John Maynard Keynes

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John Maynard Keynes
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John Maynard Keynes (5 de junho de 188321 de abril de 1946); economista inglês.


  • "São as idéias, não os interesses encapotados, que são perigosas para o bem ou para o mal".
- it is ideas, not vested interests, which are dangerous for good or evil.
- The collected writings of John Maynard Keynes: Volume 7 - página 384, John Maynard Keynes, Royal Economic Society (Great Britain) - Macmillan, 1971 -
  • "A dificuldade real não reside nas novas idéias, mas em conseguir escapar das antigas".
- The difficulty lies, not in the new ideas, but in escaping from the old ones
- prefácio de The General Theory of Employment, Interest and Money (1935)
  • "A longo prazo, todos estaremos mortos".
- In the long run we are all dead.
- A Tract on Monetary Reform (1923), capítulo 3

A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda[editar]

  • "Toda produção se destina, em última análise, a satisfazer o consumidor."
  • "Raras são as pessoas que alteram o seu modo de vida porque a taxa de juros baixou de 5 para 4 por cento, quando a sua renda agregada permanece a mesma."
  • "Não há evidência clara a demonstrar que a política de investimento socialmente mais vantajosa coincida com a mais lucrativa."
  • "O que apenas desejamos lembrar é que as decisões humanas que envolvem o futuro, sejam elas pessoais, políticas ou econômicas, não podem depender da estrita expectativa matemática, uma vez que as bases para realizar semelhantes cálculos não existem e que o nosso impulso inato para a atividade é que faz girar as engrenagens, sendo que a nossa inteligência faz o melhor possível para escolher o melhor que pode haver entre as diversas alternativas, calculando sempre que se pode, mas retraindo-se, muitas vezes, diante do capricho, do sentimento ou do azar."
  • "A experiência contemporânea de restrições comerciais na Europa de pós-guerra oferece numerosos exemplos de impedimentos mal concebidos contra a liberdade que, destinados a melhorar a balança favorável, produziram, de fato, o resultado inverso."
  • "Os regimes autoritários contemporâneos parecem resolver o problema do desemprego à custa da eficiência e da liberdade."
  • "A tarefa de modificar a natureza humana não deve ser confundida com a de administrá-la."

The Economic Consequences of the Peace[editar]

  • "Lenin disse que a melhor forma de destruir o sistema capitalista era corromper o dinheiro. Por um processo contínuo de inflação, governos podem confiscar, sem serem observados, uma parte importante da riqueza de seus cidadãos."
- Lenin is said to have declared that the best way to destroy the capitalist system was to debauch the currency. By a continuing process of inflation, governments can confiscate, secretly and unobserved, an important part of the wealth of their citizens. By this method they not only confiscate, but they confiscate arbitrarily; and, while the process impoverishes many, it actually enriches some. The sight of this arbitrary rearrangement of riches strikes not only at security, but at confidence in the equity of the existing distribution of wealth. Those to whom the system brings windfalls, beyond their deserts and even beyond their expectations or desires, become 'profiteers,' who are the object of the hatred of the bourgeoisie, whom the inflationism has impoverished, not less than of the proletariat. As the inflation proceeds and the real value of the currency fluctuates wildly from month to month, all permanent relations between debtors and creditors, which form the ultimate foundation of capitalism, become so utterly disordered as to be almost meaningless; and the process of wealth-getting degenerates into a gamble and a lottery.

"Lenin estava certo."

Lenin was certainly right. There is no subtler, no surer means of overturning the existing basis of society than to debauch the currency. The process engages all the hidden forces of economic law on the side of destruction, and does it in a manner which not one man in a million is able to diagnose.
- Fonte: The Economic Consequences of the Peace (1919), Chapter 6; veja texto integral no wikisource
-“Imaginar que exista algum mecanismo de ajuste automático e funcionamento perfeito que preserve o equilíbrio, bastando para isso que confiemos nas práticas do laissez-faire é uma fantasia doutrinária que desconsidera as lições da experiência histórica sem apoio em uma teoria sólida."

Atribuídas[editar]

  • "Não há meio mais sutil nem mais seguro de subverter a ordem social do que o aviltamento da moeda. Trata-se de um processo que mobiliza todas as forças ocultas da lei econômica a favor da destruição, e o faz de maneira tal que em um milhão de pessoas não há uma só que seja capaz de fazer um diagnóstico".
- John Keynes em 1919 citado por Friedrich Von Hayek em "Desemprego e Política Monetária".
  • "O capitalismo é a crença mais estarrecedora de que o mais insignificante dos homens fará a mais insignificante das coisas para o bem de todos."
- Capitalism is the astounding belief that the most wickedest of men will do the most wickedest of things for the greatest good of everyone.
- citado em "Moving Forward: Programme for a Participatory Economy" (2000), por Michael Albert, p. 128
  • "I should have drunk more Champagne".
- Eu devia ter bebido mais Champagne;
- John-Maynard Keynes, antes de morrer, citado em "Ben Trovato's Art of Survival (2007)" por Ben Trovato, p. 196.


Sobre Keynes[editar]

  • "É incrível o que Keynes pensou. Ele foi muito mais do que um economista. O que ele escreveu é muito mais relevante para a Economia do que tudo que fizeram depois". (Antônio Delfim Netto) [1]
  • "Keynes por si só era um gênio multi-facetado que tornou-se proeminente no mundo da matemática, filosofia e literatura. Além disso, ele encontrava tempo para administrar um grande companhia de seguros, para ser Conselheiro do Tesouro Britânico, para ajudar a dirigir o Banco da Inglaterra, para editar um mundialmente famoso jornal de Economia e para patrocinar espetáculos teatrais e de ballet. Ele também era um Economista que sabia ganhar dinheiro tanto para si como para sua faculdade, o King's College de Cambridge." [2] (Paul A. Samuelson)

Referências[editar]

  1. BELLUZZO, Luiz Gonazaga LIRIO, Sérgio. Receita de crescimento - Reflexões de Delfim Netto. Entrevista. São Paulo: Revista CartaCapital, no. 425, 27/12/2006.
  2. SAMUELSON, Paul A. Economics: An Introductory Analysis. International Student Edition, Tóquio: McGraw-Hill/Kogakusha Co, Ltd, 6ª edição, p.205