Forza Motorsport 4

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Forza Motorsport 4 é um jogo de corrida desenvolvido pela Turn 10 Studios e distribuído pela Microsoft Studios para Xbox 360, sendo o quarto episódio na franquia Forza Motorsport. A novidade da série é o Autovista, no qual os jogadores podem ver detalhes precisos, tais como peças do motor e a escala do interior dos carros. Isto inclui uma parceria com o programa BBC da Top Gear, no qual Jeremy Clarkson, seu apresentador, fornece comentários sobre os carros.


Abertura[editar]

Jeremy Clarkson: "Eu e você somos uma espécie em extinção. Nós, os fãs da velocidade. Nós, os devotos da potência. Nós, os amantes do desempenho, da beleza e da alma mecânica. Hoje em dia, existem poucos lugares que nos recebem bem. Nós não ousamos falar sobre eixos, ignições ou suspensões de força dupla. Nós tememos pelo nosso amor ao rugido dos motores V8 e pelo odor de borracha queimada. Eles nos dizem para pensarmos em economia e no meio-ambiente. Não na diversão ou na empolgação. Em uma era de "híbridos" e "lentomatics", nós somos os estranhos fora do ninho. Ainda assim, há esperança. Existe um porto seguro. Um lugar que celebra engrenagens, aderência, velocidade e diversão. E ele está aqui, para ser explorado por você."

Autovista[editar]

2010 Aston Martin One-77[editar]

JC: "Este é o Aston Martin One-77. Comparado ao Vantage e o Vanquish, é uma porcaria de nome e, francamente, o carro merecia mais, porque é o mais poderoso e caro Aston Martin de todos os tempos. Na frente, temos um V12 de 7,3 litros produzindo 700 HP, o que por si só já seria impressionante, mas é ainda mais incrível quando você descobre que este carro pesa menos do que o Vantage V8 da própria Aston. Eles levaram o protótipo do One-77 a até 355 km/h antes do piloto resolver diminuir. De acordo com a Aston, ele poderia ir ainda mais rápido. Se você ia querer ou não é outra história. Primeiro, porque ele custa 1,3 milhões de libras esterlinas, e seria uma pena quebrá-lo. E, segundo, olhe para ele. A parte inferior do One-77 é feita com belas chapas enormes de fibra de carbono, copiadas dos carros de corrida da Aston Martin em Le Mans. E ainda tem uma capa de alumínio batida à mão pelos mesmos velhinhos de 200 anos de idade que fazem os Aston Martin desde 1913. Se pelo menos ele tivesse um nome melhor."

1931 Bentley 8 Litre[editar]

JC: "O Bentley 8 Litre 1930 poderia ter se tornado um dos melhores carros do mundo, como o gigantesco Bugatti Royale. Mas ele foi lançado em Londres, em 1930, com um preço de 1.850 libras esterlinas. Na época, era muito dinheiro. Mesmo porque, quase ao mesmo tempo, a Grande Depressão chegou à Europa. Como resultado, somente 100 unidades do 8 Litre foram produzidas, e o fracasso do carro colocou a Bentley de joelhos. Em um ano, ela foi vendida para a Rolls-Royce. Dos 100, só sobraram 78, e cada um deles é único. Naquela época, companhias como a Bentley vendiam a parte de baixo do carro - o chassi, motor e rodas - e você procurava um contrutor de carrocerias, que adicionava a carroceria, os bancos e a capota. Então, embora este carro compartilhe seu enorme motor de seis cilindros e 220 HP e as rodas de 21 polegadas com todos os outros 8 Litres, todo o resto era exclusivo para cada carro. Neste, por exemplo, a capota se abre no meio, então, quando chove, as pessoas do lado esquerdo podem ficar molhadas, se quiserem, enquanto as que estão à direita podem permanecer secas. É estranho, mas essa ideia não pegou. Assim como o resto do Bentley 8 Litre."

2012 BMW M5[editar]

JC: "Um BMW 5 normal pode ser tão interessante quanto viajar até a Suíça e comprar meias. Mas este não é um BMW 5 normal. Esté é o novo BMW M5. Assim como nas versões anteriores do M5, você nem desconfia que há algo fora do comum. A menos que você seja um chato que conhece cada detalhe técnico de todos os carros. Há os arcos um pouco aumentados, entradas de ar minimamente maiores e um conjunto de janelas de ventilação muito sutis nas asas. Mas, no geral, ele parece o 520 que o seu dentista dirige. E essa é a característica genial dos M5, desde o original, lançado em 1985. Eles podem parecer quietos e modestos, mas correm como um gato assustado. E a nova versão não é exceção. O V10 dos M5 antigos foi substituído por um motor V8 de 4,4 litros e turbo duplo, que produz mais de 550 HP. A transmissão desnecessariamente complicada e irritante do carro antigo também desapareceu, sendo substituída por uma transmissão automática de embreagem dupla e sete velocidades que tornam as trocas de marcha tão sedosas quanto as cuecas do Pierce Brosnan. Ele é discreto como um mordomo Vitoriano, mas poderoso o suficiente para estourar um rim. Em resumo, é outro clássico BMW M5."

2009 Bugatti Veyron 16.4[editar]

JC: "Acima de 250km/h, eles param de classificar os furacões. 250km/h é a Categoria Cinco, do tipo que matou 12.000 texanos robustos em 1900. Não existe Categoria Seis porque, se houvesse, não sobraria ninguém para classificá-la depois que o furacão passasse. O Bugatti Veyron é capaz de atingir 400km/h, então você pode imaginar a força da natureza em ação aqui, e o motivo pelo qual ele precisa arrastar um enorme aerofólio de avião no fluxo de ar para se manter estável. Também é por isso que ele precisa de 16 cilindros, 8 litros, 4 turbos, 10 radiadores e 1.000 HP. O carro inteiro é da Categoria Seis. Exceto o nível de habilidade necessário para dirigi-lo. Até a sua mãe conseguiria. Uma transmissão automática desenvolvida pelas pessoas que criam embreagens para a Fórmula 1 e um sistema de tração nas quatro rodas desenvolvido por cientistas espaciais significam que você pode apenas entrar nele e dirigir. E você não vai dirigir nada mais rápido que ele. Nada. Como o Concorde e o Saturn Five, o Veyron é o máximo a que este ramo específico da engenharia vai chegar. Os homens que o projetaram provavelmente estão trabalhando agora na propulsão a hidrogênio. Não há mais lugar num mundo para um carro que, com um giro da chave especial adicional, necessária para ligar esse furacão, consome um jogo de pneus de R$ 25.000,00 em apenas 500 quilômetros. E isso me deixa triste."

1982 DeLorean DMC-12[editar]

JC: "Se o DeLorean não tivesse existido, Tom Clancy teria que inventá-lo. Ele não era apenas um carro. Ele era parte de um enredo maior que envolvia o governo britânico, a Polícia Federal, e um anti-herói grisalho com ideias bem estranhas. O própria DeLorean talvez tenha sido sua ideia mais estranha. Um carro esportivo de aço inoxidável, sem pintura, com portas de asa de gaivota e, graças a um raquítico motor Renault de 130 HP na traseira, quase nenhum desempenho. O DeLorean desenvolveu rapidamente uma reputação horrível. E isso só piorou quando alguns famosos proprietários americanos ficaram trancados dentro do carro por causa de falhas no sistema elétrico. Foi um desastre, e a produção foi encerrada antes que Steven Spielberg o transformasse em um astro das viagens no futuro. Se você quiser um, há um homem nos Estados Unidos que pode contruir um DeLorean 'novo' com peças antigas. Mas ele não vai ser legítimo até aparecer na lista dos mais procurados do FBI."

1957 Ferrari 250 Testa Rossa[editar]

JC: "Se você quisesse vencer em Le Mans no final da década de 1950, teria que estar dirigindo um carro desses. A Ferrari 250 Testa Rossa não era apenas bonita, ela era assustadoramente eficiente. Ela dominou as 24 Horas em 1958 e novamente em 1960. E então, quando a concorrência pensou que podia respirar aliviada, ela ganhou de novo em 1961. Sua prima, a 250 GTO, pode ter sido o carro mais valioso que o mundo já viu, mas foi a Testa Rossa que ficou com os prêmios. Com toda a sua beleza, a GTO teve que se conformar com vitórias de classe, enquanto a Testa Rossa venceu em tudo. Seu nome vem da tinta vermelha que os engenheiros derramaram em cima do cabeçote, porque essa é a única cor de tinta que eles têm na Ferrari. 'Testa Rossa' significa 'cabeça vermelha'. E é claro, seu motor V12 de três litros, feito por velhinhos em oficinas oleosas com tornos e brocas e acidentes industriais infelizes, tinha uma natureza vulcânica. Há sangue, suor e raiva em cada Ferrari GTO Testa Rossa."

2010 Ferrari 458 Italia[editar]

JC: "Esta é a Ferrari V8 de motor central mais recente, a 458 Italia. Bonita, não é? Nem dá pra dizer o mesmo sobre vários modelos deles nos últimos anos. A 430 tinha uma frente que parecia um idiota vesgo. Parecia que a 348 tinha batido em uma vitrine de venezianas. Mas esta aqui... é bonita. Mas ela não é só bonita. Esses estabilizadores pretos na grade frontal se flexionam sob a pressão do ar - quanto mais rápido você corre, mais eles se inclinam para melhorar a aerodinâmica. E não há entradas de ar estragando as laterais porque elas foram movidas para a parte de baixo do carro. Ela é linda e seu motor V8 de 4,5 litros e 562 HP lhe dará força suficiente para bater na sua nuca sem parar. Mas só isso não é suficiente. Algumas de suas antecessoras eram muito incompetentes e assustadoras, como uma cirurgia cerebral feita por um babuíno. Mas, na verdade, a 458 é melhor que isso. Muito melhor. De fato, ela é uma obra-prima, com controle rápido, pilotagem suave... e tem uma velocidade selvagem. Claro que ela não é perfeita. Por algum motivo, eles botaram um monte de botões no volante. As telas do painel são tão complicadas que só podem ser operadas pelo Bill Gates. E, pessoalmente, eu ainda prefiro a Mercedes SLS. Mas não posso negar que a Ferrari 458 é um carro excelente, e uma Ferrari de verdade."

Ver também[editar]

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