Tony Duvert: diferenças entre revisões

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* Teve de esperar até os doze anos para ser por fim sodomizado de importância: muitos meninos aos quais lho entregava picotavam-me o ânus atenciosamente, mas isso não apagava o fogo interno que atiçavam em mim os grandes membros que aqui e ali masturbava. Era necessária uma violação. Da qual eu fosse o autor, evidentemente. A vítima foi um adolescente de quinze ou dezesseis anos que se masturbava comigo às vezes. Como me custou convencer aquele abestalhado de grande porra para que me subisse acima!
::''Je dus attendre jusqu'à douze ans pour être enfin sodomisé d'importance : bien des gamins, à qui je le rendais, me picoraient attentivement l'anus, mais cela n'éteignait pas le feu intérieur qu'attisaient en moi les grands membres qu'ici et là je masturbais. Il fallut un viol. Dont je fus l'auteur, évidemment. La victime était un adolescent de quinze ou seize ans qui se masturbait avec moi quelquefois. Quels efforts pour convaincre ce nigaud à belle verge de me monter dessus !''
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* A liberdade sexual não consiste em elaborar e difundir um «bom» padrão de desejo, mas ao contrário, em suprimir qualquer padrão. Não se trata de um dever de emancipar-se de maneira individual («liberai e expandi a vossa sexualidade!...»), mas de um conjunto de liberdades públicas. Sustenta-se —deliberadamente?— uma confusão entre ambos os conceitos, e nos regam com receitas individuais de felicidade sexual onde o problema é institucional, jurídico e cultural. Querem ditar-nos novas regulações onde a liberdade implica a eliminação de qualquer regra.
:[...] A liberdade amorosa só se obtem no momento em que nenhuma forma de sexualidade tem o poder de imperar sobre as outras nem de modelá-las a sua imagem: e falo aqui do império do Estado, e não dos encantos aos quais temos o gosto de sucumbir.
:O objetivo da liberação sexual não é que todo o mundo faça ou possa fazer amor com todo o mundo: mas que o Estado, as suas estruturas, as suas leis se abstenham de qualquer controle sobre a vida privada, quaisquer que sejam a idade, o sexo, os gostos que um tenha. As sexualidades não são da competência da moral pública: esse é o único princípio que deve ser estabelecido. Estamos, bem o sei, a anos luz dessa liberdade; e duvido que a vejamos nunca.
:Por outro lado, as relações sexuais não precisam de nenhuma moral específica. Os princípios que regem nossas ''outras'' interações, nossa coexistência, e que definem os limites das liberdades de cada um, são mais do que suficientes para governar os atos amorosos.
:Nem violência, nem coação, nem dominação, nem posse sobre os outros: esses são os únicos deveres aos quais nossos atos sexuais, como o resto dos nossos atos, devem cingir-se.
::''La liberté sexuelle ne consiste pas dans l’élaboration et la diffusion d’un « bon » standard de désir, mais au contraire dans la suppression de tout standard. Il ne s'agit pas d'un devoir d'émancipation personnelle (« libérez, épanouissez votre sexe !... ») mais d'un ensemble de libertés publiques. On entretient — délibérément ? — une confusion entre les deux notions, et on nous arrose de recettes individuelles de bonheur sexuel là où le problème est d'institutions, de droit et de culture. On veut nous dicter de nouvelles normalisations là où la liberté implique l'abolition de toutes normes.''
::''[...] La liberté en amour n'est [pas] acquise qu'au moment où aucune forme de sexualité n'a le pouvoir de régner sur les autres et de les modeler à son image : et je parle ici du règne par l'État, et non des séductions auxquelles on a plaisir à succomber.''
::''Le but de la libération sexuelle n'est pas que tout le monde fasse ou puisse faire l'amour avec tout le monde : mais que l’État, ses structures, ses lois s'interdisent tout regard sur les vies privées, quelque âge, quelque sexe, quelques goûts que l'on ait. Les sexualités ne sont pas du ressort de la morale publique : voilà le seul principe qu'il s'agit d'instaurer. Nous sommes, je le sais bien, à des années-lumière de cette liberté-là ; je doute si nous la connaîtrons jamais.''
::''Par ailleurs, les relations sexuelles n’ont besoin d’aucune morale spécifique. Les principes qui régissent nos'' autres ''interactions, notre coexistence, et qui définissent les limites des libertés de chacun, suffisent absolument à gouverner les actes amoureux.''
::''Ni violence, ni contrainte, ni domination, ni propriété sur autrui : voilà les seuls devoirs auxquels nos actes sexuels, comme tous nos autres actes, ont à se plier.''
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=== ''Abécédaire malveillant'' (1980) ===
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