Robert Oppenheimer

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Julius Robert Oppenheimer (22 de Abril de 1904 - 18 de Fevereiro de 1967) foi um físico estadunidense, director do Projeto Manhattan para o desenvolvimento da bomba atômica, levado a cabo durante a Segunda Guerra Mundial no Laboratório Nacional de Los Alamos no Novo México.


Verificadas[editar]

  • "I need physics more than friends."
- Tradução: "Preciso mais de física do que de amigos."
- Fonte: Smith and Weiner, p135, 1980
- Numa carta dirigida ao seu irmão, Frank, 1929
  • "It worked!"
- Tradução: "Funcionou!"
- Fonte: Seu irmão Frank, também ele membro da equipe do Projecto Manhattan, no documentário "Day After Trinity"
- Sua exclamação após a experiência Trinity, 16 de julho de 1945[1]
  • "It is with appreciation and gratefulness that I accept from you this scroll for the Los Alamos Laboratory, and for the men and women whose work and whose hearts have made it. It is our hope that in years to come we may look at the scroll and all that it signifies, with pride. Today that pride must be tempered by a profound concern. If atomic bombs are to be added as new weapons to the arsenals of a warring world, or to the arsenals of the nations preparing for war, then the time will come when mankind will curse the names of Los Alamos and Hiroshima. The people of this world must unite or they will perish. This war that has ravaged so much of the earth, has written these words. The atomic bomb has spelled them out for all men to understand. Other men have spoken them in other times, and of other wars, of other weapons. They have not prevailed. There are some misled by a false sense of human history, who hold that they will not prevail today. It is not for us to believe that. By our minds we are committed, committed to a world united, before the common peril, in law and in humanity."
- Tradução: "É com apreço e gratidão que aceito este prémio em nome do Laboratório de Los Alamos, e pelos homens e mulheres cujo trabalho e dedicação o construiram. É nossa esperança que no futuro possamos olhar para este prémio e para tudo o que ele significa com orgulho. Hoje esse orgulho deve ser moderado face a uma profunda preocupação. Se bombas nucleares forem adicionadas como novas armas aos arsenais de um mundo em guerra, ou aos arsenais de nações preparando-se para a guerra, então chegará o dia em que o mundo amaldiçoará os nomes de Los Alamos e Hiroshima. Os povos deste mundo têm de se unir, ou perecerão. Esta guerra que tanto devastou esta Terra escreveu estas palavras. A bomba atómica soletrou-as para que todos os homens as percebam. Outros homens usaram estas palavras em outros tempos, sobre outras guerras e outras armas. Elas não prevaleceram. Existem alguns que, ludibriados por um falso sentido de história humana, defendem que elas não prevalecerão agora. Não nos cabe a nós acreditar nisso. Pelas nossas mentes estamos comprometidos a um mundo unido perante o perigo comum, na lei e na humanidade."
- Fonte: Discurso de aceitação do Army-Navy "Excellence" Award, 16 de novembro de 1945
  • "Despite the vision and farseeing wisdom of our wartime heads of state, the physicists have felt the peculiarly intimate responsibility for suggesting, for supporting, and in the end, in large measure, for achieving the realization of atomic weapons. Nor can we forget that these weapons as they were in fact used dramatized so mercilessly the inhumanity and evil of modern war. In some sort of crude sense which no vulgarity, no humor, no overstatement can quite extinguish, the physicists have known sin; and this is a knowledge which they cannot lose."
- Tradução: "Apesar da visão e prudente sabedoria dos nossos dirigentes em tempo de guerra, os físicos sentem a peculiar responsabilidade íntima por terem sugerido, apoiado e em larga medida possibilitado a criação de bombas atómicas. Nem nos podemos esquecer que o modo como estas armas foram usadas dramatizou de forma impiedosa a inumanidade e a maldade da guerra moderna. Num sentido basilar que nenhuma vulgaridade, humor ou exagero pode apagar, os físicos conheceram o pecado; e esse é um conhecimento que eles não podem perder."
- Fonte: Physics in the Contemporary World, Arthur D. Little Memorial Lecture at M.I.T., 25 de novembro de 1947
  • "There must be no barriers to freedom of inquiry ... There is no place for dogma in science. The scientist is free, and must be free to ask any question, to doubt any assertion, to seek for any evidence, to correct any errors. Our political life is also predicated on openness. We know that the only way to avoid error is to detect it and that the only way to detect it is to be free to inquire. And we know that as long as men are free to ask what they must, free to say what they think, free to think what they will, freedom can never be lost, and science can never regress."
- Tradução: "Não deve haver nenhuma barreira à liberdade de investigação. Não há lugar para o dogma na ciência. O cientista é livre, e deve ser livre de fazer qualquer pergunta, de duvidar de qualquer asserção, de procurar toda a evidência, de corrigir quaisquer erros. A nossa vida política é também baseada na abertura. Sabemos que a única maneira de evitar o erro é detectá-lo, e que a única maneira de o detectar é ter liberdade para investigar. E sabemos que enquanto os homens forem livres de fazer perguntas, livres de dizer aquilo que pensam, livres de pensar o que quiserem, a liberdade nunca será perdida e a ciência nunca poderá regredir."
- Fonte: Barnett L., "J. Robert Oppenheimer", Life, Vol. 7, No. 9, International Edition, pp.52-59, p.58, 24 de outubro de 1949[2]
- Uma versão parcial (a última frase) é por vezes mal atribuida a Marcel Proust
  • "When you see something that is technically sweet, you go ahead and do it and argue about what to do about it only after you've had your technical success. That is the way it was with the atomic bomb."
- Tradução: "Quando você vê algo que é tecnicamente apetecível você vai em frente e fá-lo, e apenas discute o que fazer com isso após ter alcançado o sucesso técnico. Foi assim que aconteceu com a bomba atómica."
- Fonte: Registo oficial da audiência de segurança, p81, 1954
- Testemunhando em sua defesa durante a sua audiência de segurança
  • "The whole damn thing [his security hearing] was a farce, and these people are trying to make a tragedy out of it. ... I had never said that I had regretted participating in a responsible way in the making of the bomb. I said that perhaps he [Kipphardt] had forgotten Guernica, Coventry, Hamburg, Dresden, Dachau, Warsaw, and Tokyo; but I had not, and that if he found it so difficult to understand, he should write a play about something else."
- Tradução: "Tudo aquilo [a sua audiência de segurança] foi uma farsa, e estas pessoas estão a tentar transformá-lo numa tragédia. ... Eu nunca tinha dito que me tinha arrependido de ter participado de forma responsável na criação da bomba. Eu disse que talvez ele [Kipphardt] se tinha esquecido de Guernica, Coventry, Hamburgo, Dresden, Dachau, Varsóvia e Tóquio; mas que eu não, e que se ele achou isso tão difícil de entender, deveria escrever uma peça sobre outra coisa qualquer."
- Fonte: Seagrave, Sterling. "Play about him draws protests of Oppenheimer", Washington Post, p. B8, 9 de novembro de 1964
- Protestando contra uma peça de teatro sobre a sua pessoa, escrita por Heinar Kipphardt
  • "We knew the world would not be the same. A few people laughed, a few people cried, most people were silent. I remembered the line from the Hindu scripture, the Bhagavad-Gita. Vishnu is trying to persuade the Prince that he should do his duty and to impress him takes on his multi-armed form and says, "Now I am become Death, the destroyer of worlds." I suppose we all thought that, one way or another."
- Tradução: "Sabíamos que o mundo não mais seria o mesmo. Algumas pessoas riram, algumas pessoas choraram, a maioria ficou em silêncio. Recordei-me de uma passagem das escrituras hindus, o Bhagavad-Gita. Vishnu está a tentar persuadir Arjuna de que deve fazer o seu dever, e para o impressionar assume a sua forma de quatro braços e diz, "Eu tornei-me a Morte, o destruidor de mundos." Suponho que todos nós pensamos isso, de uma maneira ou de outra."
- Fonte: Entrevista acerca da experiência Trinity, transmitida pela primeira vez como parte do documentário "The Decision to Drop the Bomb", produzido por Fred Freed, NBC White Paper, 1965
- Ao contrário da crença generalizada, Oppenheimer não disse essa frase após a experiência Trinity, foi apenas algo em que ele pensou[1]; É citada uma passagem do Bhagavad Gita (Capítulo 11, Verso 32) dita por Krishna, que é reverenciado na tradução hindu como uma das principais encarnações de Vishnu. A palavra traduzida por Oppenheimer como "Morte" (kala), pode também ser interpretada como "Tempo", pelo que esta passagem pode ter outras interpretações[1]
  • "Genius sees the answer before the question."
- Tradução: "O génio vê a resposta antes da pergunta."
- citado em A beautiful mind‎ - Página 34, de Akiva Goldsman, Ron Howard - Publicado por Nick Hern Books, 2002, ISBN 1854596810, 9781854596819 - 146 páginas
  • "The Optimist thinks this is the best of all possible worlds, the Pessimist fears it is true."
- Tradução: "O Optimista pensa que este é o melhor de todos os mundos possíveis. O Pessimista receia que isso seja verdade."
- Também atribuida a Oscar Wilde
- citado em Russia & Eurasia Documents Annual: Central Eurasian States‎ - Página 88, editado por David F. Duke - Publicado por Academic International Press, 2004, v. 2, ISBN 0875692575, 9780875692579 - 395 páginas

Referências[editar]

  1. 1,0 1,1 1,2 http://www.faktoider.nu/oppenheimer_eng.html
  2. http://members.iinet.net.au/~sejones/quotes/cequc107.html

Ligações externas[editar]