Ovídio

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Públio Ovídio Naso, em latim: Publius Ovidius Naso, mais conhecido simplesmente por Ovídio, (43 a.C. - 18 d.C.), foi um poeta romano fundamentalmente de poesia elegíaca (como em Heroídes, Amores e Arte de amar), tendo algumas de suas obras porém, consideradas mistos de elegia com poesia épica e lírica (como em Metamorfoses, sua obra prima).



  • "Aqui jaz Nasão, cantor de suaves amores, que pereceu por causa do próprio engenho."
- Fonte: [Epitáfio de Ovídio]
  • "Enquanto fores feliz contarás muitos amigos; quando o tempo se tornar nublado estarás só."
- donec eris sospes, multos numerabis amicos: tempora si fuerint nubila, solus eris.
- First Book of Ovid's Tristia (1821), Página 114 (Tristia, I, IX, 5-6.).
- Medio tutissimus ibis.
- Fonte: Metamorphoses, II, 137.; Veja obra completa no
  • "A boa consciência ri-se das mentiras da fama."
- Conscia mens recti famae mendacia risit.
- Ovid: Selections for the Use of Schools (1868), Página 58, (Fasti. IV. 179. 107.).
A boa consciência ri-se das mentiras da fama.
  • "A todas as histórias o meu amor é capaz de adaptar-se. Uma idade jovem seduz-me, uma idade madura toca-me; aquela por ter mais beleza de corpo, esta por possuir sabedoria. Enfim, as mulheres que podem se apreciar em toda a cidade de Roma, a todas elas pode o meu amor abranger."
-Omnibus historiis se meus aptat amor. Me nova sollicitat, me tangit serior aetas. Haec melior specie corporis, illa sapit. Denique quas tota quisquam probet Urbe puellas, Noster in has omnis ambitiosus amor.
- Amores & Arte de amar (2011), Ovídio, página 168, (Amores, 2.4.44-9); tradução: Carlos Ascenso André.
- Estes versos foram provavelmente baseados em Propércio, Elegias, 2.22.35-38.[1]
  • "Aconteça oque acontecer, a facilidade faz-me mal; do que me persegue eu fujo; o que me foge, isso eu persigo."
-Quilibet eveniat, nocet indulgentia nobis; Quod sequitur, fugio; quod fugit, ipse sequor.
- Amores & Arte de amar (2011), Ovídio, página 168, (Amores, 2.19.35-6); tradução: Carlos Ascenso André.


  • "Se faltam forças, o desejo inda é louvável"
-Vt desint uires, tamen est laudanda uoluntas
- Ovídio. Epistulae ex Ponto. 3.4.79; tradução de Guilherme Gontijo Flores.[2]
- A provável influência de Ovídio para estes versos é Propércio, que disse coisa parecida em Elegias, 2.10.5: "Quod si deficiant uires, audacia certe laus erit." ("Pois se faltarem forças, a audácia merece louvor.").[2]
  • "E amanhã não seremos o que fomos / nem o que somos."
- Nec quod fuimusve sumusve, cras erimus.

(Metamorphoses, XV, 215)

Atribuídas[editar]

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  • "Ah, que maldade introduzir carne em nossa própria carne, engordar nossos corpos glutões empanzinando-nos com outros corpos, alimentar uma criatura viva com a morte de outra! No meio de tanta riqueza como a terra, a melhor das mães, provê, nada, na verdade, te satisfaz, a não ser o comportar-se como os ciclopes, que infligem dolorosos ferimentos com seus dentes cruéis!".
  • "É leve a carga que levamos com prazer."
  • "Não se deseja aquilo que não se conhece."
  • "O bom texto não é escrito, é reescrito."
  • "Vossa lei é o amor."
  • " Se curvares cuidadosamente um galho de árvore, vergar-se-á, mas parti-lo-ás se empregares todas as tuas forças."
  • "(...)É preciso tirar proveito da idade; escapa-nos rapidamente e, por muito feliz que seja, nunca é como a anterior. (...) Colhei, pois, a flor, porque, se não o fizerdes, fanar-se-á e acaberá por cair."
  • "A arte não faz mais que imitar o acaso."

Referências

  1. Sexto Propércio. Elegias de Sexto Propércio; organização, introdução, tradução e notas: Guilherme Gontijo Flores. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2014. página 367. Nota referente a elegia 2.22.
  2. 2,0 2,1 Sexto Propércio. Elegias de Sexto Propércio; organização, introdução, tradução e notas: Guilherme Gontijo Flores. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2014. página 356. Nota referente a elegia 2.10.5-6.