Byung-Chul Yan

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Byung-Chul Han (Coreia, 1959) Fixou-se na Alemanha onde estudou Filosofia, na Universidade de Friburgo, e Literatura Alemã e Teologia na Universidade de Munique. Em 1994, doutorou-se em Friburgo com uma tese sobre Martin Heidegger. É professor de Filosofia e Estudos Culturais na Universidade de Berlim e autor de uma dezena de ensaios sobre a sociedade e o ser humano. O filósofo coreano, em 2017, escreveu PSICOPOLÍTICA: o neoliberalismo e as novas técnicas de poder, livro que caracteriza a sociedade explorada pelo neoliberalismo numa visão que se contrapõe ao regime panóptico da biopolítica trabalhada em Foucault no livro: História da Sexualidade, tomo I.



  • "Cada época possui suas enfermidades fundamentais. Desse modo. temos uma época bacteriológica, que chegou ao seu fim com a descoberta dos antibióticos. Apesar do medo imenso que temos hoje de uma pandemia gripal, não vivemos numa época viral. Graças à técnica imunológica, já deixamos para trás essa época. Visto a partir da perspectiva patológica, o começo do século XXI não é definido como bacteriológico nem viral, mas neuronal. Doenças neuronais como a depressão, transtorno de déficit de atenção com síndrome de hiperatividade (Tdah), Transtorno de personalidade limítrofe (TPL) ou a Síndrome de Burnout (SB) determinam a paisagem patológica do começo do século XXI."
- Fonte: Livro Sociedade do Cansaço, publicado pela Editora Vozes, com tradução de Enio Paulo Gianchini, em 2015, pág. 7-8.
  • "A sociedade disciplinar de Foucault, feita de hospitais, asilos, presídios, quartéis e fábricas, não é mais a sociedade de hoje. Em seu lugar, há muito tempo, entrou uma outra sociedade, a saber, uma sociedade de academias de fitness, prédios de escritórios, bancos, aeroportos, shopping centers e laboratórios de genética. A sociedade do século XXI não é mais a sociedade disciplinar, mas uma sociedade de desempenho. Também seus habitantes não se chamam mais "sujeitos da obediência", mas sujeitos de desempenho e produção. São empresários de si mesmos. Nesse sentido, aqueles muros das instituições disciplinares, que delimitam os espaços entre o normal e o anormal, se tornaram arcaicos. A analítica do poder de Foucault não pode descrever as modificações psíquicas e topológicas que se realizaram com a mudança da sociedade disciplinar para a sociedade do desempenho. Também aquele conceito da "sociedade de controle" não dá mais conta de explicar aquela mudança. Ele contém sempre ainda muita negatividade."
- Fonte: Livro Sociedade do Cansaço, publicado pela Editora Vozes, com tradução de Enio Paulo Gianchini, em 2015, pág. 23-24.