Gabriel García Márquez

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Gabriel García Márquez (no centro)
Gabriel García Márquez
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Prêmio Nobel de Literatura (1982)

Gabriel García Márquez (6 de março de 1928, Aracataca, Colômbia) é um escritor colombiano autor do romance Cem Anos de Solidão, e Prémio Nobel da Literatura em 1982.


Tabela de conteúdo

[editar] Obras

[editar] Memória de Minhas Putas Tristes

  • "Se tem uma coisa que eu detesto nesse mundo são as festas obrigatórias em que as pessoas choram porque estão alegres, os fogos de artifício, as musiquinhas chochas, as grinaldas de papel de seda que não têm nada a ver com um menino que nasceu há 2 mil anos num estábulo indigente."
  • "... a idéia complacente de que a vida não fosse algo que transcorre como o rio revolto de Heráclito, mas uma ocasião única de dar a volta na grelha e continuar assando-se do outro lado por noventa anos a mais."
  • "No ano de meus noventa anos quis me dar de presente uma noite de amor louco com uma adolescente virgem."
  • “Os linotipistas desacertaram com uma cafeteira elétrica igual às três de meus aniversários anteriores. Os tipógrafos me deram de presente uma autorização para apanhar um gato angorá no depósito municipal. A gerência me deu uma bonificação simbólica. As secretárias me deram três cuecas de seda com marcas de beijos estampados e um cartãozinho em que se ofereciam para apagá-los. Na hora, pensei que um dos encantos da velhice são as provocações que as amigas jovens se permitem, achando que a gente está fora do jogo.”
  • “Tenho uma química ruim com os animais, do mesmo jeito que com as crianças assim que começam a falar. Acho que são mudas de alma. Não os odeio, mas não consigo suportá-los porque não aprendi a negociar com eles. Acho contra a natureza um homem que se entenda melhor com o seu cão do que com sua esposa, que o ensine a comer e a descomer na hora certa, a responder perguntas e compartilhar suas penas.”
  • "O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança." (p. 79)
  • "Lendo Os idos de março encontrei uma frase sinistra que o autor atribui a Júlio César: É impossível não acabar sendo do jeito que os outros acreditam que você é. Não pude comprovar sua verdadeira origem na própria obra de Júlio César nem nas obras de seus biógrafos, de Suetônio a Carcopino, mas valeu a pena conhecê-la." (p. 107)
  • "Também a moral é uma questão de tempo, dizia com um sorriso maligno, você vai ver."
  • "O bolero é a vida."
  • "Debaixo do sol abrasador da rua comecei a sentir o peso dos meus noventa anos, e a contar minuto a minuto os minutos das noites que me faltavam para morrer."
  • "O mundo avança. Sim, respondi, avança, mas dando voltas ao redor do sol."
  • "Na hora, pensei que um dos encantos da velhice são as provocações que as amigas jovens se permitem, achando que a gente está fora do jogo."
  • "Não abandone o barco em alto-mar."
  • "A idade não é a que a gente tem, mas a que a gente sente."
  • "Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza."
  • "A fama é uma senhora muito gorda que não dorme com a gente, mas quando a gente desperta ela está sempre olhando para nós, aos pés da cama."
  • "Se tem uma coisa que detesto nesse mundo são as festas obrigatórias em que as pessoas choram porque estão alegres, os fogos de artifício, as musiquinhas chochas, as grinaldas de papel de seda que não têm nada a ver com um menino que nasceu há dois mil anos num estábulo indigente."
  • "Eu sou quem você não procura."
  • "Meu Deus! — exclamou Rosa Cabarcas. — O que eu não daria por um amor como este!"
  • "Acontece que a gente não sente por dentro, mas de fora todo mundo vê."
  • "Não há pior desgraça que morrer sozinho."
  • "Hoje olho para trás, vejo a fila de milhares de homens que passaram pelas minhas camas, e daria a alma para ter ficado com um, mesmo que fosse o pior."
  • "O que você viveu ninguém rouba."
  • "De verdade, terminou ela com a alma: não vá morrer sem experimentar a maravilha de trepar com amor."
  • "Não senti dor nem medo, mas a emoção arrasadora de ter conseguido viver até ali."

[editar] Doze contos peregrinos

  • "Ambos eram conscientes de serem tão diferentes, que nunca se sentiam tão sós do que quando estavam juntos."

Conto - Maria dos Prazeres

[editar] Cem anos de solidão

  • "Uma comoção descomunal imobilizou-a no seu centro de gravidade, plantou-a no lugar, e a sua vontade defensiva foi demolida pela ansiedade irresistível de descobrir o que eram os apitos alaranjados e os balões invisíveis que a esperavam do outro lado da morte."
  • "As coisas tem vida própria."
  • "Tudo é questão de despertar sua alma."
  • "A ciência eliminou as distâncias."
  • "Se você pretende ficar louco, fique sozinho."
  • "Estão ocorrendo coisas incríveis pelo mundo."
  • "O essencial é não perder a orientação."
  • "O que acontece é que não aguentamos o peso da consciência."
  • "Os filhos herdam as loucuras dos pais."
  • "O amor é uma peste."
  • "Os amigos são uns filhos da puta!."

[editar] O General em seu Labirinto

  • “José Palácios, seu servidor mais antigo, o encontrou boiando nas águas depurativas da banheira, nu e de olhos abertos, e pensou que tinha se afogado.”
  • “Foi seu último livro completo. Tinha sido um leitor de voracidade imperturbável, tanto nas tréguas das batalhas como nos repousos do amor, mas sem ordem nem método. Lia a toda hora, com a luz que houvesse, ora passeando debaixo das árvores, ora a cavalo sob os sóis equatoriais, ora na penumbra dos coches trepidantes sobre os calçamentos de pedra, ora balouçando na rede enquanto ditava uma carta. Um livreiro de Lima se surpreendera com a abundância e a variedade das obras que selecionou de um catálogo geral onde havia desde os filósofos gregos até um tratado de quiromancia. Na juventude lera os românticos por influência de um professor Simon Rodríguez, e continuou a devorá-los como se estivesse lendo a si mesmo com seu temperamento idealista e exaltado. Foram leituras passionais que o marcaram para o resto da vida. No fim havia lido tudo o que lhe caíra nas mãos, e não teve um autor predileto, mas muitos que o foram em diferentes épocas. As estantes das diversas casas onde viveu estiveram sempre abarrotadas, e os dormitórios e corredores acabavam convertidos em desfiladeiros de livros amontoados e montanhas de documentos errantes que proliferavam à sua passagem e o perseguiam sem misericórdia buscando a paz dos arquivos. Nunca chegou a ler tantos livros quantos possuía. Ao mudar de cidade entregava-os aos cuidados dos amigos de mais confiança, embora nunca voltasse a ter notícia deles, e a vida de guerra o obrigou a deixar um rastro de mais de quatrocentas léguas de livros e papéis, da Bolívia à Venezuela.”
  • “No quarto dia de viagem, o próprio José Palácios se deu conta de como haviam mudado as coisas, quando começaram a ver nas povoações ribeirinhas longas filas de mulheres que esperavam a passagem das sampanas. “Aí estão as viúvas”, disse. O general apareceu e viu-as, vestidas de preto, alinhadas na margem como urubus pensativos sob o sol abrasador, esperando que nem que fosse um aceno de caridade. O general Diego Ibarra, irmão de Andrés, costumava dizer que o general nunca teve um filho, mas em compensação era pai e mãe de todas as viúvas da nação. Seguiam-no por toda a parte, e ele as mantinha vivas com palavras afetuosas que eram verdadeiras proclamações de consolo.”

[editar] Frases

  • "Prefiro a morte a escrever uma coisa tão sem estilo."
- Fonte: Revista Veja, Edição 1 658 - 19/7/2000; referindo-se ao texto piegas a ele atribuído que circula na internet falando de seu câncer...
  • "A pessoa pode abdicar do sexo, mas o sexo não abdica da pessoa" [carece de fontes?]
  • "Todo grande escritor está sempre escrevendo o mesmo livro." [carece de fontes?]