Eduardo Galeano

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Eduardo Galeano
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Eduardo Hughes Galeano (Montevideo, 3 de setembro de 1940 - 13 de Abril de 2015)[1], foi um escritor uruguaio.


Obras[editar]

Dias e Noites de Amor e de Guerra[editar]

  • "Vida cigana. As coisas me acompanham e vão embora. São minhas de noite, perco-as de dia. Não estou preso às coisas; elas não decidem nada".
  • "A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo".
  • "Tenho saudades de um país que ainda não existe no mapa."
  • "A realidade dá os cursos práticos, A TV se encarrega da teoria".

Nós dizemos Não[editar]

  • "A história passada está de pernas para cima porque a realidade anda de cabeça para baixo. E não apenas no sul da América: também no Norte. Quem, nos Estados Unidos, não conhece Theodore Roosevelt? Este herói nacional predicou a guerra, e a praticou contra os fracos: a guerra, proclamou Roosevelt, purifica a alma e melhora a raça. Portanto, recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Em compensação, quem conhece, nos Estados Unidos, Charles Drew? Não é que a história o tenha conhecido, simplesmente jamais o conheceu. No entanto, este cientista salvou muitas milhões de vidas humanas, desde que suas pesquisas tornaram possíveis a conservação a transfusão de plasma. Drew era diretor da Cruz Vermelha nos Estados Unidos. Em 1942, a Cruz Vermelha proibiu a transfusão de sangue de negros. Então Drew se demitiu. Drew era negro."

De pernas para o ar - a escola do mundo às avessas.[editar]

  • "Dia a dia nega-se às crianças o direito de ser criança. Os fatos, que zombam desse direito, ostentam seus ensinamentos na vida cotidiana. O mundo trata os meninos ricos como se fossem dinheiro, para que se acostumem a atuar como o dinheiro atua. O mundo trata os meninos pobres como se fossem lixo, para que se transformem em lixo. E os do meio, os que não são ricos nem pobres, conserva-os atados à mesa do televisor, para que aceitem, desde cedo, como destino, a vida prisioneira. Muita magia e muita sorte têm as crianças que conseguem ser crianças."

A pedra arde[editar]

  • "E, pela primeira vez, em tantos anos, o velho contou sua história. - Estes dentes não caíram sozinhos. Foram arrancados à força. Esta cicatriz que marca meu rosto não vem de um acidente. Os pulmões... a perna... Quebrei a perna quando escapei da prisão ao saltar um muro alto. Há outras marcas mais, que você não pode ver. Marcas visíveis no corpo e outras que ninguém pode ver."
- Fonte: A pedra arde, Edições Loyola, São Paulo, 1983.

O Livro dos Abraços[editar]

  • "Assovia o vento dentro de mim. Estou despido. Dono de nada, dono de ninguém, nem mesmo dono de minhas certezas, sou minha cara contra o vento, a contravento, e sou o vento que bate em minha cara."
- Fonte: O Livro dos Abraços, Edição L&PM, São Paulo, 1991.

Outras[editar]

  • "Um refúgio? Uma barriga? Um abrigo onde se esconder quando estiver se afogando na chuva, ou sendo quebrado pelo frio, ou sendo revirado pelo vento? Temos um esplêndido passado pela frente? Para os navegantes com desejo de vento, a memória é um ponto de partida".
- Eduardo Galeano in: As Palavras Andantes
- El democracímetro occidental expresa una cultura de la apariencia: el contrato de matrimonio importa más que el amor, el funeral más que el muerto, la ropa más que el cuerpo y la misa más que Dios.
- Entrevistas y artículos, 1962-1987 - Página 441, Eduardo H. Galeano - Ediciones del Chanchito, 1996, 459 páginas
  • "Temos guardado um silêncio bastante parecido com a estupidez..."
- Frase inicial do discurso de abertura na conferência de intelectuais no Chile durante o governo de Allende.
- Fonte: "Veias Abertas da América Latina"
- Esta frase "Temos guardado um silêncio bastante parecido com a estupidez..." não é de Galeano. Está incluída na proclamação da Junta Tuitiva de los Derechos del Pueblo, de 1809.
  • "O corpo não é uma máquina como nos diz a ciência. Nem uma culpa como nos fez crer a religião. O corpo é uma festa."
citação livre baseada em:
- La Iglesia dice: El cuerpo es una culpa. La ciencia dice. El cuerpo es una máquina. La publicidad dice: El cuerpo es un negocio. El cuerpo dice: Yo soy una fiesta
- Las palabras andantes‎ - Página 138, de Eduardo H. Galeano, José Borges - Publicado por Siglo Veintiuno de España Editores, 1993, ISBN 8432308145, 9788432308147 - 316 páginas
  • "A chuva que irriga os centros de poder imperialista afogas os vastos subúrbios do sistema. Do mesmo modo, e simetricamente, o bem-estar de nossas classes dominantes – dominantes para dentro, dominadas para fora – é a maldição de nossas multidões, condenadas a uma vida de bestas de carga."
- La lluvia que irriga a los centros del poder imperialista ahoga los vastos suburbios del sistema. Del mismo modo, y simétricamente, el bienestar de nuestras classes dominantes _ dominantes hacia dentro, dominadas desde fuera _ es la maldicion de nuestras multitudes condenadas a una vida de bestias de carga.
- Las venas abiertas de América Latina‎ - Página 17, de Eduardo Galeano - Publicado por Siglo XXI, 2006, ISBN 9682325579, 9789682325571 - 379 páginas
  • "A liberdade de eleição permite que você escolha o molho com o qual será devorado".
- La libertad de elección te permite elegir la salsa con que serás comido
- Las palabras andantes‎ - Página 61, de Eduardo Galeano, José Borges - Publicado por Siglo XXI, 1994, ISBN 9682319013, 9789682319013 - 328 páginas
  • "A liberdade de mercado permite que você aceite os preços que lhe são impostos".
- La libertad de mercado te permite aceptar los precios que te imponen
- Las palabras andantes‎ - Página 61, de Eduardo Galeano, José Borges - Publicado por Siglo XXI, 1994, ISBN 9682319013, 9789682319013 - 328 páginas
  • "A primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la."
- la primera condición para cambiar la realidad consiste en conocerla
- Las venas abiertas de América Latina‎ - Página 341, de Eduardo Galeano - Publicado por Siglo XXI, 2006, ISBN 9682325579, 9789682325571 - 379 páginas
  • "Somos o que fazemos, principalmente o que fazemos para mudar o que somos."
- Somos lo que hacemos, y sobre todo lo que hacemos para cambiar lo que somos
- Voces de nuestro tiempo‎ - Página 17, de Eduardo H. Galeano - Publicado por Editorial Universitaria Centroamericana, EDUCA, 1981, ISBN 8483602377, 9788483602379 - 180 páginas

Citando Fernando Birri explica utopia:

  • "A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar".
- Utopia [...] ella está en el horizonte. Me acerco dos pasos, ella se aleja dos pasos. Camino diez pasos y el horizonte se corre diez pasos más allá. Por mucho que yo camine, nunca la alcanzaré. Para que sirve la utopia? Para eso sirve: para caminar
- Fernando Birri citado por Eduardo Galeano in Las palabras andantes‎ - Página 310, de Eduardo Galeano, José Borges - Publicado por Siglo XXI, 1994, ISBN 9682319013, 9789682319013 - 328 páginas
  • "A televisão, essa última luz que te salva da solidão e da noite, é a realidade. Porque a vida é um espetáculo: para os que se comportem bem, o sistema promete uma boa poltrona".
- La televisión, esa última luz que te salva de la soledad y de la noche, es la realidad. Porque la vida es un espectáculo: a los que se portan bien, el sistema les promete un cómodo asiento.
- El libro de los abrazos - Página 137, Eduardo H. Galeano - Siglo XXI, 2006, ISBN 9682322693, 9789682322693 - 265 páginas
  • "A beleza é bela quando pode ser vendida. A justiça é justa quando pode ser comprada".
- La belleza es bella si se puede vender y la justicia es justa si se puede comprar.
- Buenas y malas noticias en el mundo, Carta a las Iglesias AÑO XXII, Nº 507-508, 1-31 de octubre de 2002
  • "O poder encolhe os ombros: quando este planeta deixar de ser rentável: mudo-me para outro".
- El poder se alza de hombros: cuando este planeta deje de ser rentable, me mudo a otro.
- Buenas y malas noticias en el mundo, Carta a las Iglesias AÑO XXII, Nº 507-508, 1-31 de octubre de 2002
  • "Um menino de três anos, chamado luca, comentou um dia desses: 'o mundo não sabe onde está sua casa'. Ele estava olhando o mapa. Não estava olhando o noticiário".
- Un niño de tres años, llamado Luca, comentó en estos días: El mundo no sabe dónde está su casa. El estaba mirando un mapa. Podía haber estado mirando un noticiero.
- El teatro del Bien y del Mal, Carta a las Iglesias, AÑO XXI, Nº 483, 1-15 de octubre de 2001
  • " O que são as pessoas de carne e osso? Para os mais notórios economistas, números. Para os mais poderosos banqueiros, devedores. Para os mais influentes tecnocratas, incômodos. E para os mais exitosos políticos, votos".
- “¿Qué son las personas de carne y hueso?” Y él mismo contesta: “Para los economistas más notorios, números. Para los banqueros más poderosos, deudores. Para los tecnócratas más eficientes, molestias. Y para los políticos más exitosos, votos”.
- citado em documento preparatório "Ideas Urbanas para Santo Domingo"

Referências