Daniel Munduruku

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Daniel Munduruku
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Daniel Munduruku em outros projetos:
Daniel Munduruku durante a Feira do Livro de Frankfurt, segurando uma de suas obras publicadas. 2013.

Daniel Munduruku nasceu em (28 de fevereiro de 1964 -). É um escritor e professor brasileiro pertencente à etnia indígena Munduruku.


  • "Quando ando por Sampa penso que estou caminhando sobre meus ancestrais. E viver bem aqui é mantê-los vivos na minha memória e na memória desta colossal aldeia de desconhecidos. Penso nos antepassados e nos caminhos que faziam quando andavam sobre esta terra. Nos matos que tinham que desbravar, nas caçadas que tinham que empreender, nas guerras a guerrear. E penso que São Paulo é um pouco tudo isso junto e desbravá-la é dar vida à memória dessa gente."
- Crônicas de São Paulo. Callis Editora, 2004.
  • "As sociedades indígenas são movidas pela poesia dos mitos — palavras que encantam e dão direção, provocam e evocam os aconte­cimentos dos primeiros tempos, quando, somente ela, a Palavra, existia. E foi por causa dela, de sua ação sobre o que não exis­tia, que tudo passou a existir. Foi como um encanta­men­to, um vento que passa ou o sopro sonoro de uma flau­ta, e... pronto... tudo se fez."
- Contos Indígenas Brasileiros. Global Editora, 2004.
  • "E por que eu não gostava de que me chamassem de índio? Por causa das ideias e imagens que essa palavra trazia. Chamar alguém de índio era classificá-lo como atrasado, selvagem e preguiçoso. E como já contei, eu era uma pessoa trabalhadora e ajudava meus pais e meus irmãos e isso era uma honra para mim. Mas uma honra que ninguém levava em consideração. Para meus colegas, só contava a minha aparência… e não o que eu era e fazia."
- Meu vô Apolinário: um mergulho no rio da (minha) memória. Studio Nobel, 2009.

Obras[editar]

Um dia na aldeia[editar]

  • "Munduruku é como o pariwat batizou esse povo que vive nos estados do Amazonas, Pará e Mato Grosso. É uma palavra muito forte e significa formigas gigantes, porque esse povo é muito guerreiro e gosta de tatuar o corpo todo com a tinta extraída do jenipapo, assim como a cor das formigas. É uma forma de se identificar para os outros povos inimigos daqueles tempos antigos."
- Um dia na aldeia, página 21. Editora Melhoramentos, 2012.
  • "O povo Munduruku se identifica como Wuy jugu, que quer dizer "gente verdadeira". Essa é a forma de eles expressarem orgulho de pertencer àquele povo."
- Um dia na aldeia, página 21. Editora Melhoramentos, 2012.
  • "Dizem os pesquisadores que os Munduruku chegaram a ter uma população de 40 mil pessoas e formavam um grande exército amedrontador. Com o passar do tempo, os Munduruku deixaram de guerrear, e sua população, hoje, é de aproximadamente 13 mil pessoas."
- Um dia na aldeia, página 22. Editora Melhoramentos, 2012.
  • "Este livro retrata um dia típico de uma bekitkit munduruku, desde quando acorda até o momento de ir dormir. Observe que é um dia bastante ocupado, pois a maneira de aprender – fora da escola – é acompanhar os pais nos seus afazeres cotidianos. Entre uma brincadeira e outra, se aprende a caçar, pescar, subir em árvores, nadar nos cabitutus, caminhar pela mata. Tudo isso é importante para os Munduruku, porque, mais tarde, a bekitkit vai utilizar esses conhecimentos para viver melhor em comunidade."
- Um dia na aldeia, página 22. Editora Melhoramentos, 2012.