Stanley G. Payne

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Stanley George Payne (Denton, Texas, 9 de setembro de 1934) é um historiador da Espanha moderna e do fascismo europeu na Universidade de Wisconsin-Madison.


Fascism: Comparison and Definition (1980)[editar]

Stanley G. Payne, Fascism: Comparison and Definition, Madison, WI, University of Wisconsin Press, 1980. ISBN 978-0299080648

  • O Fascismo foi criado pela nacionalização de certos setores da esquerda revolucionária, e o papel central na sua orientação conceitual foi desempenhado pelos sindicalistas revolucionários que abraçaram um nacionalismo extremo.
  • Fascism was created by the nationalization of certain sectors of the revolutionary left, and the central role in its conceptual orientation was played by revolutionary syndicalists who embraced extreme nationalism. — p. 42
  • Os regimes camponeses-nacionalistas comunistas da Ásia, contando com o princípio da supremacia do líder, o nacionalismo etnocêntrico extremo e o racismo (e, no caso do Camboja do Khmer Vermelho, o grotesco no antimodernismo) parecem representar para alguns a fascistização do comunismo. Não há dúvida alguma de que, como já discutido anteriormente, o fascismo e o comunismo compartilham muitas características essenciais, e os porta-vozes russos se deleitam em aplicar as mesmas palavras à China bem como à Alemanha nazista: política 'pequeno-burguesa', 'nacionalismo burguês', 'degeneração burocrática-militar', 'obediência subserviente' das massas, 'anti-intelectualismo', 'voluntarismo', 'subjetivismo', políticas 'autárquicas' que tentam colocar 'população excedente' em 'territórios estrangeiros', concluindo que 'a abordagem maoísta não difere em nada do fascismo'.
  • The communist peasant-nationalist regimes of Asia, relying on the Führerprinzip, extreme ethnocentric nationalism, and racism (and the ultimately grotesque in antimodernism in the case of the Cambodia of the Khmer Rouge) seem to some to represent the fascistization of communism. There is no doubt that, as discussed earlier, fascism and communism share many fundamental characteristics, and Russian spokesmen delight in applying the same words to China as to Nazi Germany: ‘petit bourgeois’ policy, ‘bourgeois nationalism’, ‘military-bureaucratic degeneration’, ‘subservient obedience’ of the masses, ‘anti-intellectualism’, ‘voluntarism’, ‘subjectivism’, ‘autarchic’ policies that try to place ‘surplus population’ on ‘foreign territories’, concluding that ‘the Maoist approach in no way differs from fascism’. — p. 208-209

A History of Fascism, 1914—1945 (1995)[editar]

Stanley G. Payne. A History of Fascism, 1914—1945. Madison, WI, University of Wisconsin Press, 1995. ISBN 0299148742, ISBN 978-0299148744.

  • O novo Fascismo de massas não foi criado por Mussolini, mas surgiu em torno dele nas zonas rurais do norte.
  • The new mass Fascism had not been created by Mussolini so much as it had sprung up round him in the rural areas of the north. — p. 42
  • Mussolini mesmo se dizia um socialista "autoritário" e "aristocrático"; era elitista e antiparlamentar, e acreditava na violência regenerativa. Como os sindicalistas revolucionários (e, de uma maneira diferente, Lenin), Mussolini acreditava que somente uma vanguarda revolucionária especial poderia criar uma nova sociedade revolucionária.
  • Mussolini spoke of himself as an 'authoritarian' and 'aristocratic' Socialist; he was elitist and antiparliamentarian, and he believed in regenerative violence. Like the revolutionary syndicalists (and, in a different manner, Lenin), Mussolini believed that only a special revolutionary vanguard could create a new revolutionary society. — p. 83
  • Havia a extrema-esquerda populista, cujo principal porta-voz era o jornalista Curzio Malaparte, que queria ver o Fascismo fazer uma ‘revolução do povo’ que refletisse o que a esquerda populista considerava a verdadeira cultura popular italiana, tanto intelectual quanto socialmente. Existia também uma extrema-esquerda minoritária e dissidente ou ‘Fascismo livre’ que promovia uma revolução esquerdista e progressista de ‘liberdade’ sob a bandeira fascista.
  • There was the populist extreme left, whose main spokesman was the journalist Curzio Malaparte, who wanted to see Fascism make a ‘revolution of the people’ that would reflect what the populist left considered true Italian popular culture, both intellectually and socially. There were small sectors of a dissident extreme left or ‘free Fascism’ that promoted a progressivist and leftist revolution of ‘liberty’ under the Fascist banner. — p. 112-113
  • O comentário inicial da imprensa em Moscou sobre a formação do primeiro governo Mussolini não foi esmagadoramente antifascista, apesar do discurso do Duce sobre uma ‘rivalidade revolucionária’ com Lenin. O fascismo era percebido, às vezes, não incorretamente, mais como uma heresia do que como um desafio moral ao marxismo revolucionário.
  • The initial press commentary in Moscow on the formation of the first Mussolini government was not overwhelmingly anti-Fascist, despite the Duce’s talk of a ‘revolutionary rivalry’ with Lenin. Fascism was sometimes perceived not inaccurately as more of a heresy from, rather than a moral challenge to, revolutionary Marxism. — 126
  • No Vigésimo Congresso do Partido, em Moscou, em 1923, Nikolai Bukharin enfatizou que o Partido Nazista ‘herdou a cultura política bolchevique exatamente como o fascismo italiano tinha feito’. Em 20 de junho de 1923, Karl Radek proferiu um discurso diante do Comitê Executivo da Internacional Comunista propondo uma frente comum com os nazistas na Alemanha. Naquele verão, vários nazistas discursaram em reuniões comunistas e vice-versa, enquanto o Partido Comunista Alemão assumia uma firme posição em favor da "libertação nacional" contra o Tratado de Versalhes e investia contra os ‘capitalistas judeus’. Dizia-se que até mesmo alguns dos nazistas mais radicais relatavam aos comunistas alemães que se eles os livrassem dos seus líderes judeus, os nazistas os apoiariam.
  • At the Twelfth Party Congress in Moscow in 1923, Nikolia Bukharin stressed that the Nazi Party had ‘inherited Bolshevik political culture exactly as Italian Fascism had done.’ On June 20, 1923, Karl Radek gave a speech before the Comintern Executive Committee proposing a common front with the Nazis in Germany. That summer several Nazis addressed Communist meetings and vice versa, as the German Communist Party took a strong stand for ‘national liberation’ against the Treaty of Versailles and inveighed against ‘Jewish capitalists.’ It is said that a few of the more radical Nazis even told German Communists that if the latter go rid of their Jewish leaders, the Nazi would support them. — p. 126
  • O nacional-socialismo hitlerista foi mais semelhante ao comunismo russo do que a qualquer outro sistema não-comunista.
  • Hitlerian National Socialism more nearly paralleled Russian communism than has any other non-Communist system. — p. 211
  • A Itália [fascista] não foi apenas o primeiro país ocidental a reconhecer a União Soviética, em 1924, mas também a nova arte soviética apareceu pela primeira vez no Ocidente naquele mesmo ano na Bienal de Veneza.
  • Not only was [Fascist] Italy the first Western country to recognize the Soviet Union in 1924, but the new Soviet art first appeared in the West that year at the Venice Biennale. — p. 223
  • Zeev Sternhell demonstrou, de maneira conclusiva, que quase todas as idéias encontradas no fascismo apareceram pela primeira vez na França. A fusão do nacionalismo racial com as aspirações socioeconômicas semicoletivistas e revolucionárias ocorreu pela primeira vez ali, e, paralelamente, a França foi o primeiro grande país em que a esquerda revolucionária rejeitou o parlamentarismo enquanto apoiava uma forma de nacionalismo.
  • Zeev Sternhell has conclusively demonstrated that nearly all the ideas found in fascism first appeared in France. The fusion of racial nationalism with revolutionary and semicollectivist socioeconomic aspirations first occurred there, and in parallel fashion France was the first major country in which the revolutionary left rejected parliamentarianism while supporting a kind of nationalism. — p. 291