Teoria literária

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A teoria literária é uma reflexão sobre as tendências do pensamento utilizando-se de contribuições da filosofia, história, sociologia, antropologia, psicanálise, dentre outras.



  • Críticos literários como Lionel Trilling... exigem que nossos romances iluminem as maneiras e as morais da sociedade dominante. O Professor Trilling está certo, porque senão o que eles usam para nós? Mas ele está errado, porque não vê que o ônus da prova não é sobre o artista, mas sobre a nossa sociedade. Se essa crítica conveniente à vida predominante não chegar a ser escrita, é provável que a sociedade prevalecente não seja suficientemente inspiradora; Sua humanidade não é grande o suficiente, não tem futuro suficiente, para valer a pena do romancista.
- Literary critics like Lionel Trilling ... demand that our novels illuminate the manners and morals of prevailing society. Professor Trilling is right, because otherwise what use are they for us? But he is wrong-headed, because he does not see that the burden of proof is not on the artist but on our society. If such convenient criticism of prevalent life does not get to be written, it is likely that the prevailing society is not inspiring enough; its humanity is not great enough, it does not have enough future, to be worth the novelist’s trouble.
- Paul Goodman, Growing up Absurd (1956), p. 214
  • As origens intelectuais da teoria literária na Europa foram, eu acho que é preciso dizer, insurrecionais. A universidade tradicional, a hegemonia do determinismo e do positivismo, a reificação do "humanismo" burguês ideológico, as rígidas barreiras entre as especialidades acadêmicas: foram respostas poderosas a todos esses que ligaram progenitores tão influentes do teórico literário de hoje como Saussure, Lukács, Bataille, Lévi-Strauss, Freud, Nietzsche e Marx. A Teoria propôs-se como uma síntese que superava os pequenos feudos dentro do mundo da produção intelectual e era evidente que se esperava que todos os domínios da atividade humana pudessem ser vistos e vividos como uma unidade. ...
A teoria literária, seja da esquerda ou da direita, voltou as costas a essas coisas. Isso pode ser considerado, penso eu, o triunfo da ética do profissionalismo. Mas não é por acaso que o surgimento de tão estreitamente definida uma filosofia de pura textualidade e não-interferência crítica coincidiu com a ascendência do reaganismo.
- The intellectual origins of literary theory in Europe were, I think it is accurate to say, insurrectionary. The traditional university, the hegemony of determinism and positivism, the reification of ideological bourgeois “humanism,” the rigid barriers between academic specialties: it was powerful responses to all these that linked together such influential progenitors of today’s literary theorist as Saussure, Lukács, Bataille, Lévi-Strauss, Freud, Nietzsche, and Marx. Theory proposed itself as a synthesis overriding the petty fiefdoms within the world of intellectual production, and it was manifestly to be hoped as a result that all the domains of human activity could be seen, and lived, as a unity. ...
Literary theory, whether of the Left or the Right, has turned its back on these things. This can be considered, I think, the triumph of the ethic of professionalism. But it is no accident that the emergence of so narrowly defined a philosophy of pure textuality and critical noninterference has coincided with the ascendancy of Reaganism.
- Edward Said, The World, the Text, and the Critic (1983), pp. 3-4



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