Miguel de Cervantes

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Miguel de Cervantes
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Miguel de Cervantes Saavedra de Alcala Henares (29 de setembro de 1547 - 23 de abril de 1616), foi um célebre poeta espanhol, autor do igualmente célebre romance satírico "El Ingenioso Don Quijote de la Mancha", o segundo livro mais lido pela humanidade depois da Bíblia.


- D. Quixote de la Mancha - Volume 3 - Página 132, Miguel de Cervantes Saavedra - Livraria Bertrand, 1959
  • "O ser humano se transforma de acordo com o que pensa. Somos frutos de nossas obras."
- El ser humano se transforma de acuerdo con lo que piensa. Somos fruto de nuestras obras
  • "Quem não sabe governar a si próprio, como saberá governar os outros?"
- el que no sabe gobernarse á sí ¿cómo sabrá gobernar á otros?
- Don Quijote de la Mancha‎ - Tomo II Página 257, de Miguel de Cervantes Saavedra - Publicado por Establecimiento tipografico de D.F. de P. Mellado, 1856 - 536 páginas
  • "Não há livro tão mau que não tenha alguma coisa de bom."
- No hay libro tan malo [...] que no tenga algo bueno
- El ingenioso Hidalgo Don Quijote de la Mancha‎ - Página 266, de Miguel de Cervantes Saavedra, Adolfo de Castro - Publicado por Imprenta y Liberia de Gaspar y Roig, 1864 - 540 páginas
  • "Este que aqui vedes de rosto aquilino, de cabelo castanho, testa lisa e descarregada, de alegres olhos e de nariz curvo, embora bem proporcionado; as barbas de prata, que não há vinte anos eram de ouro, os bigodes grandes, a boca pequena, os dentes nem miúdos nem graúdos, pois não tem mais do que seis, e estes malpostos e pior dispostos, porque não têm correspondência uns com os outros; o corpo entre dois extremos, nem grande, nem pequeno; a cor viva, mais branca do que morena, as costas algum tanto encurvadas e os pés não muito ligeiros; este digo que é o rosto do autor de A galatéia e de D. Quixote, e de quem fez a Viagem ao Parnaso, à imitação da de Cesare Carali Perusino, e outras obras que por aí andam desgarradas, e talvez sem o nome de seu dono. Chama-se comumente Miguel de Cervantes Saavedra. Foi soldado muitos anos e cinco e meio cativo, onde aprendeu a ter paciência nas adversidades. Perdeu a mão esquerda de uma arcabuzada na batalha naval de Lepanto, ferida que, embora pareça feia, ele a tem por formosa, por tê-la recebido na mais memorável e alta ocasião que viram os passados séculos e esperam ver os vindouros, militando sob as vencedoras bandeiras do filho do corisco de guerra, Carlo Quinto, de feliz memória."
- em Novelas exemplares, provavelmente um auto-retrato que é a imagem mais próxima da aparência que teria tido.
  • "As grandes paixões, aquelas que chegam de repente, sempre trazem consigo as suspeitas".
- las grandes venturas que vienen de improviso, siempre traen consigo alguna sospecha.
- Trabajos de Persiles y Sigismunda - Página 203, Miguel de Cervantes - 1802
  • "É o ciúme, turbador da tranqüila paz amorosa! Ele é punhal que mata a mais firme das esperanças!"
- O zelos turbadores de la sosegada paz amorosa! zelos, cuchillo de las mas firmes esperanzas !
- Los seis libros de Galatea - Volume 1, Página 290, Miguel de Cervantes Saavedra - por don Antonio de Sancha, se hallará en su librería, 1784 - 304 páginas
  • "Essa enfermidade a que os amantes chamam de ciúme, e a que melhor chamariam desespero raivoso, tem por componentes a inveja e o menosprezo. Quando tal enfermidade domina a alma enamorada, não existe ponderação que a sossegue, nem remédio que a possa curar".
- esta enfermedad que los amantes llaman celos, que la llamaran mejor desesperacion rabiosa, entran ála parte con ella la envidia y el menosprecio, y cuando una vez se apodera del alma enamorada, no hay consideracion que la sosiegue, ni remedio que la valga
- Trabajos de Persiles y Sigismunda - página 255, Miguel de Cervantes Saavedra, Librería de San Martín, Plus Ultra, 1859, 360 páginas
  • "O vinho que se bebe com medida jamais foi causa de dano algum".
- el vino que se bebe con medida jamás fue causa de daño alguno
- Novelas exemplares - Página 212, Miguel de Cervantes Saavedra - 1722

Atribuídas[editar]

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  • "A liberalidade é uma das mais agradáveis virtudes de quem ganha fama de a ter."
  • "A liberdade, Sancho, não é um pedaço de pão."
  • "A pobreza jamais foi desfeita com o ócio ou com a preguiça."
  • "A virtude é mais perseguida pelos maus do que amada pelos bons."
  • "Beneficiar vilões é deitar água no mar."
  • "Contra quem cala não há castigo nem respostas."
  • "Deixe seu filho caminhar por onde sua estrela o chama."
  • "É doce o amor da pátria."
  • "Elimine a causa que o efeito cessa."
  • "História, a êmula do tempo, depósito das ações, testemunho do passado, exemplo do presente, advertência do futuro."
  • "Não desejes e serás o homem mais rico do mundo."
  • "Não há regra sem exceção."
  • "Não há ressentimento que o tempo não faça esquecer, como não há dor que a morte não cure."
  • "O burro carregará seu fardo, mas não um fardo dobrado. Não conduza um animal livre para a morte."
  • "O ciúme olha com lentes de aumento, que fazem de pequenas, grandes cousas, transformam anões em gigantes e suspeitas em verdade."
  • "O hipócrita que parece querer ser homem de bem, não é tão execrável como o que tem vaidade dos seus êrros."
  • "O soldado melhor parece morto na luta do que livre na fuga."
  • "Os humildes são como a água que, quanto mais desce, mais alto podem subir"
  • "Quem é agradecido àqueles que lhe fazem bem, mostra que também o será a Deus, que tantos bens lhe fez."
  • "Quem perde seus bens, perde muito; quem perde um amigo, perde mais; mas quem perde a coragem, perde tudo."
  • "Sê breve em teus raciocínios, que a ninguém agrada ser longo".
  • "Sê pai das virtudes e padrasto dos vícios."
  • "Ser tirano não é ser, mas deixar de ser, e fazer que deixem de ser todos."

Veja também[editar]

  • Native House Museum of Miguel de Cervantes [1]