Natalie Paley

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Natalie Paley
Natalie Paley
Natália Pavlovna Paley em outros projetos:

Natália Pavlovna Paley (5 de Janeiro de 1905 - 23 de Dezembro de 1981), mais conhecida pelo seu nome artístico, Natalie Paley era uma Princesa russa, a filha mais nova do Grão-duque Paulo Alexandrovich e da sua segunda esposa, a plebéia Olga Paley. Ficou principalmente conhecida na chamada "sociedade de café" parisiense e noviorquina das décadas de 30 e 40 e também pela sua carreira como modelo. Foi casada com o estilista Lucien Lelong e manteve vários casos extra-conjugais, sendo o mais conhecido com Jean Cocteau. Tentou também uma carreira no cinema, tendo participado em seis filmes entre 1933 e 1936.


  • "Aos 12 anos as meninas francesas ainda liam Robinson Crusoé e viam filmes do Douglas Fairbanks. Aos 12 anos eu levava pão ao meu pai na prisão. Como poderia eu ser como elas? Eu era muda e não brincava. Mas andava a ler muito. Eu tinha visto a morte de tão perto. O meu pai, o meu irmão, os meus primos e os meus tios foram todos executados, todo aquele sangue Romanov derramado durante a minha adolescência. Tudo isso me deu gosto por coisas tristes, poesia e morte. Rapidamente as minhas colegas compreenderam-me e respeitaram a forma como era, por muito estranha que possa ter parecido."
- em entrevista à revista Life realizada por volta de 1935.
  • “Em 1918, conseguimos passar a fronteira com a Finlândia (…). Tínhamos marchado toda a noite pela neve (…). Recordo-me de um Sueco que, para conseguirmos atravessar um riacho, se deitou de barriga para baixo. Nós passamos por cima das costas dele. Finalmente, depois de horas de fatiga, a fronteira foi finalmente atravessada."
-Revista 'Candid', 23 de Novembro de 1933
  • "Esperar um filho é um grande mistério que nós diminuímos e profanamos ao descrever."
- parte do livro Natalie Paley: princesse en exil. Foi dita provavelmente em resposta à sua suposta gravidez com Jean Cocteau.
  • "Eu quero calma e mais calma e repouso. Se soubesses como estou moralmente fatigada. Já não tenho coragem de pensar no futuro. Não quero nem pensar. Deixo a pouco e pouco o gosto de viver voltar a mim (estou assim tão em baixo), estabilidade. Como queres que faça planos, que comece um novo caminho quando me falta o essencial: o desejo de viver. Está tudo bonito, temos sol, eu amo-te e isso chega-me. Não quero saber para nada dos outros."
- parte de uma carta escrita a Jean Cocteau citada no livro Natalie Paley: princesse en exil.
  • "Amo-te tanto que não tenho inveja de ti."
- carta a Paul Morand

Correspondência com Antoine de Saint-Exupéry[editar]

  • "Se te aproximasses demasiado da minha cama, iria agarrar-te com os meus dois braços e agitar-te como uma árvore e obrigar-te a dar-me os teus frutos."
-Antoine de Saint-Exupéry citado no livro "Sept lettres à Natalie Paley (1942 – 1943)"
  • "Eu acredito no arcanjo Gabriel. Mas olha, céus, como ele está disfarçado. Mas eu não posso não saber que me deram a mão. Pela primeira vez em muito tempo, fecho os olhos para ouvir a paz do meu coração. Não tenho de desviar o olhar.

Não consigo evitar senão fechar os olhos se estou feliz. (…) És para mim como uma maravilhosa protecção.

  • Claro que te farei mal. Claro que me farás mal. Claro que não podemos, mas essa é a condição da existência. Receber a Primavera significa correr os riscos do Inverno. Se desistir agora será correr o risco do desaparecimento. Amo-te."
-Antoine de Saint-Exupéry citado no livro "Sept lettres à Natalie Paley (1942 – 1943)"
  • "Estou perdido e infeliz. Consola-me."
-Antoine de Saint-Exupéry citado no livro "Sept lettres à Natalie Paley (1942 – 1943)"
  • "Hoje estar agarrado ao telefone a um passo da fronteira foi uma verdadeira tortura chinesa."
- Em Abril de 1942, Antoine de Saint-Exupéry chegou a Montreal a convite do seu editor, Bernard Valiquette com o objectivo de dar algumas conferências sobre as suas experiências como aviador na guerra. Natalie encontrava-se em Nova Iorque. Como na sua ultima visita aos Estados Unidos, Saint-Exupéry tinha entrado sem visto, a sua situação ainda estava a ser regulamentada e ele não pode atravessar a fronteira para se encontrar com ela.
-'Antoine de Saint-Exupéry citado no livro "Sept lettres à Natalie Paley (1942 – 1943)"'

Sobre Natalie Paley[editar]

  • "A bela senhora Lelong era aquilo a que podemos chamar vulgarmente de provocadora. Lembro-me perfeitamente do campeão de ténis, Jean Borotra que esteve a seus pés, mas de quem ela não gostava nada e no entanto divertia-se em seduzi-lo."
-Paul Morand
  • "A Natalie Paley era a minha amante. Nós amavamo-nos. Aquela foi a nossa lua de mel.(…) Rimo-nos sem preocupações. Ela ficou grávida e nós sonhamos com um futuro melhor. A mamã, que tinha sido uma desmancha-prazeres, acabou por ter razão."
- Jean Cocteau. O livro Mère, mon beau souci Seize poètes et leurs mères' de Natalie Kauffman cita-a como parte do diário de Jean Cocteau
  • "Ela tem os braços mais bonitos do mundo."
-Serge Lefar