Luigi Pirandello

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busto de Pirandello, em Parlermo, Itália)

Luigi Pirandello (28 de junho de 1867 - 10 de dezembro de 1936), escritor italiano e Nobel de 1934.


[editar] Obras

[editar] O Falecido Mattia Pascal

  • - Maldito seja Copérnico!
- Oh, oh, oh, o que Copérnico tem a ver com isso? - exclama padre Eligio.
- Tem sim, padre Eligio. Porque quando a Terra não girava...
- Mas ela sempre girou!
- Não é verdade! O homem não sabia disso e, por conseguinte, era como se não girasse. Para muitos, ela continua a não girar também agora. Eu falei que girava, outro dia, a um velho camponês; sabe o que ele me respondeu? "Que era uma boa desculpa para os bêbados."
  • "Mas eu me aborreço, meu caro senhor, eu me aborreço. A solidão, para mim... pois é, em suma, cansei-me. Tenho muitos amigos; mas, acredite, não é nada bom, com certa idade, a pessoa ir para casa e não encontrar ninguém. Sim! Há quem o compreende e há quem não o compreende, meu caro senhor. Quem o compreende está muito pior, porque, no fim, se vê sem as energias e sem vontade, Quem o compreende, com efeito, diz: "Eu não devo tentar isto, eu não devo tentar aquilo, para não fazer esta ou aquela asneira". Muito bem! Mas, a certa altura, percebe que a vida toda é uma asneira; e, aí, diga lá, o que significa não ter feito nenhuma delas? Significa, no mínimo, não ter vivido, meu caro senhor."

[editar] Frases

  • "A minha arte ensina cada indivíduo a aceitar seu fardo com submissão e humildade".
  • "Assim é, se lhe parece".
  • "Cada qual se veste com a sua dignidade por fora, diante dos outros; mas sabe muito bem tudo de inconfessável que se passa no seu íntimo".
  • "Não sou um autor de farsas, mas um autor de tragédias. E a vida não é uma farsa, é uma tragédia. O aspecto trágico da vida está precisamente nessa lei a que o homem é forçado a obedecer, a lei que o obriga a ser um. Cada qual pode ser um, nenhum, cem mil, mas a escolha é um imperativo necessário".
  • "Oh, senhor, sabe muito bem que a vida é cheia de infinitos absurdos, os quais, descaradamente, nem ao menos têm necessidade de parecer verossímeis. E sabe por quê? Porque esses absurdos são verdadeiros".
  • "Quando os personagens são vivos, realmente vivos, diante de seu autor, este não faz outra coisa senão segui-los, nas palavras, nos gestos que, precisamente, eles lhe propõem".
  • "Um fato é como um saco: vazio, não fica de pé. Para que fique de pé, é preciso pôr-lhe dentro a razão e o sentimento que o determinaram".
Prêmio Nobel de Literatura (1934)
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