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Ferreira Gullar

Origem: Wikiquote, a coletânea de citações livre.
Ferreira Gullar
Ferreira Gullar
Nascimento José Ribamar Ferreira
10 de setembro de 1930
São Luís
Morte 4 de dezembro de 2016 (86 anos)
Rio de Janeiro
Sepultamento Cemitério de São João Batista
Cidadania Brasil
Ocupação escritor, tradutor, dramaturgo, crítico de arte, argumentista, jornalista, poeta, ator, roteirista de televisão
Prêmios
  • Prémio Camões (2010)
  • Prêmio Jabuti (2007)
  • Prêmio Príncipe Claus (2002)
  • Prêmio Machado de Assis (2005)
  • Doutoramento Honoris Causa (2010, Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro)
  • Prêmio Jabuti (Em Alguma Parte Alguma, 2011)
  • Prêmio APCA (1976)
  • Ordem do Mérito Cultural (Brasil) (2016)
  • Prêmio ABL de Literatura Infantojuvenil
Obras destacadas Poema Sujo, Muitas Vozes
Causa da morte pneumonia
Assinatura

Ferreira Gullar (1930 - 2016) foi um poeta brasileiro.


Verificadas[editar]

  • os mortos vêem o mundo
pelos olhos dos vivos
- "Toda poesia (1950-1999)" - Página 488,de Ferreira Gullar - Publicado por J. Olympio Editora, 2000 ISBN 8503006960, 9788503006965 - 511 páginas
- citação incluída em "Ruda" - Página 29, de Jaimendonsa, Publicado por Jaime de Araújo Mendonça, 2007 ISBN 8560864016, 9788560864010
  • meu pai foi
ao Rio se tratar de
um câncer (que
o mataria) mas
perdeu os óculos
na viagem
- "Muitas vozes: poemas‎" - Página 40, de Ferreira Gullar - Publicado por José Olympio, 1999 ISBN 8503006782, 9788503006781 - 118 páginas
  • "Seus cangaceiros, seus cactos, seus bichos incorporam-se definitivamente à iconografia brasileira"
- Comentário a respeito da morte de Ademir Martins na edição 1.989 de Janeiro de 2007 da revista veja
  • "Como dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
embora o pão seja caro
e a liberdade pequena
Como teus olhos são claros
e a tua pele, morena
como é azul o oceano
e a lagoa, serena
como um tempo de alegria
por trás do terror me acena
e a noite carrega o dia
no seu colo de açucena
– sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
mesmo que o pão seja caro
e a liberdade, pequena."
- A luta corporal e novos poemas‎ - Página 163, de Ferreira Gullar - Publicado por J. Alvaro, 1966 - 180 páginas
  • "Do mesmo modo que te abriste à alegria
abre-te agora ao sofrimento
que é fruto dela
e seu avesso ardente.
Do mesmo modo
que da alegria foste
ao fundo
e te perdeste nela
e te achaste
nessa perda
deixa que a dor se exerça agora
sem mentiras
nem desculpas
e em tua carne vaporize
toda ilusão
Que a vida só consome
o que a alimenta."
- Toda poesia (1950-1999)‎, de Ferreira Gullar - Publicado por J. Olympio Editora, 2000 ISBN 8503006960, 9788503006965 - 511 páginas
  • "A história humana não se desenrola apenas nos campos de batalhas e nos gabinetes presidenciais. Ela se desenrola também nos quintais, entre plantas e galinhas, nas ruas de subúrbios, nas casas de jogos, nos prostíbulos, nos colégios, nas usinas, nos namoros de esquinas. Disso eu quis fazer a minha poesia. Dessa matéria humilde e humilhada, dessa vida obscura e injustiçada, porque o canto não pode ser uma traição à vida, e só é justo cantar se o nosso canto arrasta consigo as pessoas e as coisas que não tem voz".
- Corpo a corpo com a linguagem (artigo publicado em 1999)
  • "O passado do Lula é impossível de negar ou apagar. Mas os fatos apurados demonstram que ele não era a figura que ele fez questão de mostrar que era. Ele usou o Estado, ajudou no fortalecimento de seu partido com propina. O populismo deslavado está chegando ao fim. Chegou na Argentina, está chegando à Bolívia, à Venezuela."
- Gullar sobre Lula, março de 2016. [1]

Sobre[editar]

  • "O poeta [ Ferreira Gullar ] aposta na desinformação dos leitores. Esquece, como certos politicos, que há jornais, revistas e entrevistas publicados. E imagina que o ataque é a melhor defesa, mesmo confrontado com impressos, datas e fatos."
- Augusto de Campos in: Um neocordeiro superconcreto e um expremio; Folha de São Paulo, 07/07/2016 02h20 [2]

Referências