Henry Jenkins

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Henry Jenkins (4 de junho de 1958, Atlanta) é um estadunidense pesquisador da mídia. Coordenou o grupo Estudos de Mídia Comparada no MIT .



  • "Por convergência, refiro-me ao fluxo de conteúdos através de múltiplas plataformas de mídia, à cooperação entre múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento migratório dos públicos dos meios de comunicação, que vão a quase qualquer parte em busca das experiências de entretenimento que desejam. Convergência é uma palavra que consegue definir transformações tecnológicas, mercadológicas, culturais e sociais, dependendo de quem está falando e do que imaginam estar falando. (Neste livro, misturo e equiparo termos de diversos planos de referência. Acrescentei um glossário ao final do livro para ajudar os leitores."
- Fonte: Cultura da Convergência, Henry Jenkyins, Editora Aleph , página 29.
  • "Meu argumento aqui será contra a ideia de que a convergência deve ser compreendida principalmente como um processo tecnológico que une múltiplas funções dentro dos mesmos aparelhos. Em vez disso, a convergência representa uma transformação cultural, à medida que consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos de mídia dispersos."
- Fonte: Cultura da Convergência, Henry Jenkyins, Editora Aleph , página 30.
  • "Desde que o som gravado se tornou uma possibilidade, continuamos a desenvolver novos e aprimorados meios de gravação e reprodução do som. Palavras impressas não eliminaram as palavras faladas. O cinema não eliminou o teatro. A televisão não eliminou o rádio. Cada meio antigo foi forçado a conviver com os meios emergentes."
- Fonte: Cultura da Convergência. Henry Jenkyins. Editora Aleph. página 41. 2009.
  • "A convergênciadas mídias é mais do que apenas uma mudança tecnológica. A convergência altera a relação entre tecnologias existentes, indústrias, mercados, gêneros e públicos. A convergência altera a lógica pela qual a indústria midiática opera e pela qual os consumidores processam a notícia e o entretenimento. Lembrem-se disto: a convergência refere-se a um processo, não a um ponto final."
- Fonte: Cultura da Convergência, Henry Jenkyins, Editora Aleph , página 43.
  • "Entretenimento não é a única coisa que flui pelas múltiplas plataformas de mídia. Nossa vida, nossos relacionamentos, memórias, fantasias e desejos também fluem pelos canais de mídia. Ser amante, mãe ou professor ocorre em plataformas múltiplas."
- Fonte: Cultura da Convergência.Henry Jenkyins. Editora Aleph. página 44. 2009.
  • "A convergência está ocorrendo dentro dos mesmos aparelhos, dentro das mesmas franquias, dentro das mesmas empresas, dentro do cerébro do consumidor e dentro dos mesmos grupos de fãs. A convergência envolve uma transformação tanto na forma de produzir quanto na forma de consumir os meios de comunicação."
- Fonte: Cultura da Convergência, Henry Jenkyins, Editora Aleph , página 44.
  • "No futuro próximo, a convergência será uma espécie de gambiarra - uma amarração improvisada entre as diferentes tecnologias midiáticas- em vez de um sistema completamente integrado. Neste momento, as transformações culturais, as batalhas jurídicas e as fusões empresariais que estão alimentando a convergência midiática são mudanças antecedentes na infraestrutura tecnológica. O modo como essas diversas transições evoluem irá determinar o equilíbrio de poder na próxima era dos meios de comunicação."
- Fonte: Cultura da Convergência, Henry Jenkyins, Editora Aleph , página 45.
  • "A convergência, como podemos ver, é tanto um processo corporativo, de cima para baixo, quanto um processo de consumidor, de baixo para cima. A convergência corporativa coexiste com a convergência alternativa.."
- Fonte: Cultura da Convergência, Henry Jenkyins, Editora Aleph , página 46.
  • "[...]A comunidade on-line ficou fascinada ao descobrir como era trabalhar em grupo, com a força conjunta de milhares de pessoas[...]"
- Fonte: JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. Página 86. 2009.
  • "A economia afetiva refere-se a uma nova configuração da teoria de marketing, ainda incipiente, mas que vem ganhando terreno dentro da indústria das mídias, que procura entender os fundamentos emocionais da tomada de decisão do consumidor como uma força motriz por trás das decisões de audiência e de compra."
- Fonte: JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. Página 97. 2009.
  • "Minha opinião é de que esse discurso emergente sobre economia afetiva possui implicações negativas e positivas: possibilita que os anunciantes utilizem a força da inteligência coletiva, direcionando-a a seus próprios fins, mas, ao mesmo tempo, permite que os consumidores formem seu próprio tipo de estrutura coletiva de barganha, que podem usar para desafiar as decisões corporativas."
- Fonte: JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. Página 99. 2009.
  • "A indústria da televisão concentra-se cada vez mais em compreender os consumidores que tenham uma relação prolongada e um envolvimento ativo com o conteúdo das mídias e que demonstrem disposição em rastrear esse conteúdo no espectro da TV a cabo e outras plataformas. "
- Fonte: JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. Página 104. 2009.
  • "Uma história transmídia desenrola-se através de múltiplas plataformas de mídia, com cada novo texto contribuindo de maneira distinta e valiosa para o todo. Na forma ideal de narrativa transmídia, cada meio faz o que faz de melhor – a fim de que uma história possa ser introduzida num filme, ser expandida pela televisão, romances e quadrinhos; seu universo possa ser explorado em games ou experimentado como atração de um parque de diversões."
- Fonte: JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. Página 141. 2009.
  • "A lógica econômica de uma indústria de entretenimento integrada horizontalmente – isto é, uma indústria onde uma única empresa pode ter raízes em vários diferentes setores de mídia – dita o fluxo de conteúdos pelas mídias."
- Fonte: JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. Página 142. 2009.
  • "Cada vez mais, as narrativas estão se tornando a arte da construção de universos, à medida que os artistas criam ambientes atraentes que não podem ser completamente explorados ou esgotados em uma única obra, ou mesmo em uma única mídia."
- Fonte: JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. Página 157. 2009.
  • "Contradições, confusões e múltiplos pontos de vista são esperados num momento de transição, em que um paradigma midiático está morrendo e outro

está nascendo. Nenhum de nós sabe realmente como viver numa nesta época de convergência das mídias, inteligência coletiva e cultura participativa."

- Fonte: JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. Página 248. 2009.