A. James Gregor

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Anthony James Gregor
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Anthony James Gregor (2 de abril de 192930 de Agosto de 2019) foi um historiador norte-americano, professor emérito de ciência política na Universidade da Califórnia, em Berkeley, reconhecido pelos seus estudos sobre fascismo, marxismo e segurança nacional.


The Ideology of Fascism: The Rationale of Totalitarianism, 1969[editar]

The Ideology of Fascism: The Rationale of Totalitarianism, New York: NY, The Free Press, 1969. ISBN 0029130301, ISBN 978-0029130308.

  • Mussolini foi aceito pelo seus pares socialistas, não importa o que se pense sobre o seu Marxismo hoje em dia, como um teórico marxista. Ele ascendeu à liderança do Partido Socialista Italiano graças, em parte, a sua reconhecida capacidade como um intelectual socialista.
    Whatever one thinks of his Marxism today, Mussolini was accepted by his socialist peers as a Marxist theoretician. He rose to leadership in the Italian Socialist Party at least in part on the basis of his recognized capacity as a socialist intellectual. — p. 99
  • Em 24 de novembro de 1914 quando foi expulso do Partido Socialista, Mussolini insistiu que a sua expulsão não poderia retirar-lhe a sua ‘fé socialista’. Ele colocou como subtítulo do seu novo jornal, Il Popolo d’Italia (O Povo da Itália), ‘Um Jornal Socialista’. A intervenção nacional na conflagração europeia era um assunto imediato e enquanto problema dividiu os socialistas, mas uma vez que a maioria dos partidos socialistas do continente optaram pela guerra, Mussolini concebia naquele momento que o intervencionismo não era algo suficientemente comprometedor que obrigasse ao abandono do socialismo.
    On November 24, 1914, when he was expelled from the Socialist Party, Mussolini insisted that his expulsion could not divest him of his ‘socialist faith’. He made the subtitle of his new paper, Il Popolo d’Italia, ‘A Socialist Daily.’ National intervention in the European conflagration was an immediate issue and as a problem it divided socialists, but since most continental socialist parties had opted for war, Mussolini conceived at that time that interventionism was not a commitment sufficient to require the abandonment of socialism. — p. 141
  • A socialização foi, na verdade, o produto de um amadurecimento de tendências já implícitas nas primeiras formulações fascistas. A tendência que amadureceu para as socializações já era manifestada no tempo da Segunda Convenção de Estudos Corporativos e Sindicais, ocorrida em Ferrara em maio de 1932. Sua essência era constituída pelas persistentes predisposições socialistas e antiburguesas do sindicalismo radical combinadas com as pretensões totalitárias do neoidealismo.
    Socialization was, in fact, the product of a maturation of trends already implicit in the earliest Fascist formulations. The trend that matured into socializations was already manifest by the time of the Second Convention of Syndical and Corporative Studies, held in Ferrara in May 1932. Its substance was provided by the persistent socialist and anti-bourgeois biases of radical syndicalism conjoined with the totalitarian pretensions of neo-idealism. — p. 293
  • Foi apenas em novembro de 1933 que Mussolini convenceu-se de que a crise pela qual o capitalismo passava a quatro anos não era uma crise no sistema, mas uma crise do sistema. Foi nessa ocasião que ele falou da ‘regulação completamente orgânica e totalitária da produção’, uma economia ‘regulada’ e ‘controlada’; — um ‘funeral’ do capitalismo.
    It was only in November, 1933, that Mussolini became convinced that the crisis that had beset capitalism for four years was not a crisis within the system, but a crisis of the system. It was on this occasion that he spoke of ‘the complete organic and totalitarian regulation of production’ a ‘regulated’ and ‘controlled; economy—a ‘burial’ of capitalism. — p. 294
  • Em 1930 era evidente que o Fascismo, na busca dos seus objetivos, teria que desenvolver instituições e técnicas para restringir o poder independente das classes possuidoras. Isso deveria ser realizado não apenas para tornar o estado verdadeiramente soberano, mas também para defender aqueles valores socialistas que sindicalistas fascistas e neoidealistas nunca abjuraram.
    By 1930 it was evident that Fascism, for its own purposes, would have to evolve institutions and techniques to restrict the independent power of the possessing classes. This was to be effected not only to render the state truly sovereign, but also to defend those socialist values that Fascist syndicalists and neo-idealists had never abjured. — p. 296
  • Em 1934, Mussolini reiterou que o capitalismo, enquanto sistema econômico, não era mais viável. A economia Fascista deveria basear-se não no lucro individual mas no interesse coletivo.
    In 1934, Mussolini reiterated that capitalism, as an economic system, was no longer viable. Fascist economy was to be based not on individual profit but on collective interest. — p. 299
  • O próprio Mussolini, antes de conhecer quem se agruparia para formar os novos quadros do novo Partido Republicano Fascista, comprometeu-se com a realização do programa original, neoidealista e sindicalista, do Fascismo. Sua intenção original era chamar a sua nova república de República Socialista Italiana — que, com tudo isso, se anunciava como o veículo do socialismo italiano, um socialismo nacional.
    Mussolini himself, before he knew who would collect around the standards of the new Fascist Republican Party, committed himself to the realization of the original syndicalist and neo-idealist program of Fascism. His original intention was to call his new republic the Italian Socialist Republic — which nonetheless advertised itself as the vehicle of an Italian socialism, a national socialism. — p. 307
  • Mussolini era um marxista de boa formação e convicto. As suas últimas convicções políticas representavam uma reformulação do marxismo clássico na direção de uma restauração dos seus elementos hegelianos.
    Mussolini was a well-informed and convinced Marxist. His ultimate political convictions represent a reform of classical Marxism in the direction of a restoration of its Hegelian elements. — p. 333
  • Já em 1930 os teóricos fascistas começaram a falar de uma internazionale fascista, uma união pan-fascista de nações. Os fascistas sustentavam que para o Fascismo as devastações da guerra e da depressão na Europa só poderiam ser desfeitas pela reconstrução "antiplutocrática" internacional e defendiam, como consequência, que o Fascismo deveria ser "patriótico e internacional ao mesmo tempo".
    As early as 1930, Fascist theoreticians had begun to speak of an internazionale fascista, a pan-fascist union of nations. By 1935, Fascist maintained that Fascism recognized that the ravages of war and depression in Europe could only be undone by international ‘antiplutocratic’ reconstruction and argued, as a consequence, that Fascism was to be both ‘patriotic and international at the same time’. — p. 356

The Fascist Persuasion in Radical Politics, 1974[editar]

The Fascist Persuasion in Radical Politics, Princeton: NJ, Princeton University Press, 1974. ISBN 0691645531, ISBN 978-0691645537.

  • Em 1938, Mussolini estava convencido de que ‘dado o total colapso do sistema [herdado] de Lênin, Stalin transformara-se sem alarde num fascista.’
    By 1938, Mussolini could confidently assert that ‘in the face of the total collapse of the system [bequeathed] by Lenin, Stalin has covertly transformed himself into a Fascist.’ — p. 132
  • Onde os 'marxistas revolucionários' agitadores de massa chegam ao poder, e permanecem no poder por um tempo suficientemente longo para criar um sistema político, o que eles conseguem criar, geralmente, é um análogo razoável do estado Fascista.
    Where mass-mobilizing ‘revolutionary Marxists’ have come to power, and remained in power sufficiently long to create a viable political system, what they have generally succeeded in creating is a reasonable analogue of the Fascist state. — p. 134

Young Mussolini and the Intellectual Origins of Fascism, 1979[editar]

Young Mussolini and the Intellectual Origins of Fascism, Berkeley: CA University of California Press, 1979. ISBN 0520037995, ISBN 978-0520037991.

  • Mussolini foi um marxista ‘herege'.
    Mussolini was a Marxist ‘heretic'. — p. xi
  • O Fascismo [italiano] foi uma variante do marxismo clássico, um sistema de crenças que trazia consigo alguns temas abordados por Marx e Engels e que terminou por encontrar expressão na forma de ‘nacional-sindicalismo’ e dar vida ao primeiro Fascismo.
    [Italian] Fascism was a variant of classical Marxism, a believe system that pressed some themes argued by both Marx and Engels until they found expression in the form of ‘national syndicalism’ that was to animate the first Fascism. — p. xi
  • O nacionalismo revolucionário de Mussolini, enquanto se distinguia do patriotismo tradicional e do nacionalismo da burguesia, exibia muitas daquelas características que encontramos hoje no nacionalismo de povos subdesenvolvidos. Era um nacionalismo anticonservador que previa grandiosas mudanças sociais; era direcionado contra os opressores externos bem como os internos; evocava uma imagem de uma nação regenerada e renovada que tinha uma missão histórica a realizar; invocava um ideal moral de auto-sacrifício e comprometimento a serviço dos objetivos da coletividade; e recordava antigas glórias e antecipava uma glória compartilhada maior ainda.
    Mussolini's revolutionary nationalism, while it distinguished itself from the traditional patriotism and nationalism of the bourgeoisie, displayed many of those features we today identify with the nationalism of underdeveloped peoples. It was an anticonservative nationalism that anticipated vast social changes; it was directed against both foreign and domestic oppressors; it conjured up an image of a renewed and regenerated nation that would perform a historical mission; it invoked a moral ideal of selfless sacrifice and commitment in the service of collective goals; and it recalled ancient glories and anticipated a shared and greater glory. — p. 99