Ruy Barbosa

Origem: Wikiquote, a coletânea de citações livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ruy Barbosa
Ruy Barbosa
Ruy Barbosa em outros projetos:

Ruy Barbosa de Oliveira (5 de novembro de 1849 - 1 de março de 1923), Jurista, escritor e político brasileiro.


  • "Não conheço satisfação maior para o espírito do que ver triunfar a verdade científica."
- Trecho de carta enviada ao chefe da missão exploratória que demarcou a área da futura capital do Brasil, o astrônomo belga Luiz Cruls, em 20 de abril de 1883 - Páginas 19 e 20, Planalto Central do Brasil (Coleção Documentos Brasileiros) , terceira edição, Livraria José Olympio Editora, Rio de Janeiro, 1957
  • "Quando a escola do oceano se reune à escola da guerra podem estar certos de que se lhes dispensou entre seus semelhantes um quinhão comparável de saber."
- "Antologia" - Página 201, de Ruy Barbosa, Luís Viana Filho - Publicado por Casa de Rui Barbosa, 1953 - 225 páginas
  • "A liberdade não é um luxo dos tempos de bonança; é, sobretudo, o maior elemento de estabilidade das instituições."
- "Obras completas de Rui Barbosa" - Página 208, de Ruy Barbosa - Publicado por Ministério de Educação e Saúde, 1942
  • "Para os eleitos do mundo das idéias, a miséria está na decadência, e não na morte."
- "Antologia" - Página 174, de Ruy Barbosa, Luís Viana Filho - Publicado por Casa de Rui Barbosa, 1953 - 225 páginas
  • "A pátria é a família ampliada."
- citado em "Novos rabiscos: por Leonardo A. Pimenta" - Página 58, de Leonardo Antônio Pimenta - Publicado por Gráfica Serrana, 1967 - 105 páginas
Não é possível estar dentro da civilização e fora da arte.
  • "Não é possível estar dentro da civilização e fora da arte."
- "Obras completas" - Página 246, de Ruy Barbosa - Publicado por Ministério da Educação e Saúde, 1942
  • "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."
- "Requerimento de informações sobre o caso do Satélite". Discurso no Senado (17/12/1914), Obras completas, Vol. 41, citado em "Sobre cultura e mídia" - página 99, Por Roberto Murcia Moura, Publicado por Irmãos Vitale, 2001, ISBN 8574071552, 9788574071558, 204 páginas
  • "A justiça, cega para um dos dois lados, já não é justiça. Cumpre que enxergue por igual à direita e à esquerda."
- "Obras completas de Rui Barbosa" Tomo IV - Página 60, de Ruy Barbosa
  • "Saudade da justiça imparcial, exata, precisa. Que estava ao lado da direita, da esquerda, centro ou fundos. Porque o que faz a justiça é o “ser justo”. Tão simples e tão banal. Tão puro. Saudade da justiça pura, imaculada. Aquela que não olha a quem nem o rabo de ninguém. A que não olha o bolso também. Que tanto faz quem dá mais, pode mais, fala mais. Saudade da justiça capaz. (...)
  • "A injustiça, por ínfima que seja a criatura vitimada, revolta-me, transmuda-me, incendeia-me, roubando-me a tranqüilidade do coração e a estima pela vida."
- Obras completas, Volume 19, Parte 3 - página 109, Ruy Barbosa - Ministério da Educação e Saúde, 1942
  • "Lucram com a desordem os governos desacreditados, que, vivendo apenas de viver, tendo violado todas as leis, faltado a todos os deveres, perdido toda a estima pública, necessitam de romancear revoluções, que recomendem o zelo da administração pela estabilidade da paz, autorizem a perpetração de insídias contra o direito desarmado, e encubram, na confusão das ruas, a mão da polícia, que passa, executando os seus cálculos de eliminação homicida."
- "Obras completas de Rui Barbosa" - Página 103, de Ruy Barbosa - Publicado por Ministério de Educação e Saúde, 1942
  • "[...] nós juristas, nós os advogados, não somos os instrumentos mercenários dos interesses das partes. Temos uma alta magistratura, tão elevada quanto aos que vestem as togas, presidindo os tribunais; somos os auxiliares naturais e legais da justiça; e, pela minha parte, sempre que diante de mim se levanta uma consulta, se formula um caso jurídico, eu o encaro sempre como se fosse um magistrado a quem se propusesse resolver o direito litigiado entre partes. Por isso, não corro da responsabilidade senão quando a minha consciência a repele."
- Obras completas - Volume 40, Parte 4, páginas 21-22, Ruy Barbosa - Ministério da Educação e Saúde, 1942
  • "A profissão de advogado tem, aos nossos olhos, uma dignidade quase sacerdotal. Toda a vez que a exercemos com a nossa consciência, consideramos desempenhada a nossa responsabilidade. Empreitada é a dos que contratam vitórias forenses. Nós nunca nos comprometemos ao vencimento de causas, nunca endossamos saques sobre a consciência dos tribunais, nunca abrimos banca de vender peles de ursos antes de mortos."
- citado em "Dicionário de conceitos e pensamentos de Rui Barbosa" - Página 10, de Luiz Rezende de Andrade Ribeiro - Publicado por Edart, 1967 - 529 páginas
  • "Os governos, que têm explorado as acumulações, para aninhar os incompetentes, amigos seus, explorarão doravante, as desacumulações, para beneficiar os incapazes, seus afilhados. Mera questão de mudança no sistema do arbítrio, de variação no regímen da incompetência, da moda na distribuição do nepotismo. As épocas de servilhismo e prostituição vivem destas superstições. [...]"
- "Obras completas de Rui Barbosa" - Página 73, de Ruy Barbosa - Publicado por Ministério de Educação e Saúde, 1942
  • "Má conselheira é a fome, especialmente para a multidão, em cujo seio há muitos instintos bons, muitas tendências nobres, muitos impulsos desinteressados, mas há também as paixões da ignorância, da indigência, da força. Quando, portanto, a necessidade, que, creio eu, desde que o mundo é mundo, não tem lei, lhe estiver surdamente despertando n'alma esses sentimentos cegos, importa reagir, com certa prudência, no sentido oposto, avivando-lhe esses sentimentos contrários, de abnegação, de paciência, de esperança, de altivez, de fé no trabalho, de ódio à injustiça, tão profundos no povo, mas tantas vezes entibiados, e, entretanto, tão necessários, tão salvadores nesses tempos de provação. [...]"
- "Obras completas de Rui Barbosa" - Página 47, de Ruy Barbosa - Publicado por Ministério de Educação e Saúde, 1942
  • "[...] se o juiz é intérprete da lei, porque não há julgar, sem interpretar, intérprete da lei é também o legislador, porque sem interpretar não há legislar. Toda lei se destina a vigorar o direito existente, a modificá-lo, a revogá-lo, ou a substituí-lo. Toda lei, pois, vem apoiar, alterar, abrogar, ou transformar outras leis."
- "Obras completas de Rui Barbosa" - Página 146, de Ruy Barbosa - Publicado por Ministério de Educação e Saúde, 1942
  • "Boa é a lei, quando executada com retidão. Isto é: boa será, em havendo no executor a virtude, que no legislador não havia. Porque só a moderação, a inteireza e a eqüidade, no aplicar das más leis, as poderiam, em certa medida, escoimar da impureza, dureza e maldade, que encerrarem. Ou, mais lisa e claramente, se bem o entendo, pretenderia significar o apóstolo das gentes [São Paulo] que mais vale a lei má, quando inexecutada, ou mal executada (para o bem), que a boa lei, sofismada e não observada (contra ele)."
- Oração aos moços - Página 32, Ruy Barbosa - Editora Baraúna, 1949, ISBN 8560832017, 9788560832019
  • "A publicidade é o princípio, que preserva a justiça de corromper-se".
- Discurso pronunciado pelo sr. dr. Ruy Barbosa no banquete que: a 30 de novembro de 1895, lhe foi offerecido pelo director do Jornal do commercio - página 18, Ruy Barbosa - Typ. do Jornal do commercio, 1895 - 22 páginas
  • "Oxalá fôssemos uma nação de juristas. Mas o que somos, é uma nação de retóricos. Os nossos governos vivem a envolver num tecido de palavras os seus abusos, porque as maiores enormidades oficiais têm certeza de iludir, se forem lustrosamente fraseadas. O arbítrio palavreado, eis o regime brasileiro. Agora mesmo, a usurpação de que me queixo perante vós, nunca se teria sonhado, se a espada, que nos governa, estivesse embainhada no elemento jurídico. Mas a espada, parenta próxima da tirania, detesta instintivamente esse elemento."
- Obras completas de Rui Barbosa - Página 92, de Ruy Barbosa - Publicado por Ministério de Educação e Saúde, 1942
  • "Creio que a ordem não pode eflorescer, senão no seio da estabilidade e da justiça. Mas vejo os depositários da ordem respirarem deliciosamente na agitação, animando-a, promovendo-a, propagando-a, e sinto empolarem-se, cada vez mais acirradas, as paixões políticas, em que a vida oficial parece comprazer-se. Creio de dia em dia mais urgente um apelo a todas as forças vivas da nação, a todos os elementos válidos e sinceros do patriotismo brasileiro. Mas vejo a política tender de dia em dia mais à subdivisão, ao personalismo, ao espírito de grupo."
- Obras completas - Página 76, de Ruy Barbosa - Publicado por Ministério da Educação e Saúde, 1942
  • "[...] creio no governo do povo pelo povo; creio, porém, que o governo do povo pelo povo tem a base da sua legitimidade na cultura da inteligência nacional pelo desenvolvimento nacional do ensino, para o qual as maiores liberalidades do Tesouro constituirão sempre o mais reprodutivo emprego da riqueza pública; creio na tribuna sem fúrias e na imprensa sem restrições, porque creio no poder da razão e da verdade; creio na moderação e na tolerância, no progresso e na tradição, no respeito e na disciplina, na impotência fatal dos incompetentes e no valor insuprível das capacidades."
- Escritos e discursos seletos - Página 227, de Ruy Barbosa, Virginia Cortes de Lacerda - Publicado por Companhia Aguilar Editôra, 1966 - 1095 páginas
  • "A nossa Constituição, estabelecendo a liberdade ampla de crenças religiosas, confiou o desenvolvimento dos sentimentos cristãos neste país à ação livre da consciência brasileira. Empenhada está ela, portanto, em que o direito da minoria religiosa em nosso país esteja tão absolutamente garantido como o da maioria."
- Obras completas - Página 119, de Ruy Barbosa - Publicado por Ministério da Educação e Saúde, 1942
  • "A injustiça, senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade [...] promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas."
- discurso no Senado, em 1914, conforme citado em "Erasmo ou a loucura nossa de todo dia", página 86, Ciro Faro, Editora Biblioteca24x7, 2009, ISBN 8578932455, 9788578932459
  • "[...] a esperança nos juízes é a última esperança. Ela estará perdida, quando os juízes já nos não escudarem dos golpes do Governo. E, logo que o povo a perder, cada um de nós será legitimamente executor das próprias sentenças, e a anarquia zombará da vontade dos presidentes como o vento do argueiro que arrebata."
- Obras completas de Rui Barbosa - Página 130, de Ruy Barbosa - Publicado por Ministério de Educação e Saúde, 1942
  • "O direito constitucional brasileiro aboliu a pena de morte e a democracia do revólver avocou-a para o seu uso."
- Obras completas de Rui Barbosa - Página 165, de Ruy Barbosa - Publicado por Ministério de Educação e Saúde, 1942
  • "Advogado, afeito a não ver na minha banca o balcão do mercenário, considero-me obrigado a honrar a minha profissão como um órgão subsidiário da justiça, como um instrumento espontâneo das grandes reivindicações do direito, quando os atentados contra ele ferirem diretamente, através do indivíduo, os interesses gerais da coletividade."
- Obras completas de Rui Barbosa - Página 110, de Ruy Barbosa - Publicado por Ministério de Educação e Saúde, 1942
  • "O advogado pouco vale nos tempos calmos; o seu grande papel é quando precisa arrostar o poder dos déspotas, apresentando perante os tribunais o caráter supremo dos povos livres."
- Obras completas - Página 279, de Ruy Barbosa - Publicado por Ministério da Educação e Saúde, 1942
  • "O povo não tem representante porque as maiorias partidárias, reunidas nas duas casas do Congresso, distribuem a seu bel-prazer as cadeiras de uma e de outra casa, conforme os interesses das facções a que pertencem. O povo sabe que não tem justiça; o povo tem certeza de que não pode contar com os tribunais; o povo vê que todas as leis lhe falham como abrigo no momento em que delas precise, porque os governos seduzem os magistrados, os governos os corrompem, e, quando não podem dominar e seduzir, os desrespeitam, zombam das suas sentenças, e as mandam declarar inaplicáveis, constituindo-se desta arte no juiz supremo, no tribunal da última instância, na última corte de revisão das decisões da justiça brasileira."
- Obras completas - Página 81, de Ruy Barbosa - Publicado por Ministério da Educação e Saúde, 1942
  • "A República não precisa de fazer-se terrível, mas de ser amável; não deve perseguir, mas conciliar; não carece de vingar-se, mas de esquecer; não tem que se coser na pele das antigas reações, mas que alargar e consolidar a liberdade."
- Escritos e discursos seletos, de Ruy Barbosa, Virginia Cortes de Lacerda - Publicado por Companhia Aguilar Editôra, 1966 - 1095 páginas
  • "A defesa não quer dizer o panegírico da culpa ou do culpado. Sua função consiste em ser, ao lado do acusado, inocente ou criminoso, a voz dos seus direitos legais".(O dever do advogado)
- Obras completas - Página 10, de Ruy Barbosa - Publicado por Ministério da Educação e Saúde, 1942 ISBN 8570040121, 9788570040121
  • "Tôda a civilização, pois, se encerra na liberdade, tôda a liberdade na segurança dos direitos individuais. Liberdade e segurança legal são têrmos equivalentes e substituíveis um pelo outro."
- Escritos e discursos seletos - Página 84, de Ruy Barbosa, Virginia Cortes de Lacerda - Publicado por Companhia Aguilar Editôra, 1966 - 1095 páginas
  • "Tudo vence o patriotismo."
- fonte: "O Código Civil"
- Obras completas de Rui Barbosa, Volume 26, Parte 4, página 86, ORuy Barbosa, ISBN 8570040075, 9788570040077, Ministério de Educação e Saúde
  • "As mais soberanas funções do poder não gozam da sua soberania senão nos limites da competência em que as leis a circunscreveram. Excedida a competência, para logo cessa o benefício da soberania o caráter de autoridade juridicamente insindicável dos atos políticos do governo."
- Obras completas - Página 244, de Ruy Barbosa - Publicado por Ministério da Educação e Saúde, 1942
  • "As situações que nascem do terror não tardam muito a se contagiar do terror que derramaram e acabam dissolvidas pelo terror de si mesmas."
- Obras seletas - Página 258, de Ruy Barbosa, Publicado por Casa de Rui Barbosa
  • "A luz é a grande inimiga dos crimes. Na publicidade refulge a luz. A imprensa é a publicidade. Com a imprensa não se podem acomodar, pois, os governos de sangue e força, arbítrio e corrupção, mistério e mentira."
- Dicionário de conceitos e pensamentos de Rui Barbosa - Página 190, de Luiz Rezende de Andrade Ribeiro - Publicado por Edart, 1967 - 529 páginas
  • "Se o Brasil for condenado, pelos meus representantes, a continuar a ser, diante do mundo, a fábula dos países miseráveis, risíveis e desprezíveis, não será porque eu não tenha exercido as minhas forças em bradar à nossa pátria."
- Obras seletas - Página 271, de Ruy Barbosa, Publicado por Casa de Rui Barbosa
  • "Roubando a liberdade aos seus semelhantes, a si mesmo se rouba o déspota da sua tranquilidade"
- Obras completas de Rui Barbosa: Volume 26,Parte 4 - página 177, Ruy Barbosa - Ministério de Educação e Saúde, 1954
  • "Até aqui, até à pele que nos reveste, pode chegar a ação do Estado. Sua polícia poderia lançar-me a mão à gola do casaco, encadear-me os punhos, lançar-me ferro aos pés. Mas intoduzir-me nas veias, em nome da higiene pública, as drogas da sua medicina, isso não pode, sem se abalançar ao que os mais antigos despotismos não ousaram. Não o poderia, ainda que elas fossem indubitavelmente inofensivas. A medicina do meu corpo, como a do meu espírito, me pertence."
- Discurso proferido em 16 de novembro de 1904 no Senado Federal durante a Revolta da Vacina.

Atribuídas[editar]

  • "Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado."
- Rui Barbosa citado em "Frases Geniais" - Página 99, Paulo Buchsbaum - Ediouro Publicações, 2004, ISBN 8500015330, 9788500015335, 440 páginas