Olga Nikolaevna Romanova

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Olga Nikolaevna Romanova
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Olga Nikolaevna Romanova, (15 de novembro de 1895 - 17 de julho de 1918) foi a filha mais velha do czar Nicolau II da Rússia e da czarina Alexandra Feodorovna. Era irmã mais velha das Grã-duquesas Tatiana, Maria, Anastásia e do czarevich Alexei.


  • "Dai-nos, Senhor, a paciência, neste ano de dias de tempestade e cheios de trevas, para conseguirmos sofrer a opressão popular e as torturas dos nossos carrascos. Dai-nos a força, ó Senhor da justiça para perdoar-nos o mal dos nossos irmãos e para carregar a Cruz tão pesada e sangrenta, com a tua humildade. Nos dias em que os inimigos nos roubam, que consigamos suportar a vergonha e a humilhação, Cristo, nosso salvador, ajuda-nos. Mestre do mundo, Deus e do Universo, abençoa-nos com rezas e dá às nossas almas o humilde descanso nesta hora horrível e insuportável. No limiar da nossa sepultura, respira para os lábios dos teus humildes escravos força maior do que a força humana - para rezar pelos nossos inimigos."
-Oração escrita por Olga durante o cativeiro em Ekaterimburgo.

Sobre[editar]

  • A Olga era a menina mais adorável e as pessoas gostavam dela desde o momento em que a olharam. Quando criança ela era franca, aos 15 anos ela era bela. Ela tinha menos de meia altura, com uma compleição jovial, profundos olhos azuis, muitos cabelos castanho claros, e mãos e pés bonitos. Ela levava a vida à sério, e era uma menina inteligente, com uma disposição agradável.
-Lili Dehn em "The Real Tsarita",
  • A mais velha, Olga Nikolaevna, possuía um cérebro extraordinariamente rápido. Ela tinha um grande poder de racionalização, bem como de iniciativa, tinha uma atitude muito independente e um dom para responder rapidamente. Ela deu-me muito trabalho no começo, mas os nossos desentendimentos iniciais foram rapidamente sucedidos por uma relação de franca cordialidade. Ela aprendia qualquer coisa extremamente rápido, e tentava sempre dar um significado original para o que estava aprendendo. Eu lembro-me bem como, na nossa primeira aula de gramática, quando eu estava explicando a formação dos verbos e o uso do auxiliares, ela logo me interrompeu dizendo "Eu entendi, monsieur. Os auxiliares são os servos dos verbos. Só o pobre "avoir" é que tem de se mudar sozinho.
-Pierre Gilliard em "Thirteen Years at the Russian Court",
  • Olga Nikolaevna tinha um temperamento explosivo. E às vezes contrariava-se quando se sentia ofendida.
-Baronesa Sophie Buxhoeveden,
  • Ela tinha um temperamento quente, mas não guardava ressentimentos. Tinha o coração do seu pai, mas faltava-lhe a sua consistência.
-Sydney Gibbes,
  • A Olga era talvez a mais franca de todas, a sua mente era muito rápida para compreender ideias, e absorvia tanto conhecimento que ela aprendia algo sem aplicação ou sem ter estudado a fundo. As suas principais características, eu devo dizer, eram uma forte força de vontade e um singular hábito de sinceridade no pensamento e ação. Qualidades admiráveis numa mulher, essas mesmas características eram ocasionalmente difíceis de lidar na infância, e Olga quando pequena às vezes mostrava-se incontrolável e desobediente. Ela tinha um temperamento quente o qual, aprendeu a controlar rapidamente e se fosse permitido a ela viver sua vida normalmente ela teria sido, eu acredito, uma mulher de influência e distinção.
-Anna Vyrubova em "Memories of the Russian Court",
  • As meninas eram todas muito bonitas. A mais velha, Grã-duquesa Olga Nikolaevna, era loira e alta, com risonhos olhos azuis, o nariz um tanto quanto pequeno, o qual ela chamava ‘meu humilde nariz arrebitado’, e dentes adoráveis. Ela era uma notável graciosa figura e uma bela amazona e dançarina. Ela era a mais franca das irmãs, e era muito musical, tinha, o que os professores falavam, um ‘ouvido absolutamente correto’. Ela conseguia tocar de ouvido qualquer coisa que ouvia e conseguia reproduzir peças complicadas de música, tocar o acompanhamento mais difícil só de olhar e seu toque no piano era encantador. Ela cantava belamente como mezzosoprano. Era preguiçosa ao praticar, mas quando o espírito a movia, podia tocar por horas. Olga Nikolaevna era muito direta, às vezes falava muito claramente, mas sempre sincera. Ela tinha um grande charme e podia ser a mais alegre das alegres. Quando pequena, seus infortunados professores foram vítimas de todas as brincadeiras possíveis praticadas por ela. Quando cresceu estava sempre disposta para qualquer diversão. Ela era generosa, e um apelo para ela encontrava-se com uma resposta imediata. 'Oh, alguém tem que ajudar o pobre fulano de tal. Eu devo fazer isso de alguma forma’. Ela falava... Olga Nikolaevna era devota ao pai. O horror da Revolução a afiou mais do que a qualquer dos outros. Ela mudou completamente, e todo o seu espírito vivo desapareceu.
-Baronesa Sophie Buxhoeveden em "The Life and Tragedy of Alexandra",
  • Leitora ávida e poetisa de talento considerável. A despeito da diferença de idade a Grã-duquesa Olga era particularmente amiga de meu pai, a quem ela se sentia livre para discutir qualquer coisa que a interessava ou aborrecia. Ela dizia sempre que meu pai era um ‘ poço fundo de idéias profundas’ e até mesmo dirigia-se a ele em cartas como ‘Querido Poço’ Olga e eu trabalhávamos seriamente com poesia e a Grã-duquesa ficou interessada em meus versos. Seu interesse naturalmente acrescentou mais entusiasmo em meus esforços, e daí em diante eu submeti cada novo pedaço de verso escrevendo-o a Olga, o qual ela analisava muito cuidadosamente, geralmente dando-me valiosos conselhos, e trocando opiniões sobre rimas, ritmos e outros problemas que eu suponho preocupar os poetas. Assim foi que eu conheci e apreciei o caráter fino e sensível da Grã-duquesa Olga... Ela era por natureza uma pensadora e como me pareceu mais tarde, entendia da situação geral melhor do que qualquer outro membro da família, incluindo até seus pais. Por fim, eu tive a impressão de que ela tinha poucas ilusões em relação ao que o futuro ia reservar a eles, e em conseqüência estava ocasionalmente triste e aflita. Mas tinha uma doçura em seu redor que evitava afetar alguém em uma maneira depressiva, até mesmo quando ela se sentia assim.
-Gleb Botkin,
  • Olga aos dezessete anos já era uma jovem senhorita, mas ela continuava a agir como uma garota. Tinha bonitos cabelos claros, seu rosto – largo e oval – era puramente russo, não particularmente regular, mas seu extraordinário colorido e seu belo sorriso, que revelavam já notáveis, dentes brancos, davam a ela grande jovialidade... O caráter de Olga era mesmo, bom, com uma amabilidade quase angelical.
-A.A. Mossolov em "At the Court of the Last Tsar"