Geraldo Lapenda

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Geraldo Calábria Lapenda (6 de dezembro de 1925 - 19 de dezembro de 2004) foi um filólogo pernambucano.


  • "Não se pode compreender um tecnicismo sem humanismo, e o humanista sem ter ao lado o tecnicista, e sinto-me levado a condenar a ênfase exagerada que muitos dão, cada vez mais, ao tecnicismo, em detrimento de tudo o que for da área cultural ou de humanidades, transformando os homens em simples robôs sem coração e sem sentimentos".
  • "As grandes realizações, muitíssimas vezes, são a soma de atos insignificantes".
  • "A vida é um contínuo e sucessivo decidir-se entre diversas possibilidades, levando-nos normalmente a buscar um sentido axiológico na escolha da alternativa adequada".
  • "Durante a realização de nossos trabalhos, a confiança em nós mesmos aumentará quando aliada à confiança em todos os que, em nosso redor, procuram apoiar-nos".
  • "Quem quer um pé-de-dinheiro / acha somente atrapalho, / pois tal pé nunca dá frutos, / só dá frutos o trabalho".

Sobre[editar]

  • Fumaça branca na Calabria
Foi aquela euforia
O nosso Geraldo foi eleito
Para a Vice-Reitoria.
Ficamos muito felizes
C’a dádiva que Deus nos deu
O MEC c’a benção papal
O Geraldo escolheu.
Mui querido, mui honrado
Para o Vice-Reitorado
Neste verso de pé-quebrado.
Desarrumado e pobre de rima
Seu colega de Letrado
Muito sucesso lhe deseja
No seu Vice-Reitorado.
- Abelardo Nogueira, (Professor do Departamento de Letras - UFPE), em 15 de julho de 1980
  • Antes do internamento, o comitê informa que “Bubalus bubalu” não tem nada a ver com o mambo cubano. Foi o primeiro búfalo clonado na China, sobrevivente de poucas horas. Também informa que este texto foi feito em homenagem ao mestre Geraldo Lapenda, que um dia me expulsou merecidamente da sala de aula. Paciente, ensinou aos seus pupilos que alface não é fruta, pitomba não é sobremesa, João se escreve com jota, geralmente com gê!
- José Carlos L. Poroca, (Advogado), Publicado em 21 de janeiro de 2005Diário de Pernambuco (1º Caderno – Opinião - p. A3 - Bubalus bubalu)
  • Desejo ainda registrar que, quando estava viajando por aí, fiquei sabendo do falecimento do professor Geraldo Lapenda. A sua família, minha solidariedade. Guardo dele a melhor lembrança, como pessoa humana, dono de vasta cultura clássica (como eu, era ex-aluno do Seminário de Olinda e da Universidade Gregoriana) e também de uma simplicidade franciscana. Eu estava sendo reintegrado à UFPE, via Lei da Anistia. O reitor era o prof. Geraldo Lafayette,que sofria uma campanha implacável de um jornal da praça, alimentada por Gilberto Freyre, que tivera um pleito recusado pela reitoria (um replay do caso João Alfredo, que o mesmo havia conseguido tirar da universidade no embalo dos expurgos do golpe e 1964). Lafayette terminou morrendo; não vítima da campanha de desestabilização, mas por infecção hospitalar. Lapenda, vice-reitor, o substituiu por uns dois anos, sem perder aquela sua simplicidade, sem a ‘magnífica pose’ característica. Como eu coordenava a Assessoria de Comunicação Social, tive muito contato com ele e aprendi a admirá-lo, a lhe querer bem.
- Juracy Andrade, (Jornalista), Publicado em 29 de janeiro de 2005Jornal do Commercio (1º Caderno – Opinião - p. 13 - Tirania e Cinismo)
  • O que é aprender
O que é aprender? É conviver com o belo, o significativo, o diferente, guardando-o como tesouro em nosso espírito.
Falar em aprender é lembrar os mestres. Assim, queria homenagear, agora, um grande mestre que se foi junto com o ano de 2004: professor Geraldo Lapenda.
Profundo conhecedor de línguas, ensinou-nos Latim e Italiano, no curso de Graduação em Letras Neo-latinas. Tinha uma didática tão perfeita que durante toda a vida, como professora de língua portuguesa, tentei imitá-lo, em vão. Ensinou-nos italiano, conseguindo que, em dois anos, já falássemos bem e transformou o estudo do Latim em algo interessante, através do texto das Metamorfoses de Ovídio, uma lenda explicativa das origens do mundo. Sabia muito e sabia mais : espanhol, francês, alemão, inglês, tupi e foi quem primeiro descreveu a língua dos índios fulniô de Águas Belas, o iathê. Tanto no Mestrado, como no Doutorado, ensinou Fonética e Fonologia, que são o nó da Lingüística e conseguia ser entendido, sabia fazer-nos aprender.
Mestres como Lapenda já se fazem raros pelo saber, pela grandeza de espírito e pela simplicidade.
- Nelly Carvalho, (Professora Departamento de Letras - UFPE), Publicado em 11 de fevereiro de 2005Jornal do Commercio (1º Caderno – Opinião - p. 11)

Veja também[editar]

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