V for Vendetta (filme)

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V for Vendetta (V de Vingança) é um filme de 2006 estrelado por Natalie Portman e Hugo Weaving. É uma adaptação da graphic novel de Alan Moore, V for Vendetta, produzida pelos Irmãos Wachowski.



  • "Mas e quanto ao homem? Sei que seu nome era Guy Fawkes. Sei que, em 1605, ele tentou explodir o Parlamento. Mas quem era ele, realmente? Como ele era? Falam para nos lembrarmos da ideia, não do homem. Pois um homem pode fracassar. Ele pode ser preso, morto e esquecido. Mas, 400 anos depois uma ideia ainda pode mudar o mundo. Testemunhei em primeira mão a força das ideias. Vi gente matar em nome delas e morrer defendendo-as. Mas você não pode beijar uma ideia. Não pode tocá-la ou abraçá-la. Ideias não sangram. Ideias não sentem dor. Elas não amam. E não é de uma ideia que eu sinto falta. É de um homem. Um homem que me fez lembrar do 5 de novembro. Um homem que jamais esquecerei."
  • "É muito censurado, mas acontece frequentemente que, com aspecto de devoção e piedade, adoçamos o próprio demônio."
  • "Eu dedico esse concerto à senhora justiça, que há muito tempo tirou férias desse país, e em reconhecimento ao impostor que tomou o seu lugar."
  • "Lembrai, lembrai do cinco de novembro
    A pólvora, a traição e o ardil
    Por isso não vejo por que esquecer
    Uma traição de pólvora tão vil"
  • "Nosso dever é dar as notícias, fabricá-las é trabalho do governo."
  • "Os artistas usam a mentira para revelar a verdade, enquanto os políticos usam a mentira para escondê-la."
  • "Uma revolução sem dança, é uma revolução que não vale a pena."
  • "Suas bombas não matam nossa fome, mas alimentam nossa desgraça."
  • "O povo não deve temer seu Estado. O Estado deve temer seu povo."
  • "Não há certezas, apenas oportunidades."
  • "Não se deve contar com a minoria silenciosa, pois o silêncio é algo frágil. Um ruído alto... e está tudo acabado. O povo está amedrontado e desorganizado demais. Alguns tiveram a oportunidade de protestar, mas foram como vozes gritando no deserto. O barulho é relativo ao silêncio que o precede. Quanto mais absoluta a quietude, mais devastadoras as palmas."
  • "A violência pode ter bom uso."
  • "Toda vez que o mundo mudou foi para a pior."
  • "Roubar implica em posse, você não rouba o controle. Você meramente o retoma."
  • "O ódio me ensinou a comer, a dormir, a respirar. Construiu meu mundo. E era tudo o que eu tinha correndo pelas veias."
  • "Não existe coincidência, apenas a ilusão de uma coincidência."
  • "Eu faço tudo o que faz um homem, quem faz mais deixa de sê-lo."
  • "Pelo poder da verdade, eu, enquanto vivo, conquistei o universo." ("Vi Veri Veniversum Vivus Vici")
  • "O homem que se vangloria não tem seu mérito reconhecido."
  • "O País não precisa de um prédio, e sim de esperança."
  • "O que importa são as ações."
  • "Desculpe não ser uma pessoa mais forte."
  • "Final feliz como só o cinema pode fazer."
  • "Você usa a máscara tanto tempo que se esquece de quem você é."
  • "O medo se tornou a arma principal desse governo."
  • "Estamos presos ao modelo, somos parte dele."
  • "Estás temeroso de ser o mesmo em teu próprio ato e valor de que em teu desejo? Não terás o que mais estimas, o ornamento da vida, e viverás um covarde em tua própria estima, deixando "Eu não posso" ultrapassar "eu farei", como o pobre gato no adágio?... És um homem".
  • "E eis que visto minha vilania nua, sob velhos trapos roubados das escrituras sagradas. Pois me fiz de santo, quando na verdade, sou o diabo."
  • "Esconda-me e seja meu ajudante pois tal disfarce por acaso vai tomar a forma do meu propósito."
  • "Um homem pode morrer, lutar, falhar, até mesmo ser esquecido, mas sua ideia pode modificar o mundo mesmo tendo passado 400 anos."
  • "Ainda que nossa integridade valesse pouco, era tudo o que tínhamos"
  • "Existe um rosto por trás dessa máscara, mas não sou eu. Eu sou aquele rosto tanto quanto os músculos e ossos por baixo dele."
  • "A anarquia ostenta duas faces. A de destruidores e a de criadores. Os destruidores derrubam impérios, e com os destroços, os criadores erguem mundos melhores."
  • "Desdenhando a fortuna e a brandir sua espada fumegante em sua sanha sangrenta."
  • "Por baixo desta máscara não há só carne, por baixo desta máscara há uma ideia, Sr. Creedy, e ideias são à prova de balas."

Apresentação de V para Evey[editar]

V: Mas, nesta noite auspiciosa, permita que em lugar de uma alcunha corriqueira, eu sugira o caráter desta persona dramática:

Voilà! À sua vista um humilde veterano do vaudeville trajado com vestes de vítima e vilão pelas vicissitudes do destino. Este semblante não é um mero verniz de vaidade, é um vestígio de vox populi, agora vazia e esvaecida. Porém, esta valorosa visitação de uma vexação passada se encontra vivificada, e fez um voto de vencer os vermes, venais e virulentos, que se valem do vício e valorizam a violação violenta depravada e voraz da vontade… o único veredito é a vingança, a vendetta, tida como volitiva, não por vaidade, pois o valor e a veracidade de tal devem um dia vindicar o vigilante e o virtuoso… (risos) Verdade como esta vivida verborragia já se torna assaz verboso… permita-me que eu acrescente que é uma grande honra para mim conhecê-la, e a senhorita pode me chamar de "V".

Diálogos[editar]

Creedy: Você não vai chorar como ele, vai? Você não tem medo da morte. Você é como eu.
V: A única coisa que temos em comum, Sr. Creedy, é que ambos estamos prestes à morrer.
Creedy: (Risada) Como imagina que vai acontecer?
V: Com as minhas mãos no seu pescoço.
Creedy: Conversa... O que vai fazer? Rastreamos este local, você não tem nada, nada, só suas malditas facas e seus golpes idiotas de karatê. Nós temos armas!
V: Não, o que vocês têm são balas e a esperança de que quando elas esvaziarem eu não esteja mais de pé, porque se eu estiver... vão estar mortos antes de recarregar.
Creedy: É impossível. Matem-no!
(Todos descarregam suas armas em V)
V: Minha vez!
(V começa a matar a todos e só Sr. Creedy consegue recarregar a pistola e volta a atirar em V)
Creedy: Morra! Morra! Por que você não morre? Por que não morre?
V: Por baixo desta máscara não há só carne. Por baixo desta máscara há uma ideia, Sr. Creedy. E ideias são à prova de balas.
(V mata Creedy e volta para Evey)

Evey: Você quase me enlouqueceu.
V: É o preço da liberdade, Evey Hammond.

Evey: Quem é você?
V: Quem? Quem é só a forma que deve ter um porquê, e o que eu sou é um homem de máscara.
Evey: Isso eu já notei!
V: É claro que já. Não questionei seus poderes de observação, apenas enfatizei o paradoxo de perguntar a um mascarado quem ele é.

V: Este é meu presente para você, Evey. Tudo que eu tenho, minha casa, meus livros, a galeria, este trem. Eu deixo para você fazer o que quiser.
Evey: É outro truque, V?
V: Não. Chega de truques. Chega de mentiras. Só a verdade. E a verdade é que você me fez ver que estava errado, e a escolha de puxar esta alavanca não deve ser minha.
Evey: Por quê?
V: Porque este mundo, o mundo a que pertenço e ajudei a criar, termina esta noite. Amanhã, um mundo diferente vai surgir, e outras pessoas vão criá-lo. Essa escolha pertence à eles.

Evey: É assim que quer mudar o mundo? Explodindo prédios?
V: O prédio é um símbolo, assim como o ato de destruí-lo. O povo da poder aos símbolos. Sozinho um símbolo não tem significado, mas com bastante gente, explodir um prédio pode mudar o mundo!

Inspetor Finch: Quem era ele?
Evey: Ele era Edmont Dantès. Era meu pai, minha mãe, meu irmão, meu amigo. Ele era eu, era você, era todos nós.

Evey:Todo esse tumulto, essa gritaria, V... isso é anarquia? Isso é a terra do faça-o-que-quiser?
V: Não. Essa é a terra do tome-o-que-quiser. Anarquia significa sem líder, e não sem ordem. Com anarquia, vem uma era de Ordung, de verdadeira ordem, ou seja, ordem voluntária. Esta era de Ordung terá início quando o insano e incoerente ciclo de Verwirrung, que esses boletins revelam, tiver se exaurido. Isto que você vê não é Anarquia, Eve. Isto é caos.

A carta de Valerie[editar]

"Eu sei que não há como convencê-lo de que isto não é mais um truque deles, mas eu não ligo. Eu sou eu. Meu nome é Valerie. Acho que não vou viver por muito tempo e eu queria contar minha vida pra alguém. Esta é a única autobiografia que eu vou escrever e - Deus - eu estou escrevendo em papel higiênico.

Eu nasci em Nottingham, em 1985. Não me lembro muito bem da minha infância, mas eu me lembro da chuva. Minha avó tinha uma fazenda em Tottlebrook. Ela dizia que Deus estava na chuva. Eu passei pro segundo grau e fui fazer o normal. Foi na escola em que eu conheci minha primeira namorada. O nome dela era Sarah. As mãos dela me atraíram. Eram lindas. Pensei que nos amaríamos para sempre. Me lembro do professor falando que era uma fase da adolescência e as pessoas superavam. A Sarah superou. Eu não superei.
Em 2002, me apaixonei por uma garota chamada Christina. Naquele ano, me abri com os meus pais. Não teria conseguido se a Chris não segurasse minha mão. Meu pai nem olhou para mim. Ele me pediu para sair e nunca mais voltar. Minha mãe não me disse nada. Eu só disse a eles a verdade. Será que foi muito egoísmo? Nossa integridade é vendida por tão pouco, porém ela é o que temos. Ela é o nosso último pedacinho, mas nele, nós somos livres.
Eu sempre soube o que queria fazer da minha vida, e em 2015 estrelei meu primeiro filme, Dunas de Sal. Foi o papel mais importante da minha vida, não por causa da minha carreira, mas porque foi lá que conheci a Ruth. Na primeira vez em que nos beijamos, eu soube que nunca mais iria querer beijar outros lábios que não os dela.
Nós nos mudamos para um pequeno apartamento em Londres. Ela plantava rosas Scarlet Carson na jardineira da janela e o apartamento sempre tinha cheiro de rosas. Aqueles foram os melhores anos da minha vida.
Mas a guerra americana piorava a cada dia e com o tempo chegou a Londres. Depois disso não houve mais rosas... para ninguém. Eu me lembro de quando o significado das palavras começou a mudar. Palavras incomuns como "colateral" e "rendição" ficaram assustadoras, enquanto outras como "Chama Nórdica" e "Artigos da lealdade" ficaram poderosas.
Eu me lembro de como diferente virou perigoso. Eu ainda não compreendo por que nos odeiam tanto. Levaram a Ruth quando ela foi comprar comida. Eu nunca chorei tanto na minha vida...
Não demorou para virem atrás de mim. Parece estranho que minha vida termine nesse lugar horrível. Mas por três anos houve rosas. E eu não tive que prestar contas a ninguém.
Eu vou morrer aqui. Cada pedacinho de mim vai morrer, exceto um: a integridade. Ela é pequena e frágil. E é a única coisa no mundo que ainda vale a pena se ter. Jamais devemos perdê-la, vendê-la e entregá-la, nunca devemos deixar que a tirem de nós.
Eu espero que, seja quem for, escape deste lugar. Espero que o mundo mude, que a situação melhore. Mas o que mais quero é que você entenda o que estou dizendo quando falo que, apesar de eu não conhecer você, apesar de talvez nunca me encontrar com você, rir com você, chorar com você ou beijar você. Eu te amo, de todo o meu coração, eu te amo.
- Valerie"

Discurso de V de Vingança[editar]

"Boa noite, Londres. Permitam que eu peça desculpas pela interrupção. Eu, como muitos de vocês, aprecio o conforto da rotina diária, a segurança familiar, a tranquilidade da repetição. Eu gosto delas como qualquer outro. Mas no espírito da comemoração, onde importantes eventos do passado, geralmente associados à morte de alguém, ou ao final de uma guerra sangrenta, são comemorados com um belo feriado, eu pensei em marcar este 5 de novembro, um dia que, infelizmente, não é mais lembrado, tomando um pouco do tempo de suas vidas diárias para sentar e conversar.

Existem, é claro, aqueles que não querem que falemos. Desconfio que ordens estejam sendo gritadas e homens com armas já se ponham a caminho. Por quê? Porque enquanto a violência for usada no lugar do diálogo, palavras sempre terão seu poder. Palavras oferecem um meio pro significado, e para aqueles que escutam, a enunciação da verdade. E a verdade é que existe uma situação totalmente errada neste país. Não existe?

Crueldade e injustiça. Intolerância e opressão. Onde um dia houve o direito de discordar, de pensar e falar como se desejasse, agora temos censores e sistemas de vigilância forçando-nos a nos conformar e solicitando nossa submissão. De quem é a culpa? Com certeza existem aqueles que são mais responsáveis do que outros, e eles vão ter que prestar contas. Mas, verdade seja dita, se procuram os culpados, só precisam se olhar no espelho. Eu sei por que fizeram, eu sei que têm medo, quem não teria? Guerra, terror, doenças, havia uma miríade de problemas que conspiraram para corromper a razão de vocês e tirar de vocês o bom senso. O medo guiou suas ações, e em seu pânico vocês confiaram no Alto Chanceler Adam Sutler.

Ele lhes prometeu ordem. Ele lhes prometeu paz. E tudo o que ele exigiu em troca foi consentimento silencioso e obediente. Ontem à noite eu tentei romper este silêncio. Ontem à noite eu destruí o Old Bailey para fazer este país lembrar de tudo o que ele se esqueceu. Há mais de 400 anos, um grande cidadão desejou marcar o 5 de novembro em nossas memórias. Ele quis lembrar ao mundo que igualdade, justiça e liberdade são mais do que palavras, são perspectivas.

Se vocês não vêm nada; se os crimes deste governo ainda lhe são desconhecidos, eu sugiro que deixem o 5 de novembro passar em branco. Mas se vocês veem o que eu vejo; se sentem o que eu sinto e se buscam o que eu busco, então peço que fiquem junto a mim, daqui a um ano, no lado de fora do parlamento, e juntos, daremos a eles um 5 de novembro que nunca se esquecerão!"

Testemunho de V para o Inspetor Finch[editar]

Nossa história começa como a maioria das histórias, com um jovem político de ascenção rápida. Ele é muito religioso, e membro de um partido conservador. Ele é muito obstinado, e não tem o menor respeito pelo processo político. Quanto mais poder obtem, mais óbvia fica a beatisse dele, e mais agressivos se tornam os que o apoiam.

No tempo certo, o Partido lança um projeto especial em nome da segurança da nação. No começo, pensam que é uma pesquisa de armas biológicas que devem ser obtidas à qualquer custo. Porém, o objetivo deste projeto é poder, dominação hegemônica, completa e total. Só que o projeto acaba violentamente. Mas os esforços desenvolvidos não foram em vão, pois uma nova habilidade de fazer guerra nasce do sangue de uma das vítimas. Imagine um vírus, o vírus mais terrível que puder, e depois imagine que só você tem a cura...

Mas se o seu objetivo final é poder, qual a melhor forma de usar uma arma? É neste ponto da história que vem uma aranhazinha... Ele é um homem aparentemente sem consciência, para quem os fins sempre justificam os meios. É ele quem sugere que o alvo não deve ser um inimigo do país, mas sim o próprio país. Os alvos são escolhidos para potencializar o efeito do ataque: uma escola, uma estação de metrô e uma estação de tratamento de água. Várias centenas morrem em apenas algumas semanas.

Incentivados pela mídia, medo e pânico se espalham rapidamente, rachando e dividindo o país, até que, em fim, o verdadeiro objetivo vem à tona. Antes da crise do St. Mary, ninguém poderia prever o resultado das eleições daquele ano. Ninguém.

E então, não muito depois das eleições: ora, vejam só, um milagre. Alguns acreditaram que era obra do próprio Deus, mas foi de uma companhia farmacêutica, controlada por certos membros do Partido, que os deixou podres de ricos.

Um ano depois, vários extremistas foram julgados, condenados e executados, enquanto um memorial era construído para canonizar as vítimas. Mas o resultado final, a genialidade do plano era o medo, o medo se tornou a ferramenta suprema deste governo, e através dele, nosso político ascendeu ao cargo recém-criado de Alto Chanceler. O resto, como dizem, é história...

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