Gabriel Matzneff

Origem: Wikiquote, a coletânea de citações livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Gabriel Matzneff
Gabriel Matzneff em outros projetos:

Gabriel Matzneff (Neuilly-sur-Seine, França, 12 de agosto de 1936) é um escritor francês de romances, ensaios, narrativa e poesia. Os temas recorrentes das suas obras são o deboche, a pedofilia, a religiosa, o dandismo e as ideias políticas.



Les Moins de seize ans[editar]

  • Esse gosto pelos garotos jovems, é homossexualidade? Stricto sensu, sim é: um garoto de treze anos é do mesmo sexo que eu, portanto fazendo amor com ele eu efetuo um ato homossexual. Todavia, se homos significa semelhante em grego, é claro que esse garoto e eu não somos semelhantes.[1]
    • Ce goût des jeunes garçons, est-ce de l’homosexualité ? Stricto sensu, oui : un garçon de treize ans est du même sexe que moi, donc en couchant avec lui j’accomplis un acte homosexuel. Pourtant, si homos signifie semblable en grec, il est clair que ce gosse et moi, nous ne sommes pas semblables.


  • A casta adulta, uma casta, como na Índia. E as crianças são os intocáveis.[2]
    • La caste adulte, une caste, comme en Inde. Et les gosses, ce sont les intouchables.


  • Os muito jovems são tentadores. Eles também são tentados. Eu nunca arranquei nem através do engano nem da força o mínimo beijo, a mínima carícia.[3]
    • Les très jeunes sont tentants. Ils sont aussi tentés. Je n’ai jamais arraché ni par la ruse ni par la force le moindre baiser, la moindre caresse.


  • Fazer amor com um/uma menino/menina é uma experiência hierofânica, uma prova batismal, uma aventura sagrada.[4]
    • Coucher avec un/une enfant, c’est une expérience hiérophanique, une épreuve baptismale, une aventure sacrée.


Les passions schismatiques[editar]

  • O importante não é ser um intelectual, mas um espiritual e um sensual. A chama de um círio, o calor de um corpo adolescente, isso é o que faz a vida apaixonante. As idéias, os conceitos, são muito secundários.[5]
    • L’important n’est pas d’être un intellectuel, mais d’être un spirituel et un sensuel. La flamme d’un cierge, la chaleur d’un corps adolescent, voilà ce qui rend la vie passionnante. Les idées, les concepts, c’est très secondaire.


  • Mulheres são feitas assim e devemos aceitá-las como são ou resolver-nos a amar somente os garotos.[6]
    • Les femmes sont ainsi faites, et nous devons soit les accepter telles qu’elles sont, soit nous résoudre à ne plus aimer que les garçons.


  • A minha pátria profunda é o exílio.[7]
    • Ma patrie profonde est l’exil.


  • Adversários da filopedia falam facilmente do «trauma» que provoca no adolescente uma relação sexual com um adulto. A essa feia palavra da linguagem médica eu prefiro a de comoção. Reconheço-o, sim, descobrir as expressões do amor nos braços de um(a) adulto/a pode ser uma comoção quando se tem doze ou catorze anos. Mas por que dar a essa bela palavra um sentido pejorativo, negativo? Todo acontecimento principal da vida de um ser é uma comoção.[8]
    • Les adversaires de la philopédie parlent volontiers du « traumatisme » que provoque chez l’adolescent une relation sexuelle avec un adulte. À ce vilain mot de la langue médicale, je préfère celui de bouleversement. Oui, je le reconnais, découvrir les gestes de l’amour entre les bras d’un(e) aîné(e) peut être, lorsqu’on a douze ou quatorze ans, un bouleversement. Mais pourquoi donner à ce mot magnifique un sens péjoratif, négatif ? Tout événement majeur de la vie d’un être est un bouleversement.


  • Aqueles que vivem de maneira diferente, o herege, o boêmio, o artista, foram sempre mal aceitados pela massa: isso não é novo. Mas hoje, quando o planeta se aperta e se uniformiza, a singularidade se tornou um crime e uma proeza.[9]
    • Ceux qui vivent différemment, l’hérétique, le bohémien, l’artiste, ont de tous temps été mal acceptés par la masse : cela n’est pas nouveau. Mais aujourd’hui, où la planète se rétrécit, et s’uniformise, la singularité est devenue un crime, et un exploit.

Maîtres et complices, 1994[editar]

  • "Conte com um filósofo caluniado, citações de um poeta esquecido, para elogiar um teólogo que ninguém sabe o nome e publicar nos sentindo em comunhão com eles, passar a tocha, operar uma ressurreição."
- S'appuyer sur un philosophe décrié, citer un poète tombé dans l'oubli, faire l'éloge d'un théologien dont personne ne sait le nom, c'est publier qu'on se sent en communion avec eux, transmettre la flamme, opérer une résurrection.
- Maîtres et complices, Gabriel Matzneff, éd. La Table ronde, 1999 (ISBN 2-7103-0897-5), p. 13
  • "Os adolescentes, vivemos em parte por procuração, através de autores que amamos e que nos identificamos. Adultos, às vezes temos a impressão de que os livros que uma vez não deixou a nossa mesa de cabeceira que são mais necessários, que nos esquecemos deles e voar por conta própria; imitar esse monge que, depois de vinte anos de entrar de dia e noite lendo, subiu uma manhã, distribuiu todos os livros que possuía, e fugiu para o deserto."
- Adolescents, nous vivons en partie par procuration, à travers les auteurs que nous aimons et auxquels nous nous identifions. Adultes, nous avons parfois l'impression que les livres qui jadis ne quittaient pas notre table de chevet ne nous sont plus nécessaires ; que nous devons les oublier et voler de nos propres ailes ; imiter ce moine qui, après avoir passé vingt ans à s'adonner nuit et jour à la lecture, se leva un matin, distribua tous les livres qu'il possédait, et s'enfuit au désert.
- Maîtres et complices, Gabriel Matzneff, éd. La Table ronde, 1999 (ISBN 2-7103-0897-5), p. 14

Referências

  1. Matzneff, Gabriel, Les Moins de seize ans, Paris, Julliard, 1974, p. 22
  2. Op.cit., p. 32
  3. Op.cit., p. 44
  4. Op.cit., p. 75
  5. Matzneff, Gabriel, Les passions schismatiques, Paris, Stock, 1977, p. 39
  6. Op.cit., p. 58
  7. Op.cit., p. 109
  8. Op.cit., p. 149
  9. Op.cit., p. 156