Cecília Meireles
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Cecília Benevides de Carvalho Meireles (Rio de Janeiro, Brasil, 7 de novembro de 1901, - 9 de novembro de 1964), escritora brasileira natural do Rio de Janeiro.
[editar] Poemas e Trechos
- "CRONISTA ENAMORADO DO SAGÜIMO
- sagüim é um animalzinho assaz bonito:
- é mesmo o mais bonito de todos, pela selva;
- anda nas árvores, esconde-se, espia, foge depressa
- e há deles, na terra viçosa, número infinito.(...) Cecília Meireles
- "De seu calmo esconderijo,
- o ouro vem, dócil e ingênuo;
- torna-se pó, folha, barra,
- prestígio, poder, engenho...
- É tão claro! - e turva tudo:
- honra, amor e pensamento"
- "Depois do Carnaval
Terminado o Carnaval, eis que nos encontramos com os seus melancólicos despojos: pelas ruas desertas, os pavilhões, arquibancadas e passarelas são uns tristes esqueletos de madeira; oscilam no ar farrapos de ornamentos sem sentido, magros, amarelos e encarnados, batidos pelo vento, enrodilhados em suas cordas; torres coloridas, como desmesurados brinquedos, sustentam-se de pé, intrusas, anômalas, entre as árvores e os postes. Acabou-se o artifício, desmanchou-se a mágica, volta-se à realidade."(...) Cecília Meireles
- "Excerto da poesia DESENHO (...) - aprendi com as primaveras/a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira." (...) Cecília Meireles,
-
- - in: Mar absoluto
- "Excerto da poesia: O VENTO (...) "O vento é o mesmo:/mas sua resposta é diferente, em cada folha./ Somente a árvore seca fica imóvel,/entre borboletas e pássaros." Cecília Meireles, in: Mar absoluto/Retrato natural
- "Excerto da poesia: Canção (...)O vento vem vindo de longe,/a noite se curva de frio;/debaixo da água vai morrendo/meu sonho, dentro de um navio... (...) Cecília Meireles
- "Liberdade, essa palavra
- que o sonho humano alimenta,
- que não há ninguém que explique
- e ninguém que não entenda." in: Romanceiro da Inconfidência, Cecília Meireles
- "Noções (...) Entre mim e mim há vastidões bastantes para a navegação dos meus desejos afligidos (...)Cecília Meireles
- "Noções (...)Ó meu Deus, isto é a minha alma:
- qualquer coisa que flutua sobre este corpo efêmero e precário,
- como o vento largo do oceano sobre a areia passiva e inúmera... Cecília Meireles
- "Primavera
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. (...) Cecília Meireles
- "Serenata
- Permita que eu feche os meus olhos,
- pois é muito longe e tão tarde!
- Pensei que era apenas demora,
- e cantando pus-me a esperar-te. (...) Cecília Meireles
- "Sobre o tempo vem mais tempo.
- Mandam sempre os que são grandes:
- e é grandeza de ministros
- roubar hoje como dantes",
- - in: Romanceiro da Inconfidência, Cecília Meireles
- "Romantismo
- Quem tivesse um amor, nesta noite de lua,
- para pensar um belo pensamento
- e pousá-lo no vento!...
- Quem tivesse um amor - longe, certo e impossível -
- para se ver chorando, e gostar de chorar,
- e adormecer de lágrimas e luar!
- Quem tivesse um amor, e, entre o mar e as estrelas,
- partisse por nuvens, dormente e acordado,
- levitando apenas, pelo amor levado...
- Quem tivesse um amor, sem dúvida nem mácula,
- sem antes nem depois: verdade e alegoria...
- Ah! Quem tivesse... (Mas quem tem? Quem teria?) Cecília Meireles
- ":Quero ver-te à luz do dia
- para saber se é verdade
- o que a noite me dizia
- com tanta seguridade.
- - Poesias completas - v.6, Página 36, de Cecília Meireles - Publicado por Civilização Brasileira, 1973
- "Quanto mais me despedaço, mais fico inteira e serena. [Vide o original acima, excerto da poesia DESENHO]
-
- - Obra poética - Página lxiii, de Cecília Meireles, Darcy Damasceno - Publicado por J. Aguilar, 1958 - 1093 páginas
[editar] Sem Fontes
- "O amor é difícil para os indecisos.
- É assustador para os medrosos.
- Avassalador para os apaixonados!
- Mas, os vencedores no amor são os
- fortes. Os que sabem o que querem
- e querem o que têm! Sonhar um sonho
- a dois, e nunca desistir da busca de
- ser feliz, é para poucos!!! []
[editar] Falsas Atribuições
- "Excerto do poema Crepitam (...) quero ver-te por inteiro/sentir-te tão perto/e longe do perigo/neste céu aberto.(...) (Paulo Afonso Ramos)
- "Lembrete
- Não deixe portas entreabertas
- Escancare-as
- Ou bata-as de vez.
- Pelos vãos, brechas e fendas
- Passam apenas semiventos,
- Meias verdades
- E muita insensatez. (Flora Figueiredo) in: Calçada de verão.
- "Na idade dos Porquês (...) Professor, diz-me, por quê?/Por que voa o papagaio/Que solto no ar,/Que vejo voar,(...)(Alice Gomes) in: Poesia portuguesa para crianças (Antologia)
- "Nem tudo é fácil não consta no acervo de Cecília Meireles. Tem sido atribuído a Glácia Daibert.