Guy de Maupassant

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Guy de Maupassant
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Guy de Maupassant ou Henri-René-Albert-Guy de Maupassant (5 de Agosto de 1850 - 6 de Julho de 1893) foi um escritor francês com predileção para situações psicológicas e de critica social com técnica naturalista. Além de romances e peças de teatro, Maupassant escreveu cerca de 300 contos. Utilizou os seguintes pseudônimos: Joseph Prunier em 1875, Guy de Valmont entre 1877 e 1878, Maufrigneuse de 1881 à 1885.


Obras[editar]

Bel Ami[editar]

  • “O jantar foi banal e alegre, um desses jantares onde se fala de tudo sem se dizer nada.”
  • “O La Vie Française ganhara uma importância considerável por suas ligações conhecidas com o poder. Ele dava, antes das folhas mais sérias, as novidades políticas, indicava por meias palavras as intenções dos ministros, dos seus amigos; e todos os jornais de Paris e da província procuravam nele suas informações. Era citado, temido, começava a ser respeitado. Não era mais um órgão suspeito dum grupo de integrantes políticos, mas o órgão confessado do gabinete.”
  • “Ninguém regressa. Nunca. Guardam as formas das estátuas, os cunhos de que se fazem os objectos iguais, mas o meu corpo, o meu rosto, os meus pensamentos, os meus desejos, não voltarão mais.“
  • “Procuro a solução para este obscuro problema. No céu negro e vazio onde flutua um astro lívido“

Uma Vida[editar]

  • "Todas as esquisitices das pessoas que vivem na solidão pareciam tomar conta do seu espírito. A menor coisa fora do lugar a irritava."
  • "Os dias que se seguiram foram de muita tristeza, dias tépidos de um lar que parece vazio pela falta do ser familiar que sumiu para sempre, dias de sofrimento ao encontrarmos cada objeto que lembra a pessoa falecida. A todo o momento uma saudade revive em nosso coração para torturá-lo. Aqui uma cadeira, o guarda-chuva deixado na sala de espera, seu copo que a criada deixou de retirar! E em todos os cômodos encontram-se coisas esparsas: suas tesouras, uma luva, um livro cujas folhas foram viradas por seus dedos, um grande número de pequenas coisas que assumem um significado doloroso, porque lembram mil pequenos acontecimentos."
  • "Todo mundo então era pérfido, mentiroso e falso? E lágrimas lhe vieram aos olhos, pois choramos sempre a morte das nossas ilusões com a mesma mágoa com que choramos os nossos mortos."

Frases[editar]

  • "Não importa o que tenhamos a dizer, existe apenas uma palavra para exprimi-lo, um único verbo para animá-lo e um único adjetivo para qualificá-lo."
- quelle que soit la chose qu'on veut dire, il n'ya qu'un mot pour l'exprimer, qu'un verbe pour l'animer et qu'un adjectif pour la qualifier
- Contes: scènes de la vie de parisienne - página 19, Guy de Maupassant, Pierre Cogny - Bordas, 1968 - 192 páginas
  • "Uma obra de arte só é superior se for, ao mesmo tempo, um símbolo e a expressão exata de uma realidade".
- Une oeuvre d'art n'est supérieure que si elle est, en même temps, un symbole et l'expression exacte d'une réalité.
- Œuvres complètes de Guy de Maupassant - Volume 28, página 122, Guy de Maupassant - L. Conard, 1926
  • "Somente os imbecis podem não ser gulosos. Ser guloso é como ser artista, como ser instruído, como ser poeta. O paladar, meu caro, é um órgão perfectível e respeitável como o olho e a orelha. Não ter paladar é estar privado de uma faculdade deliciosa, a faculdade de discernir a qualidade dos alimentos, como se pode estar privado daquela de discernir as qualidades de um livro ou de uma obra de arte; é estar privado de um sentido essencial, de uma parte da superioridade humana; é pertencer a uma das inumeráveis espécies de enfermos, de desgraçados e de patetas que compõem a nossa raça; é ser um bobo de boca, enfim, assim como se é um bobo de espírito."
- Il n'y a que les imbéciles qui ne soient pas gourmands. On est gourmand comme on est artiste, comme on est instruit, comme on est poète. Le goût, mon cher, c'est un organe délicat, perfectible et respectable comme l'oeil et l'oreille. Manquer de goût, c'est être privé d'une faculté exquise, de la faculté de discerner la qualité des aliments, comme on peut être privé de celle de discerner les qualités d'un livre ou d'une oeuvre d'art ; c'est être privé d'un sens essentiel, d'une partie de la supériorité humaine ; c'est appartenir à une des innombrables classes d'infirmes, de disgraciés et de sots dont se compose notre race ; c'est avoir la bouche bête, en un mot, comme on a l'esprit bête.
- Maupassant Choix de Contes - página 277, F. C. Green, Guy de Maupassant, Editora CUP Archive, 1952