Jean-Jacques Rousseau

Origem: Wikiquote, a coletânea de citações livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Jean-Jacques Rousseau
Jean-Jacques Rousseau
Jean-Jacques Rousseau em outros projetos:

Jean-Jacques Rousseau, (Genebra, 28 de Junho de 1712 - Ermenonville, 2 de Julho de 1778); foi um escritor e filósofo suiço.


Obras[editar]

Do Contrato Social[editar]

  • "Advertência : Este pequeno tratado é tirado de uma obra mais extensa que outrora realizei sem ter medido minhas forças, e que abandonei há muito tempo. Dos vários fragmentos que se podia tirar do que fora feito, este é o mais importante e me pareceu o menos indígno de ser oferto ao público.O resto não existe mais”.
- avertissement: Ce petit traité est extrait d'un ouvrage plus étendu, entrepris autrefois sans avoir consulté mes forces, et abandonné depuis longtemps. Des divers morceaux qu'on pouvoit tire de ce qui étoit fait, celui-ci est le plus considérable, et m'a paru le moins indigne d'étre offert au public. Le reste n'est déjà plus.
- Contrat social ou principes du droit politique. précédé de discours, letre a d'alembert sur les spectacles. et suivi de considérations sur le gouvernement de polongne. Página 239 - Jean-Jacques Rousseau - 1772.
  • "Se há escravos por natureza, é porque os há contra a natureza; a força formou os primeiros, e a covardia os perpetuou."
- S'il y à donc des esclaves par nature, c'est parce qu'il y à eu des esclaves contre nature. La force a fait les premiers esclaves, leur làcheté les perpétués.
- Du contrat social, Páginas 8-9 - Jean-Jacques Rousseau - 1797.
  • "Como quer que seja, não se pode negar que Adão fosse soberano do mundo, como Robinson o foi de sua ilha, porque foi o único que a habitou: uma coisa era muito cômoda nesse império! O monarca, firme em seu trono, não temia rebeliões nem guerras ou conspiradores."
- Quoi qu’il en soit, on ne peut disconvenir qu’Adam. n’ait été souverain du monde, comme Robinson de son île, tant qu’il en fut le seul habitant, et ce qu’il y avait de commode dans cet empire était que le monarque, assuré sur son trône, n’avait à craindre ni rébellion, ni guerres, ni conspirateurs.
- Du contrat social - Página 9, Jean-Jacques Rousseau - 1797
  • "O mais forte não é suficientemente forte se não conseguir transformar a sua força em direito e a obediência em dever"
- Le plus fort n'est jamais assez fort pour être toujours le maître, s'il ne transforme sa force en droit, et l'obéissance en devoir.
- Du contrat social, Página 10 - Jean-Jacques Rousseau - 1797.
  • "Se houvesse um pov] de deuses, seria governado democraticamente, mas aos homens não convém tão perfeito governo."
- S'il y avait un peuple de Dieux, il se gouvernerait démocratiquement. Un Gouvernement si parfait ne convient pas à des hommes.
- Du contrat social - Páginas 160-1, Jean-Jacques Rousseau - 1797
  • “O princípio da vida política está na autoridade do soberano: o poder legislativo é o coração do Estado, o poder executivo o cérebro que dá movimento a todas as partes. O cérebro pode cair em paralisia, e o indivíduo continuar a viver. Um homem fica imbecil e vive; mas, apenas cessam as funções do coração, o animal expira.”
- Le principe de la vie politique est dans l'autorité souveraine. La puìssance legislative est le coeur de l'état, la puìssance exécutive est le cerveau, qui donne le mouvement à toutes les parties. Le cerveau peut tomber en paralysie et l'individu vivre encore.
- Du contrat social - Página 213, Jean-Jacques Rousseau - 1797
  • “Toda ação livre tem duas causas, que concorrem a produzi-la: uma moral, que é a vontade que determina o ato; a outra física, que é a potência que o executa.(...) Há no corpo político os mesmo motores; nele se distinguem também a força e a vontade; esta sob o nome de poder legislativo, aquela sob o de poder executivo”.
- Rousseau, Jean-Jacques: Do contrato Social, página 63
  • "Dinheiro semeia dinheiro e, o primeiro franco é, muitas vezes, mais difícil de ganhar que o segundo milhão.
- Money is the seed of money, and the first guinea is sometimes more difficult to acquire than the second million.
- The social contract: & Discourses - página 281, Jean-Jacques Rousseau - J.M. Dent & sons, ltd., 1920 - 287 páginas
- Maquiavel [...] en feignant de donner des leçons aux rois, il en a donné de grandes aux peuples.
- Du contrat social ou Principes du droit politique - página 93, Jean-Jacques Rousseau - 1762

"Origem da Desigualdade entre os Homens"[editar]

  • "O primeiro que tendo cercado um terreno se lembrou de dizer: 'Isto é meu!', e encontrou pessoas bastante simples para o acreditar, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não teria poupado ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou tapando os buracos, tivesse gritado aos seus semelhantes: 'Livrai-vos de escutar esse impostor; estareis perdido se esquecerdes que os frutos são de todos, e a terra de ninguém!'" [carece de fontes?]
  • "Enquanto os homens se contentaram com as suas cabanas rústicas, enquanto se limitaram a coser suas roupas de peles com espinhos ou arestas de pau, a se enfeitarem com plumas e conchas, a pintar o corpo de diversas cores, a aperfeiçoar ou embelezar os seus arcos e flechas, a talhar com pedras cortantes algumas canoas de pesca ou grosseiros instrumentos de música; em uma palavra, enquanto se aplicaram exclusivamente a obras que um só podia fazer, e a artes que não necessitavam o concurso de muitas mãos, viveram livres, sãos, bons e felizes, tanto quanto podiam ser pela sua natureza, e continuaram a gozar entre si das doçuras de uma convivência independente. Mas, desde o instante que um homem teve necessidade do socorro de outro; desde que perceberam que era útil a um só ter provisões para dois, a igualdade desapareceu, a propriedade se introduziu, o trabalho tornou-se necessário e as vastas florestas se transformaram em campos risonhos que foi preciso regar com o suor dos homens, e nos quais, em breve, se viram germinar a escravidão e a miséria, a crescer com as colheitas." [carece de fontes?]

Emile[editar]

  • "Toda a educação da mulher deve ser relacionada ao homem. Agradá-los, ser-lhes útil, fazer-se amada e honrada por eles, educá-los quando jovens, cuidá-los quando adultos, aconselhá-los, consolá-los, torna-lhes a vida útil e agradável - São esses os deveres das mulheres em todos os tempos e o que lhes deve ser ensinado desde a infância."
- Ainsi, toute l’éducation des femmes doit être relative aux hommes. Leur plaire, leur être utile, se faire aimer et honorer d’eux, les élever jeunes, les soigner grands, les conseiller, les consoler, leur rendre la vie agréable et douce : voilà les devoirs des femmes en tout temps, et ce qu’on doit leur apprendre dès l’enfance.
- Émile - Página 370, Jean-Jacques Rousseau - A. Belin, 1817
  • " Os animais que você come não são aqueles que devoram outros, você não come as bestas carnívoras, você as toma como padrão. Você só sente fome pelas criaturas doces e gentis que não ferem ninguém, que o seguem, o servem, e que são devoradas por você como recompensa de seus serviços."
- Les animaux que vous mangez ne sont pas ceux qui mangent le autres: vous ne les mangez pas ces animaux carnassiers, vous les imitez: vous n'avez faim que des bêtes innocentes et douces qui ne font de mal à personne, qui s'attachent à vous, qui vous servent, et que vous dèvorez pour prix de leurs services.
- Émile - Página 138, Jean-Jacques Rousseau - A. Belin, 1817
  • "De todos os animais, o homem é aquele a quem mais custa viver em rebanho."
- L'homme est de tous le animaux celui qui peut le moins vivre eu troupeaux.
- Émile - Página 32, Jean-Jacques Rousseau - A. Belin, 1817
  • "Quem enrubesce já é culpado; a verdadeira inocência não tem vergonha de nada."
- Quiconque rougit est déja coupable ; la vraie innocence n'a honte de rien.
- "Émile" in: Œuvres complettes de J. J. Rousseau, citoyen de Genève: Émile - Volume 8, Página 147, Jean-Jacques Rousseau - Chez Bélin, Caille, Grégoire, Volland, 1793
  • "Com 16 anos, o adolescente conhece o sofrimento porque já sofreu, porém mal sabe que outros seres sofrem também."
- À seize ans l'adolescent sait ce que c'est de souffrir ; car il a souffert lui-même ; mais à peine sait-il que d'autres êtres souffrent aussi
- Émile, ou, De l'éducation - Volume 2, Página 178, Jean-Jacques Rousseau - 1791
  • "O homem verdadeiramente livre apenas quer o que pode e faz o que lhe agrada."
- L'homme vraiment libre ne veut que ce qu'il peut , et fait ce qu'il lui plaît.
- Émile, ou, De l'éducation - Volume 1, Página 162, Jean-Jacques Rousseau - 1791
  • "Para conhecer os homens é preciso vê-los atuar."
- Pour connaître les hommes, il faut les voir agir.
- Émile, ou De l'éducation - Volume 2, Página 143, Jean-Jacques Rousseau - chez Madame veuve Perronneau, 1819
  • "Há no fundo das almas um princípio inato de justiça e de virtude, com o qual nós julgávamos as nossas ações e as dos outros como boas ou más; e é a este princípio que dou o nome de consciência."
- Il est donc au fond des âmes un principe inné de justice et de vertu, sur lequel, malgré nos propres maximes, nous jugeons nos actions et celles d'autrui comme bonnes ou mauvaises, et c'est à ce principe que je donne le nom de conscience.
- Émile: ou de l'education - Volume 2, Página 350, Jean-Jacques Rousseau - Bélin, 1792
- Toute méchanceté vient de faiblesse
- Émile, ou De l'éducation - Página 116, Jean-Jacques Rousseau - chez Madame veuve Perronneau, 1819
- Le monde réel a ses bornes, le monde imaginaire est infini
- Emile - Volume 1, Página 152, Jean-Jacques Rousseau - Poinçot, 1791
- Je suis esclave par mes vices et libre par mes remords.
- Émile; ou, De l'éducation - Volume 3, Página 45, Jean-Jacques Rousseau - Chez Crapart, Caille et Ravieu, 1802
  • "Rico ou pobre, todo preguiçoso é um cretino."
- Riche ou pauvre, puissant ou faible, tout citoyen oisif est un fripon
- Émile: ou de l'education - Volume 2, Página 91, Jean-Jacques Rousseau - Bélin, 1792
  • "O homem que mais tem vivido não é aquele que conta mais anos, mas, sim, aquele que mais tem sentido a vida."
- L'homme qui a le plus vécu n'est pas celui qui a compté le plus d'années, mais celui qui a le plus senti la vie.
- Émile, Ou De L'Éducation - Volume 1,Edição 1 - Página 9, Jean-Jacques Rousseau - 1762, 224 páginas

Les confessions[editar]

  • "A espada gasta a bainha, costuma dizer-se. Eis o que aconteceu comigo. As minhas paixões fizeram-me viver, e as minhas paixões mataram-me".
- L'épée use le foilrreau, dit-on quelquefois. Voilà mon histoire. Mes passions m'ont fait vivre, et mes passions m'ont tué.
- Les confessions - Página 228, Jean-Jacques Rousseau - 1782
  • "Bastará nunca sermos injustos para estarmos sempre inocentes?"
- Suffit-il de n' être jamais injuste pour être toujours innocent?
- Les confessions - Página 231, Jean-Jacques Rousseau - 1782
  • "É muito difícil pensar nobremente quando se pensa apenas em viver."
- Il est trop difficile de penser noblement quand on ne pense que pour vivre.
- Les confessions - Página 418, Jean-Jacques Rousseau - 1782

La nouvelle Héloïse[editar]

  • "A arte de interrogar é bem mais a arte dos mestres do que a dos discípulos; é preciso ter já aprendido muitas coisas para saber perguntar aquilo que se não sabe."
- L'art d'interroger n'est pas si facile qu'on pense. C'est bien plus l'art des maîtres que des disciples ; il faut avoir déjà beaucoup appris de choses pour savoir demander ce qu'on ne sait pas.
- La nouvelle Héloïse - Volume 4, Página 44, Jean-Jacques Rousseau - 1788
  • "A unidade de todas as coisas vivas existe neste mundo onde todo o mundo e todas as coisas buscam silenciosamente a Deus. Somente os ateus vêem um silêncio eterno."
- Hélas ! dit-elle avec attendrissement, le spectacle de la nature, si vivant, si animé pour nous, est mort aux yeux de l’infortuné Wolmar, et, dans cette grande harmonie des êtres où tout parle de Dieu d’une voix si douce, il n’aperçoit qu’un silence éternel
- literalmente, em vez da expressão ateus, diz Wolmar, personagem a quem se refere
- Lettre V à milord Edouard in: Julie ou la Nouvelle Héloïse, Cinquième partie (1761)
  • "As consolações indiscretas agravam as aflições violentas."
- Les consolations indiscretes ne font qu'aigrir les violentes afflictions.
- La nouvelle Héloïse - Volume 2, Página 127, Jean-Jacques Rousseau - Poinçot, 1788
  • "Sempre acreditei que o bem era apenas o belo posto em ação, que um dependia intimamente do outro, e que ambos tinham origem na natureza bem ordenada."
- J'ai toujours cru que le bon n'était que le beau mis en action , que l'un tenait intimement à l'autre , et qu'ils avaient tous deux une source commune dans la nature bien ordonnée.
- Oeuvres de J.J. Rousseau ...: La nouvelle Héloîse - Página 23, Jean-Jacques Rousseau - A. Belin, 1817
  • "A paciência é amarga, mas seu fruto é doce."
- La patience est amere, mais son fruit est doux
- La nouvelle Héloïse‎ - Tome Premier, Página 460, de Jean-Jacques Rousseau - 1788
  • "Saia da tua infância amigo, acorda!"
- Sors de l'enfance, ami, réveille-toi!
- La nouvelle Héloïse Página 481, de Jean-Jacques Rousseau - 1761
  • "Vosso filho nada deve obter porque pede, mas porque precisa, nem fazer nada por obediência, mas por necessidade"
- Fonte: Revista Nova Escola, 174, ago04

Lettres[editar]

  • "A espécie de felicidade de que preciso não é tanto a de fazer o que eu quero, mas a de não fazer o que eu não quero".
- En un mot, l'espèce de bonheur qu'il me faut n'est pas tant de faire ce que je veux, que de ne pas faire ce que je ne veux pas.
- Lettres - Volume 1, Página 238, Jean-Jacques Rousseau - Poinçot, 1793
  • "A fingida caridade do rico não passa, da sua parte, de mais um luxo; ele alimenta os pobres como cães e cavalos."
- La feinte charité du riche n'est en lui qu'un luxe de plus; il nourrit les pauvres comme des chiens et des chevaux.
- Lettres - Volume 3, Página 217, Jean-Jacques Rousseau - Poinçot, 1793

Outras obras[editar]

  • "A alma resiste muito mais facilmente às mais vivas dores do que à tristeza prolongada
- L'âme résiste bien plus aisément aux vives douleurs qu'à la tristesse prolongée.
- Les pensées de J.J. Rousseau, citoyen de Genéve - Página 314, Jean-Jacques Rousseau - 1763, 330 páginas
  • "A verdadeira felicidade não pode ser descrita, é sentida"
- Le vrai bonheur ne se décrit pas, il se sent
- Collection complète des oeuvres (avec deux suppléments) - Volume 10, Página 314, Jean-Jacques Rousseau, Paul Moultou, Pierre-Alexandre Du Peyrou - Soc. typographique puis Barde, 1782
  • "O homem de bem é um atleta a quem dá prazer lutar nu."
- L'homme de bien est un athlète qui se plaît à combattre nu
- Discours sur les sciences et les arts (1750)
  • "A compaixão é um sentimento natural que, ao moderar a violência do amor pelo próprio ego em cada indivíduo, contribui para a preservação de toda a espécie. É ela que nos impede a consolar imediatamente aqueles que estão sofrendo sem que tenhamos pensado sobre isso antes."
- Il est donc certain que la pitié est un sentiment naturel, qui, modérant dans chaque individu l'activité de l'amour de soi-même, concourt à la conservation mutuelle de toute l'espèce. C'est elle qui nous porte sans réflexion au secours de ceux que nous voyons souffrir
- Œuvres completes de J.J. Rousseau: Politique - Volume 7, Página 101, Jean-Jacques Rousseau, Achille-Guillaume Le ... - Poinçot, 1790

Atribuídas[editar]

  • "Felicidade: uma polpuda conta bancária, um bom cozinheiro e uma boa digestão."
- Le bonheur, c'est un bon compte en banque, une bonne cuisine et une bonne digestion
- citado em "Jeune Afrique" , Edições 2477-2485, página 120, Groupe Jeune Afrique - 2008
  • "O maior passo para o bem é não fazer o mal."
- Le premier pas vers le bien est de ne pas faire le mal.
- citado em "Dictionnaire de maximes; ou, Choix de maximes, pensées, sentences, réflexions et définitions, extraites des moralistes et des écrivains tant anciens que modernes" - Página 52, Joseph François Gabriel Hennequin - A.J. Kilian, 1828 - 520 páginas
  • "O Homem é bom por natureza".
- L'homme est bon par nature
- citado em "Défense de l'ordre social contre le carbonarisme moderne: avec un jugement sur M. de La Mennais considéré comme écrivain, et une dissertation sur le romantisme, Volumes 1-2" - Página 18, Pierre Denis Boyer - Le Clere, 1835 - 346 páginas