Nicolau Maquiavel

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Nicolau Maquiavel
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Nicolau Maquiavel, Niccolò Machiavelli em italiano, (Florença, 3 de maio de 1469 - 21 de junho de 1527), foi um filósofo e político italiano.


  • "Os homens em geral formam as suas opiniões guiando-se antes pela vista do que pelo tato; pois todos sabem ver, mas poucos sabem sentir."
- Maquiavel citado em Os clássicos da política - Volume 1 - Página 39, Francisco C. Weffort - Ática, 2000, ISBN 850803542X, 9788508035427, 287 páginas

Obras[editar]

O Príncipe (1513)[editar]

  • "O desejo de conquista é algo muito natural e comum; aqueles que obtêm êxito na conquista são sempre louvados, e jamais censurados; os que não têm condições de conquistar, mas querem fazê-lo a qualquer custo, cometem um erro que merece ser recriminado."

Capítulo III[editar]

  • "[...] é preciso tratar bem os homens ou então aniquilá-los. Eles se vingarão de pequenas injúrias, mas não poderão vingar-se de agressões graves; por isso, só podemos injuriar alguém se não temermos sua vingança." [1]

Capítulo XV[editar]

  • "De fato, o modo como vivemos é tão diferente daquele como deveríamos viver, que quem despreza o que se faz e se atém ao que deveria ser feito aprenderá a maneira de se arruinar, e não a defender-se. Quem quiser praticar sempre a bondade em tudo o que faz está fadado sofrer, entre tantos que não são bons." [1]
- "(...) o homem que queira em tudo agir como bom acabará arruinando-se em meio a tantos que não são bons. (...)"

Capítulo XVII[editar]

  • "Chegamos assim à questão de saber se é melhor ser amado do que temido. A resposta é que seria desejável ser ao mesmo tempo amado e temido, mas que, como tal combinação é difícil, é muito mais seguro ser temido, se for preciso optar." [1]
  • "Os homens tem menos escrúpulos em ofender quem se faz amar do quem se faz temer, pois o amor é mantido por vínculos de gratidão que se rompem quando deixam de ser necessários, já que os homens são egoístas; mas o temor é mantido pelo medo do castigo, que nunca falha." [1]
- "E os homens têm menos escrúpulo em ofender a alguém que se faça amar do que a quem se faça temer,..."
  • "Quando for preciso executar um cidadão, que haja uma justificativa e uma razão manifesta. E, principalmente, que o príncipe se abstenha de tomar os bens, pois os homens se esquecem mais facilmente da morte do pai do que da perda do patrimônio". [1]

Capítulo XVIII[editar]

  • "[...] os homens são tão pouco argutos, e se inclinam de tal modo às necessidades imediatas, que quem quiser enganá-los encontrará sempre quem se deixe enganar." [1]
  • ‎"Nada é mais necessário do que a aparência da religiosidade. De modo geral, os homens julgam mais com os olhos do que com o tato: todos podem ver, mas poucos são capazes de sentir." [1]
  • "Nas ações de todos os homens, especialmente nas dos príncipes, quando não há juiz a quem apelar, o que vale é o resultado final." [2]
- "Na conduta dos homens, especialmente dos príncipes, contra a qual não há recurso, os fins justificam os meios." [1]

Capítulo XXIII[editar]

  • "O príncipe prudente adotará, portanto, um terceiro caminho, escolhendo como conselheiros homens sábios, e dando-lhes inteira liberdade para falar a verdade, mas só quando interrogados, e apenas sobre o que lhes for perguntado. O príncipe solicitará seu parecer sobre tudo, deliberando depois sozinho, do seu próprio modo." [1]

Capítulo XXV[editar]

  • "[...], creio que se pode admitir que a sorte seja árbitra da metade dos nossos atos, mas que nos permite o controle sobre a outra metade, aproximadamente." [1]
  • "Acredito seguramente que é melhor ser impetuoso do que cauteloso, pois a sorte é uma mulher, sendo necessário, para dominá-la, empregar a força; pode-se ver que ela se deixa vencer pelos que ousam, e não pelos que agem friamente. Como mulher, é sempre amiga dos jovens - mais bravos, menos cuidadosos, prontos a dominá-la com maior audácia." [1]

Discursos Sobre a Primeira Década de Tito Lívio (1517)[editar]

  • "Com efeito, quando a necessidade não força não os homens a combater, a ambição põe-lhes as armas à mão, num frenesi indomável que nunca deixa-os, em qualquer grau a levantar-se".
- En effet, quand la nécessité ne force point les hommes à combattre, l'ambition leur met les armes à la main, indomtable frénésie qui ne les abandonne jamais, à quelque degré qu'il s'élevent.
- Réflexions sur la première décade de Tite-Live, Volume 1 - página 299, Niccolò Machiavelli, 1782
  • "Quando os homens não são forçados a lutar por necessidade, lutam por ambição."
- qualunque volta è tolto agli uomini il combattere per necessità, combattono per ambizione
- Discorsi sopra la prima Deca di Tito Livio, Livro 1, Capitulo 37

Atribuídas[editar]

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  • "Nada é mais difícil de executar, mais duvidoso de ter êxito ou mais perigoso de manejar do que dar início a uma nova ordem de coisas. O reformador tem inimigos em todos os que lucram com a velha ordem e apenas defensores tépidos nos que lucrariam com a nova ordem." [carece de fontes?]
  • "Nada faz o homem morrer tão contente quanto o recordar-se de que nunca ofendeu ninguém, mas, antes, beneficiou a todos." [carece de fontes?]
  • "Quem do prazer se priva e vive entre tormentos e fadigas, do mundo não conhece os enganos." [carece de fontes?]
  • "Todos os profetas armados venceram, e os desarmados foram destruídos." [carece de fontes?]
  • "Os preconceitos têm mais raízes do que os princípios." [carece de fontes?]
  • "A ambição é uma paixão tão imperiosa no coração humano, que, mesmo que galguemos as mais elevadas posições, nunca nos sentimos satisfeitos." [carece de fontes?]
  • "Todos vêem aquilo que pareces, poucos sentem o que és." [carece de fontes?]
  • "Onde a força de vontade é grande, as dificuldades não podem sê-lo." [carece de fontes?]
  • "Na medida em que o soberano legítimo tem menos necessidades de ofender seus súbditos, é natural que seja por estes mais querido; e, se não tem defeitos extraordinários que o tornem odiado, é perfeitamente natural que o povo lhe queira bem." [carece de fontes?]
  • "Nenhum indício melhor se pode ter a respeito de um homem do que a companhia que freqüenta: o que tem companheiros decentes e honestos adquire, merecidamente, bom nome, porque é impossível que não tenha alguma semelhança com eles." [carece de fontes?]
  • "Em política, os aliados de hoje são os inimigos de amanhã." [carece de fontes?]
  • "Assim, um príncipe sábio pensará em como manter todos os seus cidadãos, e em todas as circunstâncias, dependentes do Estado e dele; e aí eles serão sempre confiáveis." [carece de fontes?]

Bibliografia[editar]

[1] MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe [Il Principe]. São Paulo-SP: Editora Martin Claret, 2007 [1513-1516].

[2] MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. – São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2010 (1513).

Ver também[editar]