Joaquim Nabuco

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Joaquim Nabuco
Joaquim Nabuco
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Joaquim Nabuco ou Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo, nasceu em 19 de agosto de 1849 em Pernambuco, faleceu em 17 de janeiro de 1910 em Washington, DC, se opôs de maneira veemente à escravidão, contra a qual ele lutou tanto por meio de atividades políticas e quanto de seus escritos, sendo em grande parte responsável pela abolição da escravidão em 1888, e depois da derrubada da monarquia brasileira ele se retirou da vida pública por algum tempo.

Frases[editar]

Minha Formação[editar]

Prefácio[editar]

Alguma coisa observei no estudo do nosso passado, é quanto são fúteis as nossas tentativas para deprimir(-lo)
  • "Alguma coisa observei no estudo do nosso passado, é quanto são fúteis as nossas tentativas para deprimir(-lo)"
-"Minha Formação", "Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 28.
  • "Em nossa história não haverá nunca Inferno, nem sequer Purgatório."
-"Minha Formação", "Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 28.

Colégio e Academia[editar]

  • "As Palavras de um Crente de Lamennais,a História dos Girondinos de Lamartine, o Mundo caminha de Pelletan, os Mártires da Liberdade de Esquiros eram os quatro Evangelhos da nossa geração, e o Ahasvérus de Quinet o seu Apocalipse."
- "Minha Formação", "Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 34
  • "Quando entrei para a Academia, levava a minha fé católica virgem; sempre me recordarei do espanto, do desprezo, da comoção com que ouvi pela primeira vez tratar a Virgem Maria em tom libertino; em pouco tempo, porém, não me restava daquela imagem senão o pó dourado da saudade... Ao catolicismo só vinte e tantos anos mais tarde me será dado voltar por largos circuitos de que ainda um dia, se Deus me der vida, tentarei reconstruir o complicado roteiro."
- "Minha Formação", "Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 34
  • "A minha fixação monárquica inalterável (...) a ferramenta toda com que trabalhei em política, excluindo somente a obra da Abolição,cujo estoque de ideias teve para mim outra procedência."
- "Minha Formação", "Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 35

Bagehot[editar]

A pompa, a majestade, o aparato todo da realeza entrava assim para mim nos artifícios necessários para governar e satisfazer a imaginação das massas, qualquer que seja a cultura da sociedade
  • "Tenho diante de mim um caderno de 1869, em que copiava as páginas que em minhas leituras mais me feriam a imaginação, método de educar o espírito, de adquirir a forma de estilo, que eu recomendaria, se tivesse autoridade, aos que se destinam a escrever, porque, é preciso fazer esta observação, ninguém escreve nunca senão com o seu período, a sua medida"
- "Minha Formação", "Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 37-38
  • "Tomando a Constituição inglesa como se fosse um relógio de catedral, outros saberão melhor a história desse relógio, o modo da sua construção, as alterações por que passou, as vezes que esteve parado, ou explicarão o simbolismo das figuras que ele põe em movimento, quando o seu poderoso martelo bate as horas do dia; ele, porém, conhece melhor o mecanismo atual que simplifica, explicando-o."
- "Minha Formação", "Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 39
  • "A pompa, a majestade, o aparato todo da realeza entrava assim para mim nos artifícios necessários para governar e satisfazer a imaginação das massas, qualquer que seja a cultura da sociedade."
-"Minha Formação", "Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 45
  • " Comparados os dois governos, o norte-americano ficou-me parecendo um relógio que marca as horas da opinião, o inglês, um relógio que marca até os segundos."
- Nabuco sobre o presidencialismo americano e a monarquia inglesa, em "Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 46.

1871-1873. Na Reforma[editar]

Desde muito moço havia uma preocupação em meu espírito que ao mesmo tempo me atraía para a política e em certo sentido era uma espécie de amuleto contra ela: a escravidão.
  • "A República era, para mim, um relógio de que fosse preciso renovar a mola no fim de pouco tempo; a Monarquia, um relógio por assim dizer perpétuo."
- Nabuco sobre a eletividade da república e a hereditariedade da monarquia, em "Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 47.
  • "Desde muito moço havia uma preocupação em meu espírito que ao mesmo tempo me atraía para a política e em certo sentido era uma espécie de amuleto contra ela: a escravidão."
- "Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 47.
  • "O traço individual que tem cada escritor já está fixo, não mudará mais "
- "Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 49.
  • "Nesse tempo, e durante alguns anos, o radicalismo me arrasta; eu sou, por exemplo, dos que tomam parte mais ativa na campanha maçônica de 1873 contra os bispos e contra a Igreja. Entro até nas ideias de Feijó, de uma Igreja nacional, independente da disciplina romana; faço conferências, escrevo artigos, publico folhetos. Não quisera mesmo hoje retirar uma só palavra do que disse então, advogando a liberdade religiosa mais perfeita; entendo ainda, hoje mais do que nunca, depois da esplêndida experiência do pontificado de Leão XIII, que a Igreja tem tudo a ganhar com a liberdade e que o futuro do mundo pode pertencer à aliança, já selada no atual pontificado, da Igreja Católica com a democracia. Não é sob Leão XIII que o liberalismo há de mais ser suspeito, e provavelmente este pontificado não será um acidente feliz, mas sim um ponto de partida definitiva, a data de uma nova era na história do catolicismo"
- Nabuco sobre o catolicismo, disponível em "Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 51.
  • "Do que preciso fazer renúncia, em favor das traças que o consumiram, é de tudo o que nesses opúsculos escrevi em espírito de antagonismo à religião, com a mais soberba incompreensão de seu papel e da necessidade, superior a qualquer outra, de aumentar a sua influência, a sua ação formativa, reparadora, em todo o caso, consoladora, em nossa vida pública e em nossos costumes nacionais, no fundo transmissível da sociedade"
-Nabuco renunciando suas afirmações sobre a Igreja Católica, disponível em "Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 51.
  • "Naquele tempo,porém, como teria eu acolhido uma manifestação como esta cada vez mais verdadeira, mas de que só hoje sinto a profundeza e o alcance do Senador Nabuco, em 1860, no Senado: "Há duas necessidades, a meu ver, muito importantes na situação moral do nosso País: a primeira é a difusão do princípio religioso no interesse da família e da sociedade...?"
-"Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 51.

Atração pelo Mundo[editar]

Eu sei bem, para não sair do Rio de Janeiro, que não há nada mais encantador à vista do que ao acaso a escolha seria impossível (...) é como um Paraíso Terrestre antes das primeiras lágrimas do homem, uma espécie de jardim infantil
  • "Sou antes um espectador do meu século do que do meu país; a peça é para mim a civilização, se está representando em todos os teatros da humanidade, ligados hoje pelo telégrafo"
-"Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 53.
  • "Esse gozo especial do político na luta dos partidos não o conheci; procurei na política o lado moral, imaginei-a uma espécie de cavalaria moderna, a cavalaria andante dos princípios e das reformas"
-"Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 54.
  • "Nós, brasileiros o mesmo pode-se dizer dos outros povos americanos pertencemos à América pelo sedimento novo, flutuante, do nosso espírito, e à Europa, por suas camadas estratificadas"
-"Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 58.
  • "Eu sei bem, para não sair do Rio de Janeiro, que não há nada mais encantador à vista do que ao acaso a escolha seria impossível os parques de São Clemente, o caminho que margeia o aqueduto de Paineiras na direção da Tijuca, a ponta de São João, com o Pão de Açúcar, vista do Flamengo ao cair do sol. Mas tudo isto é ainda, por assim dizer, um trecho do Planeta de que a humanidade não tomou posse; é como um Paraíso Terrestre antes das primeiras lágrimas do homem, uma espécie de jardim infantil"
-"Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 59.

Primeira Viagem à Europa[editar]

O republicanismo francês (...) tem um fermento de ódio, uma predisposição igualitária que logicamente leva à demagogia ao passo que o liberalismo, mesmo radical, não só é compatível com a monarquia, mas até parece aliar-se com o temperamento aristocrático.
  • "O republicanismo francês (...) tem um fermento de ódio, uma predisposição igualitária que logicamente leva à demagogia ao passo que o liberalismo, mesmo radical, não só é compatível com a monarquia, mas até parece aliar-se com o temperamento aristocrático."
-"Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 61.

A Crise Poética[editar]

  • "O verso é a mais nobre forma do pensamento"
-"Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 85.

Londres[editar]

O que dá também a Londres o seu tom de majestade e soberania é a dignidade, o silêncio que a envolve; a calma, a tranquilidade, o repouso, a confiança que ela respira
  • "O que dá também a Londres o seu tom de majestade e soberania é a dignidade, o silêncio que a envolve; a calma, a tranquilidade, o repouso, a confiança que ela respira"
-"Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 101.

A Influência Inglesa[editar]

  • "A França é um grande país e um país livre, mas sem espírito de liberdade arraigado, sujeito sempre às crises das revoluções e da glória."
-"Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 114.
  • "A Monarquia constitucional ficava sendo para mim a mais elevada das formas de governo: a ausência de unidade, de permanência, de continuidade no governo, que é a superioridade para muitos da forma republicana, convertia-se em sinal de inferioridade. Esse ideal republicano, de um Estado em que todos pudessem competir desde o colégio para a primeira dignidade, passava a ser a meus olhos uma utopia sem atrativo, o paraíso dos ambiciosos, espécie de hospício em que só se conhecesse a loucura das grandezas"
-"Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 118.

O Espírito Inglês[editar]

  • "Para o inglês, se a liberdade é o grande atributo do homem, se ele a sente como o desenvolvimento de personalidade, a ordem é a verdadeira arquitetura social."
-"Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 120.

Outros[editar]

  • "As lendas hão de sempre viver, como raios de luz na treva amontoada do passado, mas a beleza delas não está em sua verdade, que é sempre pequena; está no esforço que a humanidade faz para assim reter alguns episódios de uma vida tão extensa que para abrangê-la não há memória possível..."
- "Minha Formação", Rio de Janeiro: Topbooks, pag 173.
  • "A questão de iniciativa tem aliás tem um interesses todo secundário, sobretudo quando a idéia está no ar e o espírito do tempo a agita por toda a parte"
- "Minha Formação", Rio de Janeiro: Topbooks, pag 172.

Pensamentos Soltos[editar]

A ciência é realmente o espelho do infinito, porém um espelho quebrado em pedacinhos que só a religião pode recompor.
  • "A primeira vez que o egoísmo abriu lugar à dedicação e o homem estremeceu pela sorte dos seus, o sentimento de dependência entrou lhe no coração e assim a religião nasceu. Primos in orbe deos fecit timor. Foi o medo que fez os primeiros deuses, o medo por amor."
- Obras completas: Pensamentos soltos. [French and Portuguese text] Camões e ...‎ - Volume 10, Página 5, Joaquim Nabuco - Instituto Progresso Editorial, 1949
  • "A religião não é obstáculo a alegria alguma, a liberdade alguma. São os sistemas negativos, que, quando lançam semente no espírito, o vão abafando lentamente, à maneira das lianas, parasitas, que, de galho em galho, enlaçam a árvore e a dissecam. Mas a fé é um pássaro que pousa no alto da folhagem, e canta nas horas em que Deus escuta."
- Obras completas: Pensamentos soltos. [French and Portuguese text] Camões e ...‎ - Volume 10, Página 7, Joaquim Nabuco - Instituto Progresso Editorial, 1949
  • "A ciência é realmente o espelho do infinito, porém um espelho quebrado em pedacinhos que só a religião pode recompor."
- Obras completas: Pensamentos soltos. [French and Portuguese text] Camões e ...‎ - Volume 10, Página 7, Joaquim Nabuco - Instituto Progresso Editorial, 1949
  • "Se Deus não existisse, o homem seria um simples autômato. O orgulho moral torna-se impossível em face de tal noção. A dignidade só poderia entrar em seu espírito pela noção contraria, de que ele é uma criatura livre. No automatismo universal, a liberdade não teria significado moral, nem poderia ter objeto."
- Obras completas: Pensamentos soltos. [French and Portuguese text] Camões e ...‎ - Volume 10, Página 9, Joaquim Nabuco - Instituto Progresso Editorial, 1949
  • "Os anos mais gloriosos das grandes carreiras passarão muitas vezes sem registro, e existências obscuras, sob o aspecto humano, merecerão paginas inteiras."
- Obras completas: Pensamentos soltos. [French and Portuguese text] Camões e ...‎ - Volume 10, Página 11, Joaquim Nabuco - Instituto Progresso Editorial, 1949
  • "O ciclo moral da humanidade é formado pela religião. A prognosticada era positiva, que transformaria o atual homo théologiens numa espécie de pitecantropo intelectual, não séria senão prenúncio da esterilidade final. Transformado em ente moral fixo, com os antigos sentimentos, vindos da era religiosa, convertidos em instintos dirigentes ou em recalques espontâneos, o homem só viveria das economias de um sentimento mutilado, de uma faculdade extinta. Séria um ente moral por instinto adquirido, e não por livre escolha; por necessidade, e não por esforço; pela obra acumulada e finda dos seus maiores, não pela sua própria iniciativa fecunda e ascensional. Sua moral mesma não séria senão o prolongamento de uma religião morta, e duraria o que pode durar o rio caudaloso cujas fontes se estancaram. Como ente moral, ele séria, tanto quanto nos, embora o ignorasse, derivado da teologia."
- Obras completas: Pensamentos soltos. [French and Portuguese text] Camões e ...‎ - Volume 10, Página 13, Joaquim Nabuco - Instituto Progresso Editorial, 1949
  • "São raros os ateus puro-sangue. Quem lhes investigar as origens, chegará logo ao tronco crente."
- Obras completas: Pensamentos soltos. [French and Portuguese text] Camões e ...‎ - Volume 10, Página 15, Joaquim Nabuco - Instituto Progresso Editorial, 1949
  • "Querer fundar uma religião é o mesmo que querer criar uma língua universal"
- Obras completas: Pensamentos soltos. [French and Portuguese text] Camões e ...‎ - Volume 10, Página 25, Joaquim Nabuco - Instituto Progresso Editorial, 1949
  • "Nunca faltará quem o tente, mas, em religião, ou caminhais com a massa, ou, ao mais ligeiro desvio do caminho dos peregrinos, vos encontrareis numa solidão sem eco. O caráter coletivo da religião é o primeiro fato que deve preocupar um espírito sincero que reflete sobre o assunto. A religião não pode ser individual. Ela perderia nisso seu caráter próprio e sua razão de ser. Todo espírito religioso tende à comunhão dos homens; quer a religião como ligamento e conciliação entre eles. De que serviria em tal matéria uma obra individual, portante isolada e solitária?,De que serviria uma língua universal para uso pessoal?"
- Obras completas: Pensamentos soltos. [French and Portuguese text] Camões e ...‎ - Volume 10, Página 25, Joaquim Nabuco - Instituto Progresso Editorial, 1949
  • "Aceitai as imperfeições sociais das religiões, inerentes a toda associação humana; não condeneis porém seu principio, nem enfraqueçais o sentimento religioso nas suas fontes."
- Obras completas: Pensamentos soltos. [French and Portuguese text] Camões e ...‎ - Volume 10, Página 27, Joaquim Nabuco - Instituto Progresso Editorial, 1949
O mistério não estreita o horizonte. Dilata-o.
  • "O mistério não estreita o horizonte. Dilata-o."
- Obras completas: Pensamentos soltos. [French and Portuguese text] Camões e ...‎ - Volume 10, Página 29, Joaquim Nabuco - Instituto Progresso Editorial, 1949
  • "O bem é uma sugestão divina; a única feita ao homem."
- Obras completas: Pensamentos soltos. [French and Portuguese text] Camões e ...‎ - Volume 10, Página 45, Joaquim Nabuco - Instituto Progresso Editorial, 1949
  • "Há máquinas de felicidade dispendiosas, que funcionam com enorme desperdício, e há outras econômicas, que, com as migalhas da sorte, criam alegria para uma existência inteira."
- como citado em Revista Caras, 13 de setembro de 2006.
- Obras completas: Pensamentos soltos. [French and Portuguese text] Camões e ...‎ - Volume 10, Página 141, Joaquim Nabuco - Instituto Progresso Editorial, 1949

Cartas[editar]

  • "A comunicação mata a saudade."
- Numa Carta quando tinha 15 anos disponível Obra Completas de Joaquim Nabuco, Vol 13, pág 3
  • "Sou hoje o homem de uma ideia, ainda não um fanático ou um missionário, mas um soldado firme no seu posto."
- Numa Carta ao Barão de Penedo disponível em Obras Completas de Joaquim Nabuco, Vol 13, pág 41
  • "O pior parlamento é melhor do que a melhor ditadura."
- Numa Carta ao Barão de Penedo disponível em Obras Completas de Joaquim Nabuco, Vol 13, pág 43
  • "Nada me é indiferente neste desterro a que me vejo condenado, eu que podia ter a ambição de servir ao meu país, se não fora a escravidão que o fecha"
- Numa Carta ao André Rebouças disponível em Obras Completas de Joaquim Nabuco, Vol 13, pág 71
  • "Nada na vida pública requer tanta coragem como o mudar de um campo político. A excomunhão passou da religião para a política, e hoje existe somente nesta. Mudar de fé, de Deus, pouco importa, a apostasia é somente mudar de partido. Mas, graças a Deus, eu nunca cedi ao medo baixo de ser sincero e nunca me inspirei no que para mim não conta intelectual e politicamente. Formei-me de modo que a opinião dos que não me compreendem me ficou sempre indiferente"
- Numa Carta ao Ruy Barbosa, Vol 14 (Obras Completas de Joaquim Nabuco) pág 256

Outros[editar]

  • "A história da escravidão africana na América é um abismo de degradação e miséria que se não pode sondar."
- Obras completas: O abolicionismo. Conferências e discursos abolicionistas‎ - Volume 7, Página 124, Joaquim Nabuco - Instituto Progresso Editorial, 1949
O verdadeiro patriotismo, isto é, o que concilia a pátria com a humanidade.
- Obras completas: O abolicionismo. Conferências e discursos abolicionistas‎ - Volume 7, Página 86, Joaquim Nabuco - Instituto Progresso Editorial, 1949
  • "A grande casa reinante essa curta dinastia que deu a metade do seu trono para fazer a Independência e a outra fazer a Abolição."
- Nabuco sobre a familia imperial, em "Por que eu sou monarquista"?
  • "Como vê, sou um homem de uma só ideia, mas não me envergonho dessa estreiteza mental porque essa ideia é o centro e a circunferência do progresso brasileiro."
- "Joaquim Nabuco, um centenário de morte".
  • "A Igreja Católica foi grande no passado, quando era o cristianismo; quando nascia no meio de uma sociedade corrompida, quando tinha como esperança a conversão dos bárbaros, que se agitavam às portas do Império minado pelo egoísmo, corrompido pelo cesarismo, moralmente degradado pela escravidão. A Igreja Católica foi grande quando tinha que esconder-se nas catacumbas, quando era perseguida. Mas, desde que Constantino dividiu com ela o império do mundo, desde que de perseguida ela passou a sentar-se no trono e a vestir a púrpura dos césares, desde que, ao contrário das palavras do seu divino fundador, que disse: - O meu reino não é deste mundo, - ela não teve outra religião senão a política, outra ambição senão o governo, a Igreja tem sido a mais constante perseguidora do espírito de liberdade, a dominadora das consciências, até que se tornou inimiga irreconciliável da expansão científica e da liberdade intelectual do nosso século!"
- Nabuco sobre a Igreja Católica, mas tarde se reconverteu, disponível em ALMEIDA JÚNIOR, Antônio Ferreira de. O "Ensino Livre" de Leôncio de Carvalho II: o ensino superior brasileiro entre 1879 e 1895. In: Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Brasília, v. 18, n. 47, jul./set. 1952, p. 9.
  • "Monarquista sem esperança de monarquia, para que serve? Serve para não ser republicano sem esperança de liberdade."
- Nabuco numa resposta a constituinte republicana, em "Por que eu continuo a ser monarquista".

Frases sobre Joaquim Nabuco[editar]

Como intelectual, como homem público e como diplomata, Joaquim Nabuco se antecipou ao futuro, sem distanciar-se para tanto das exigências impostas pela transição agitada entre o Império e a República.
  • "Joaquim Nabuco foi decerto o primeiro homem público brasileiro a descobrir-se com a própria mão de grande escritor; e em autobiografia tão psicológica como sociologicamente valiosa, além de notável pela sua qualidade literária. Uma das expressões mais altas da literatura em língua portuguesa."
- Gilberto Freyre sobre Nabuco, disponível em "Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 8.
  • "Mas nem todos foram enganados pelo futuro redentor prometido pelos militantes republicanos (...) Joaquim Nabuco tornou-se um dos monarquistas mais ardorosos. Influenciado pelo inglês Walter Bagehot, Nabuco acreditava na “superioridade prática do governo de gabinete inglês sobre o sistema presidencial americano” e na relevância de “uma Monarquia secular, de origens feudais, cercada de tradições e formas aristocráticas, como é a inglesa”, que se constituiu num “governo mais direta e imediatamente do povo do que a república crítica que comumente se fazia contra a Monarquia, a de que o rei não era eleito pelo povo, era, para Nabuco, “o segredo da superioridade do mecanismo monárquico sobre o republicano, condenado a interrupções periódicas que são para certos países revoluções certas”. Intelectual refinado e o mais célebre abolicionista do império, Nabuco considerava a República “um relógio de que fosse preciso renovar a mola no fim de pouco tempo”, ao passo que a Monarquia era “um relógio por assim dizer perpétuo”. A Monarquia também funcionava como “um aparelho mais sensível à opinião, mas rápido e mais delicado em apanhar-lhe as nuanças fugitivas, guardando ao mesmo tempo inalterável a tradição de governo e a aspiração permanente do destino nacional”."
- Bruno Garschagen sobre Nabuco e seu apoio à monarquia, disponivel em "Pare de Acreditar no Governo", pag 76-77.
  • "A grandeza de Nabuco protesta contra anestesias desviantes. Suas ideias, pensamento radical, visão de futuro, percepção aguda do Brasil até hoje não superada."
- Urariano Mota sobre Nabuco em https://jornalggn.com.br/blog/urariano-mota/joaquim-nabuco-um-profeta-do-brasil-por-urariano-mota
  • "Como intelectual, como homem público e como diplomata, Joaquim Nabuco se antecipou ao futuro, sem distanciar-se para tanto das exigências impostas pela transição agitada entre o Império e a República."
- Fernando Henrique Cardoso em Pensadores que Inventaram o Brasil, capitulo Uma síntese.
  • "Não tinha (...) uma boa defesa da liberdade no Brasil desde a monarquia (...), onde se tinha que vota lá com o Nabuco para ver uma boa defesa do liberalismo no Brasil."
- Raphaël Lima "Hide" sobre o liberalismo brasileiro e o Joaquim Nabuco, em "Golpe Libertário no PTB?" em 4:02.
  • "Joaquim Nabuco viveu intensamente os dilemas, inicialmente pela leitura dos grandes historiadores da Revolução Francesa, ele refere Thiers, Lamartine, Mignet, Quinet; quanto à Revolução Americana, Nabuco filho aprendeu Tocqueville com seu pai, o Conselheiro José Tomás, como Joaquim Nabuco revela ao incluí-lo entre as leituras de Um Estadista do Império."
- Vamireh Chacon em Joaquim Nabuco: Revolucionário Conservador pag 10.
  • "Il est d’une rare distinction et les nobles pensées y parlent une noble langue"
"É uma distinção rara e os pensamentos nobres falam com uma linguagem nobre"
-George Sand sobre o livro dele Amour et Dieu, como citado em "Minha Formação", Coleção Biblioteca Básica Brasileira, pag 81.