Vikas swarup

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Vikas Swarup , nascido em Allahabad, 1963 é um romancista e diplomata indiano. Ficou conhecido por ser o autor do romance Q & A, o romance que serviu de base ao guião do filme "Slumdog Millionaire ", vencedor entre outros dos óscares para oscar de melhor filme e de oscar de melhor diretor em 2009.


Sua resposta vale um bilhão[editar]

  • "Quando toda a sua existência é 'ilegal', quando você vive a um passo da miséria num panorama de devastação urbana em que cada centímetro de espaço é disputado, em que é necessário entrar em fila até para cagar, ser preso parece inevitável."
- Vikas Swarup; Sua resposta vale um bilhão. Tradução Paulo Henrique Britto - São Paulo: Companhia das Letras, 2006. Página 10
  • "Garotos de rua como eu se situam na base da cadeia alimentar. Acima de nós vem os pequenos delinquentes, como os batedores de carteira.Acima deles, os chantagistas e agiotas. Depois vem os chefes de gangues. Mas acima de todos vem a polícia. Ela detém os instrumentos de força bruta. E ninguém pode detê-la."
- Vikas Swarup; Sua resposta vale um bilhão. Tradução Paulo Henrique Britto - São Paulo: Companhia das Letras, 2006. Página 22
  • "Pois é madame, a gente que é pobre também sabe responder a perguntas e cobrar respostas. E aposto que, se um pobre fizesse um programa desse tipo, os ricos não iam acertar nenhuma resposta."
- Vikas Swarup; Sua resposta vale um bilhão. Tradução Paulo Henrique Britto - São Paulo: Companhia das Letras, 2006. Página 26
  • "Fico pensando em como é bom ter uma ambição simples como essa, a de apertar a mão de um astro do cinema."
- Vikas Swarup; Sua resposta vale um bilhão. Tradução Paulo Henrique Britto - São Paulo: Companhia das Letras, 2006. Página 32
  • "mas eu conheço histórias de maridos que espancam as mulheres, que abusam das filhas, cometendo incesto e estupro, histórias que acontecem diariamente em todos os chawls de Mumbai. E ninguém faz nada. Nós indianos, temos essa capacidade sublime de ver a dor e o sofrimento a nossa volta e não sermos afetados por nada. Assim, como bom cidadão de Mumbai, feche os olhos, feche os ouvidos, feche a boca, e você será feliz como eu. E agora vá embora que já é hora de eu me deitar."
- Vikas Swarup; Sua resposta vale um bilhão. Tradução Paulo Henrique Britto - São Paulo: Companhia das Letras, 2006. Página 77
  • "Na festa, as conversas se dividem em duas categorias. Os indianos falam sobre política e críquete. Os diplomatas e expatriados trocam fofocas a respeito dos criados e dos colegas de trabalho, e reclamam do calor."
- Vikas Swarup; Sua resposta vale um bilhão. Tradução Paulo Henrique Britto - São Paulo: Companhia das Letras, 2006. Página 125
  • "Por outro lado, elaborei uma espécie de sistema de classificação de bêbados. Na categoria mais alta estão os cavalos. Esses são os que conseguem tomar até 8 doses sem ficar com a fala pastosa. Então vem os burros, que começam a zurrar e balbuciar depois de apenas duas doses, ou ficam sentimentais e se põem a chorar. Em seguida vêm os cachorros, esses, quanto mais bebem, mais puxam discussões e brigas. Alguns também começam a passar cantadas em Rosie. Abaixo deles vêm os ursos, que bebem e dormem em seguida. Em último lugar vêm os porcos. Esses são os que vomitam depois da última dose. Essa classificação não é perfeita. Já vi fregueses que começam como cavalos e terminam como porcos, e cachorros que viram ursos. Felizmente, este fregues terminou como urso e não como porco ."
- Vikas Swarup; Sua resposta vale um bilhão. Tradução Paulo Henrique Britto - São Paulo: Companhia das Letras, 2006. Página 143
  • "Uma viagem de trem abre possibilidades. Ela denota uma mudança de estado. Quando chega a seu destino, você não é mais a mesma pessoa que era ao partir. Pode-se fazer um novo amigo durante a viagem, ou encontrar um velho inimigo; pode-se ficar com diarreia comendo samosas velhas ou pegar cólera bebendo água contaminada. E pode-se também, ouso dizê-lo, descobrir o amor."
- Vikas Swarup; Sua resposta vale um bilhão. Tradução Paulo Henrique Britto - São Paulo: Companhia das Letras, 2006. Página 166
  • "[...] os sonhos só tem poder sobre a mente de quem sonha, mas com dinheiro você pode ter poder sobre o sonho dos outros."
- Vikas Swarup; Sua resposta vale um bilhão. Tradução Paulo Henrique Britto - São Paulo: Companhia das Letras, 2006. Página 168
  • "Ao ver uma estrela sem maquiagem, a gente entende que ela é exatamente como eu ou você, com as mesmas ansiedades e inseguranças. A única diferença é que a gente pensa acima de tudo em dinheiro, ou na falta de dinheiro, e ela pensa acima de tudo em fama. Ou na falta de fama."
- Vikas Swarup; Sua resposta vale um bilhão. Tradução Paulo Henrique Britto - São Paulo: Companhia das Letras, 2006. Página 228
  • "[...] ao ver esses estudantes ricos gastando dinheiro como se fosse água, experimento uma sensação de inferioridade que é totalmente nova para mim. O contraste com a minha própria existência imperfeita me incomoda como uma dor física. Como era de se esperar, minha fome simplesmente murcha e morre, apesar das montanhas de pratos tentadores à minha frente. Percebo então que mudei. E me pergunto como será não ter mais desejo nenhum porque todos os desejos que se tinha já foram satisfeitos, todos foram sufocados pelo dinheiro antes mesmo de surgirem. Será desejável uma existência sem desejo? E será a pobreza de desejo melhor do que a pobreza propriamente dita? Essas perguntas me vêm a mente, porém não chegam a nenhuma resposta satisfatória."
- Vikas Swarup; Sua resposta vale um bilhão. Tradução Paulo Henrique Britto - São Paulo: Companhia das Letras, 2006. Página 276
  • "Lajwanti cometeu o erro fundamental de tentar cruzar a linha que separa a vida dos ricos da vida dos pobres. Cometeu o erro fatal de sonhar com algo intangível para ela. Quanto maior o sonho, maior a decepção. E por isso que meus sonhos são pequenos são pequenos, razoáveis. Por exemplo, me casar com uma prostituta depois de pagar ao irmão dela, um cafetão sem escrúpulos a pequena quantia de 400 000 rúpias. Só isso."
- Vikas Swarup; Sua resposta vale um bilhão. Tradução Paulo Henrique Britto - São Paulo: Companhia das Letras, 2006. Página 297