nos circundava; ele tinha sempre um ponto de vista original, completamente seu, diferente da massa de jovens bem-pensantes de Aberdeen. Myer não era um frango do aviário: tinha um cérebro próprio, uma personalidade própria uma originalidade toda sua e eu gostava dele exactamente por isso."
"A única coisa que me reconcilia com o mundo é dormir. Adoro dormir, considero-o um dos poucos prazeres da vida. (...) é muito melhor dormir e acordar só quando vale realmente a pena."
  • "No Liceu, a minha amizade com Myer Loftin criou-me alguns problemas. Cada vez com mais frequência troçavam de mim e insultavam-me e, nos balneários do ginásio, desencadeava-se o furor homofóbico dos megadesportistas: quando estávamos nus, parece que eles se sentiam "ameaçados" pela minha presença e, muitas vezes, acabavam por me agredir. Mas eu, desse momento, comecei a sentir-me orgulhoso de ser considerado gay, mesmo que na realidade não o fosse."
  • "Certo dia arranjei uma guitarra eléctrica e comecei a compor temas meus, até porque não tinha nenhuma intenção de perder tempo a tocar versões dos Van Halen: queria tentar desenvolver um estilo pessoal, queria começara exprimir-me na primeira pessoa."
  • "Na capa de Bleach, o meu nome aparecia escrito como "Kurdt Kobain" devido a uma escolha precisa: vivia em pleno a época punk e desprezava o "personalismo" típico das estrelas do rock. Queria permanecer anónimo, a minha música falaria por mim. Queria fazer como Black Francis: ele mudou tantas vezes de nome que ninguém sabe realmente como se chama... Da mesma maneira, queria que ninguém soubesse o meu verdadeiro nome e, assim, quando quisesse, poderia voltar a ser um Kurt Cobain qualquer, um cidadão normal, capaz de deixar atrás de si a sua experiência musical."
  • "Dar umas voltas por uns tempos nas altas esferas das majors foi bastante divertido porque, em pouco tempo, recolhemos (eu, Dave e Chris) uma bela colecção de cartões de visita dos vários "directores artísticos". Quando, por vezes, nos acontecia ir a qualquer lugar de merda para os lados de Tacoma e Olympia, dávamos alguns daqueles cartões de visita ás bandas que tocavam, mostrando um certo interesse por eles e dizendo-lhes para nos darem uma telefonadela algumas semanas depois - assim, bebíamos rios de cerveja grátis e era um fartote de rir quando pensávamos na quantidade de telefonemas que aqueles parvalhões receberiam..."
  • "A categoria de críticos que não consigo suportar é a dos falsos alternativos, aqueles que assistem pela primeira vez a um concerto dos Nirvana e ficam amuados num canto torcendo o nariz como se quisessem materializar um pensamento indignado: "Mas isto não é punk-rock!" É claro que não é! Quem etiquetou os Nirvana como grupo punk-rock cometeu um erro colossal porque nós nunca afirmámos ser punks, sempre dissemos que nos interessa a ética do punk. Nunca considerei importantes coisas como os alfinetes enfiados na pele e o cabelo pintado de encarnado: isso são cagadas exteriores que serviram só para dar uma qualquer identidade a personalidades sem rumo. O que me interessa realmente é o coração da ética punk: a independência artística, a liberdade expressiva, a espontaneidade e também a imprecisão técnica..."
  • "Parece que todo o mundo me considera meio atrasado mental mas isto não me chateia, provoca-me só uma certa admiração, porque não se pode ouvir a minha música, considerá-la "inteligente" e depois pensar que o seu autor seja um cretino... Por outro lado, reconheço que nunca fiz nada para desmentir os preconceitos dos outros; pelo contrário, quando encontro alguém que me considera um atrasado mental, faço tudo para lhe confirmar esta sua convicção. Estou perfeitamente consciente da minha personalidade e isso sempre evitou que fosse obrigado a alguma coisa para demonstrar ao próximo quem sou."
  • "A violação (estupro) é um crime odioso, e é necessário fazer alguma coisa para que desapareça da face da Terra; é preciso tentar, com todas as forças, "educar" os machos mas, se este caminho não funcionar, então é preciso que os potenciais violadores se sintam ameaçados. É este o sentido do texto de "Rape Me": a protagonista é uma mulher que foi violentada e que grita ao seu violador: "Anda, violenta-me, mais ainda, porque as vais pagar"... é uma questão de karma e, no fim, aquele filho da puta terá o que merece: será apanhado, metem-no numa prisão e acabará também por ser violado."
  • "Fez-se um grande falatório á volta do título provisório do nosso próximo album - I Hate Myself and I Want to Die ("Odeio-me e quero morrer") - porque os mass media estão afeiçoados á imagem de "suicida introvertido" que me coseram á pele e são incapazes de perceber a ironia... Na realidade, trata-se de uma simples brincadeira mas sabiamos muito bem que não seria compreendida e foi exactamente por essa razão que decidimos mudá-lo..."
  • "Se pudesse recomeçar de novo, voltaria a fazer tudo aquilo que fiz com os Nirvana só que com duas diferenças: em primeiro lugar, não seria o cantor que vai à frente; em segundo, já não me arriscaria a ser o guitarrista solista... O meu sonho seria poder exercer a função de guitarrista rítmico, bem escondido na segunda linha, porque ninguém parece perceber quanto é duro gritar sempre a plenos pulmões e tocar os solos de guitarra."
  • "Estou farto de ser considerado uma estrela de rock de merda só porque as minhas canções agradaram a tanta gente: daqui em diante, se isso servir para me restituir um pouco de liberdade, sentir-me-ei no dever de escrever somente canções de merda!"

Sobre[editar]

"Lembre- se de Kurt pelo que ele era: carinhoso, generoso e meigo. Vamos guardar a música conosco. isso nós sempre iremos ter." — Chris Novoselic
  • "Não sei se se deverá dizer que o Kurt era um génio. Era um grande escritor de canções. Um grande tipo. Uma pessoa calada. A maioria das vezes, podia-se achar que o seu silêncio era irritante. Ás vezes, parecia estar verdadeiramente zangado mas não era verdade. Era difícil de compreender, nunca encontrei ninguém como ele. Escrevia canções realmente simples, quase infantis, que nos ficavam na cabeça. Muitas bandas imaginam que têm de demonstrar a sua qualidade musical tocando um milhão de notas por segundo. Com ele, menos era mais..."
- Dave Grohl
  • "Ele era uma das pessoas mais belas e caladas que conheci. Sempre pressenti uma atmosfera de fantasia á volta dele. Na música e nele próprio."
- Curt Kirkwood, Meat Puppets
  • "Kurt foi uma das pessoas com mais dom que eu já encontrei. Desde o momento em que o conheci, que foi depois do Nirvana já estar junto há algum tempo, senti que ele era diferente de todo mundo que eu havia conhecido até então... Mas seus problemas, as coisas que faziam com que as canções tivessem tanto sentimento, também eram sua destruição. Ele realmente não podia competir com o mundo. O estrelato era a última coisa que ele queria. Eu realmente penso que Kurt teria sido muito mais feliz se ele pudesse ter feito músicas sozinho no meio do mato. Ele jamais estaria preparado para dar de cara com o clarão das luzes do holofote público."
- Dave Grohl
  • "Nós começamos a tocar por prazer, e não visando a uma carreira meteórica (..) Kurt, nosso guitarrista, compõe músicas porque sente que tem de compô-las. É parte da dele, não é algo forçado. Isso traz espontaneidade ao trabalho. Há muitos integrantes de grupos de rock que fazem um esforço descomunal para compor - seu trabalho acaba sendo medíocre. Por isso há tantas músicas e grupos ruins por aí."
- Chris Novoselic
  • "Quando eu e Kurt dividíamos o apartamento, era muito enriquecedor tocar guitarra com ele, mas ensinar mesmo, ele me ensinou a cozinhar peixe."
- Dave Grohl
  • "Aquele miúdo tinha coração."
- Bob Dylan
  • "Lembre- se de Kurt pelo que ele era: carinhoso, generoso e meigo. Vamos guardar a música conosco. Isso nós sempre iremos ter."
- Chris Novoselic
  • "A heroína tirava-lhe as dores (estômago), mas Cobain resolveu levar a experiência até aos limites da dependência."
- Michael Azzerad
  • "Ele definitivamente não era uma pessoa sociável. Essa parte de sua personalidade provavelmente atrapalhava o processo de recuperação."
- Timmins (médico que tentou ajudar Kurt a se livrar da dependência das drogas)
  • "É triste o que se está a passar neste momento com ele. É mesmo mau porque Kurt é um gajo porreiro. Só espero que ele consiga ultrapassar esta fase."
- Thurston Moore, Sonic Youth, (Abril de 1994)
  • "No Nirvana, bebíamos e tomávamos drogas demais. A tragédia de Kurt nos fez ver o quanto é importante estar bem física e psicologicamente."
- Chris Novoselic, baixista do Nirvana
  • "Acho que um dos pontos fortes de Kurt foi a sua simplicidade."
- Steve Diggle, do (Buzzcocks)
  • "Kurt foi um infeliz de um filho da puta que não conseguiu se aguentar com a fama."
- Liam Gallagher, Oasis
  • "As feridas de Kurt eram tão profundas que, quando a música vinha á tona, depois de filtrada pela sua alma, era incorpórea."
- Steven Tyler, Aerosmith
  • "Kurt realmente não conseguia entender todo o poder que tinha."
- Dave Grohl, baterista do Nirvana
  • "Não, ainda não surgiu nada. Essa é uma das razões para a morte de Kurt ter sido uma tragédia dessa proporção - as músicas que ele fez não se parecem com nada que alguém já havia feito (..) O impacto de Nevermind não pode ser subestimado, ele mudou toda a indústria musical."
- Charles Cross, autor da biografia de Kurt
  • "Ele me disse que havia tomado algumas vezes (heroína). Disse que realmente gostava e que a droga o deixava mais sociável. Mas disse que não ia tomar o tempo todo. Tentei ser imparcial, dizendo-lhe que ele não devia fazer isso, procurando não levá-lo a sentir-se mal por tê-la tomado."
- Tracy (ex-namorada de Kurt)
  • "Quando ouvi "Come as you are" fiquei furioso. A música era um plágio descarado de uma antiga faixa do Killing Jok, Eighties. Daí Kurt confessou que a havia plagiado mesmo, e em vez de irritado eu fiquei lisonjeado. Ele disse que amava o Killing Joke e que nós havíamos sido uma grande influência para ele. Senti que ele estava sendo honesto."
- Jaz Coleman, vocalista do Killing Joke.
  • "O Nirvana teve muita importância na minha vida. Eu considero Kurt o John Lennon da minha geração. Ele me inspirou a crescer como artista. A ter coragem de encarar os limites de ser artista, e com isso procurar fazer uma diferença, ter uma marca. Ele me inspirou musicalmente, emocionalmente. Eu sempre o admirei como ser humano. Toda vez que eu estava em um mesmo ambiente que ele, era notável perceber como ele era uma pessoa doce, honesta. Eu o conheci não como amigo, mas chegamos a nos encontrar algumas vezes. Foi impressionante perceber que, quando Kurt morreu, o rock morreu um pouco com ele. Isso foi muito visível, durante alguns anos."
- Scott Weilland
  • "Depois que Kurt morreu, alguém me falou que ele havia composto uma música para eu cantar. Fiquei honrado. Não é todo dia que alguém que você realmente admira se confessa um fã. Para mim o Nirvana era a essência do rock: primitivo e verdadeiro."
- Iggy Pop, cantor estadounidense
  • "Julgo que nenhum de nós estaria aqui se não tivesse existido o Kurt Cobain."
- Eddie Vedder, do Pearl Jam
"Kurt Cobain foi o Sid Vicious dos anos 90. Ele garantiu a imortalidade, deixou discos perfeitos." — Dinho Ouro Preto
  • "Kurt Cobain foi o Sid Vicious dos anos 90. Ele garantiu a imortalidade, deixou discos perfeitos."
- Dinho Ouro Preto
  • "Ninguém cantava com a paixão que ele cantava. Mas acho que tudo já foi dito a respeito do talento de Kurt."
- Butch Vig, produtor do álbum Nevermind
  • "O rock americano foi completamente absorvido pelo mainstream e virou uma coisa chata. Não creio que a América tenha uma voz no momento, o que é triste, porque eles faziam a melhor música do mundo na época do Nirvana."
- Alex, Blur
  • "Conheci Kurt em 1988, no primeiro show do Mudhoney. Eu tinha ouvido uma música do Nirvana no rádio, "Paper Cuts", e gostei muito. Falei para ele e ele gostou. Pareceu-me uma pessoa muito simples e legal."
- Kurt Danielson, TAD
  • "Eu gostei muito de Nevermind e o cara tinha talento."
- Noel Gallagher, Oasis
  • "Quando esteve no Brasil a gente saiu junto, fomos dançar, eu, o João Gordo, o Kurt e a Courtney. Ele era lindo, maravilhoso e nem um pouco estrela."
- Alessandra Briganti, Pin Ups
  • "Kurt Cobain não queria sair vendendo milhares de CDs. Ele queria apenas tocar a música simples que fazia divulgar um movimento"
- Kiko Loureiro
  • "Kurt Cobain foi idiota e fez a pior coisa, deixou a filha para trás. Acho muito antiga essa coisa do popstar sofrido."
- Edu K, De Falla
  • "Eu não fico pensando muito na falta que o Cobain está fazendo. O cara morreu, deixa ele sumir. O sucesso em excesso é mesmo de pirar."
- Fred, Raimundos
  • "Todo mundo continua chamando ele de 'a voz de sua geração', mas eu nunca entendi sobre o que eram as suas canções."
- Dexter Holland, Vocalista do Offspring