Émile Henry

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Émile Henry (1872 - 21 de maio de 1894) foi um anarquista espano-francês responsável por dois atentados a bomba, o mais notório destes no Café do Hotel Terminus, na Gare Saint-Lazere parisiense onde morreu uma pessoa e ficaram feridas outras vinte.



  • "Camaradas, Coragem! Longa Vida a Anarquia!"
- Ao receber sua sentença, no momento em que estava sendo retirado do tribunal
  • "Me tornei um anarquista apenas recentemente. Não o era até a metade de 1891 quando me lancei no movimento revolucionário. Antes, eu vivi nos meios sociais que estavam permeados com a moralidade vigente. Eu me acostumei a respeitar e mesmo compartilhar dos princípios de nação, família, autoridade e propriedade.
Mas aqueles que estão educando a geração atual, quase todos se esqueceram uma coisa - que a vida é indiscreta com suas lutas e conglitos, suas injustiças e desigualdades, vejo que é assim que a venda é removida dos olhos do ignorante, e dessa forma eles se abrem para a realidade. Que é o meu caso, assim como os de todos os demais. A mim, me foi dito que essa vida era fácil e amplamente aberta às pessoas inteligentes, e a experiência me mostrou que só os cínicos e os lacaios podem conseguir um bom assento no banquete.
Foi me dito que as instituições desta sociedade eram fundadas na justiça e na igualdade, e ao meu redor só consigo ver nada além de mentiras e traições. Além disso, todos os dias busquei corrigir as concepções erradas de alguém. Em todos os lugares em que estive, fui testemunha da mesma dor a ser somada, os mesmos deleites sobre os outros. Não demorou muito para que eu percebesse que estas mesmas grandes palavras que eu fui criado para venerar: honra, devoção, dever eram meramente uma máscara escondendo a mais vergonhosa torpitude.
O dono da fábrica acumula uma enorme fortura sobre o trabalho de seus empregados que tudo lhes falta, e este é considerado um cavalheiro honrado. O deputado, o o ministro cujas mãos estão sempre disponíveis para os subornos encontram-se empenhados com o bem público. O policial testando seu novo modelo de rifle em uma criança de sete anos cumpriu bem o seu dever, e no parlamento aberto o primeiro ministro ofereceu-lhe seus agradecimentos. Tudo que eu pude ver revirou o meu estômago e a minha mente rapidamente em muitas críticas da organização social. O critica foi dita por mim muitas vezes para que precisar ensaiá-la. Basta dizer que me tornei um inimigo de uma sociedade que eu considero ser criminosa.
Momentaneamente atraído pelo socialismo, não perdi tempo ao me distanciar daquele partido. Meu amor pela liberdade era grande demais, meu apreço pela iniciativa individual era enorme, bem como o meu repúdio àqueles que vivem agarrados ao bico da pena, alistados no exército do quarto estado. Também vi que, essencialmente, o socialismo não muda quase nada a ordem estabelecida. Ele retém o princípio autoritário, e esse princípio, a despeito de se dizerem livres-pensadores, não é nada além de uma relíquia ancestral da crença em um poder superior.
(...) na guerra impiedosa que declaramos contra a burguesia, não pedimos por misericórdia. Nós distribuímos morte e por isso devemos encará-la. Por essa razão eu espero seu veredito com indiferença. Sei que a minha não será a ultima cabeça que vocês vão arrancar (...) Vocês irão somar mais nomes ao sua lista sangrenta clamando pelos nossos mortos. Enforcados em Chicago, decapitados na Alemanha, estrangulados em Xerez, fuzilados em Barcelona, guilhotinados em Montbrison e em Paris, nossos mortos são muitos; mas vocês não foram capazes de destruir a Anarquia. Suas raízes são profundas; brotam do íntimo de uma sociedade podre que está caindo aos pedaços; esta é uma oposição violenta contra a ordem estabelecida; e uma defensa das aspirações por igualdade e liberdade daqueles que se ergueram contra o autoritarismo vigente. Ela está em todos os lugares. Isso é que a faz indomável, e por fim ela irá derrotá-los e assassiná-los."
  • "...não havia nenhum inocente lá, não existe burguesia inocente."
- Quando perguntado porque ele havia ferido tantas pessoas inocentes desnecessariamente.