Don Quixote de la Mancha

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facsímile da primeira edição de Don Quixote

Don Quixote de La Mancha é um personagem criado por Miguel de Cervantes no livro de mesmo nome. No Brasil, o título do livro é grafado como Dom Quixote de La Mancha. O título original completo era El ingenioso hidalgo Don Quixote de La Mancha, com sua primeira edição publicada em Madrid no ano de 1605.


Citações da obra[editar]

  • "A valentia que não tem por fundamento a prudência chama-se temeridade, e as façanhas dos temerários devem atribuir-se mais à sorte do que à coragem".
- la valentía que no se funda sobre la basa de la prudencia se llama temeridad, y las hazañas del temerario más se atribuyen a la buena fortuna que a su ánimo
- "Dom Quixote" (segunda parte, Capítulo XXVIII) - Miguel de Cervantes
  • - De nenhuma maneira o levarei a mal - respondeu D. Quixote. - Bem podes, Sancho, falar livremente e sem rodeio algum.
- Pois o primeiro que digo - disse - é que o vulgo tem vossa mercê por grandíssimo louco, e a mim por não menos mentecapto. Os fidalgos dizem que, não se contendo vossa mercê nos limites da fidalguia, tomou título de dom e se aforou cavaleiro com não mais que quatro cepas e duas jugadas de terra, e uma mão na frente e outra atrás. E dizem os cavaleiros que não querem fidalgos a par deles, especialmente daqueles fidalgos escudeiros que disfarçam com fumo o velho dos sapatos e consertam as meias pretas com seda verde.
Fonte: Don Quixote de la Mancha, Volume 2, lançado pela Editora 34 no primeiro semestre de 2006
  • "- Vossa senhoria, por favor, mande-os queimar também - gritou a sobrinha - porque, quando o meu tio estiver curado do mal de cavalaria, pode ser estes livros e sair por aí, feito pastor, errando pelos bosques e pelos campos, a cantar e a tocar flauta, ou pior ainda, tornar-se poeta, que é doença incurável e contagiosa, segundo dizem."
  • "- Quando o coração transborda, a língua fala."
  • "[...] Por ventura é assunto vão, ou é tempo desperdiçado o que se gasta em vaguear pelo mundo, não procurando os seus regalos, mas sim as asperezas por onde ascendem os bons à sede da imortalidade? Se me tivessem por tonto os cavaleiros, os magníficos, os generosos, os de alto nascimento, considerá-lo-ia eu afronta irreparável; mas que me tenham por sandeu os estudantes, que nunca pisaram a senda da cavalaria, pouco me importa; cavaleiro sou e cavaleiro hei de morrer, se aprouver ao Altíssimo: uns seguem o largo campo da ambição soberba, outros o da adulação servil e baixa, outros o da hipocrisia enganosa, e alguns o da cavalaria andante, por cujo exercício desprezo a fazenda, mas não a honra. Tenho satisfeito agravos, castigado insolências, vencido gigantes e atropelado vampiros: sou enamorado, só porque é forçoso que o sejam os cavaleiros andantes, e, sendo-o, não pertenço ao número dos viciosos, mas sim ao dos platônicos e continentes. As minhas intenções sempre as dirijo para bons fins, que são fazer bem a todos e mal a ninguém. Se quem isto entende, se quem isto pratica, se quem disto trata merece ser chamado bobo, digam-no Vossas Grandezas, duque e duquesa excelentes."

Citações sobre a Obra[editar]

  • "(...) Há diferenças consideráveis entre as duas partes da obra, publicadas com dez anos de diferença. Na primeira, o fidalgo Alonso Quijano, leitor voraz de livros de cavalaria, resolve encarnar a figura de um cavaleiro andante e sair em busca de aventuras. Surge D. Quixote. Com seu fiel escudeiro, Sancho Pança, protagoniza momentos memoráveis. É armado cavaleiro em uma estalagem, desafia mercadores, luta contra moinhos de vento e combate gigantes.
Autora: Maria Augusta da Costa Vieira, professora de literatura espanhola da Universidade de São Paulo
Fonte: Revista EntreLivros n.8, de Dezembro de 2005


  • "Frestão! Frestão!*"
- Fonte Revista Veja n. 1934
- Yves Hublet, escritor curitibano, dando bengaladas no deputado José Dirceu dois dias antes de sua cassação
- Frestão (ou Fristão): Sábio feiticeiro a quem Dom Quixote acusa de ter tentado roubar-lhe a glória das vitórias épicas contra os gigantes transformando-os em moinhos de vento; na obra de Miguel de Cervantes.
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