Virginia Woolf
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Virginia Woolf (25 de janeiro de 1882, Londres, Inglaterra - 28 de março de 1941, Rio Ouse, Oeste de Sussex, Inglaterra); escritora inglesa.
- "Deve-se estar em condições de acompanhar estas senhorinhas em casa e de ouvir seus comentários, no quarto de dormir, à luz da vela; deve-se estar a seu lado quando acordam, na manhã seguinte; deve-se assistir às progressões que ambas fazem no decurso do dia. Quem tiver feito isso, e não só por um dia, mas por vários, será então capaz de aquilatar os valores das impressões que estarão por ser recebidas à noite, na sala de visitas." []
- "A beleza do mundo tem duas margens, uma do riso e outra da angústia, que cortam o coração em duas metades." []
- "Ele é analítico mais subtil das relações humanas. Quando lemos estas "Histórias sobre quase-nada", o nosso horizonte estende-se e ganhamos um espantoso sentido de liberdade". []
- - Sobre Anton Tchekhov
- "Um espaço nosso". []
- - Citação em valorização as mulheres.
- "Escrever é que é o verdadeiro prazer; ser lido é um prazer superficial." []
- "As mulheres serviram por todos estes séculos como espelhos possuindo o mágico e delicioso poder de refletir a figura do homem com o dobro do seu tamanho natural."
- - Em Teresa de Lauretis, Alice Doesn't: Feminism, Semiotics, Cinema (Bloomington: Indiana University Press, 1984), p. 6.
[editar] Obras
[editar] Flush
- "Mesmo em um homem, tal conduta, no ano de 1842, teria exigido certa justificativa da parte do biógrafo; se fosse uma mulher, não haveria justificativa cabível; o nome dela simplesmente teria de ser riscado da página em desonra."
- "Mas logo Flush tomou consciência a respeito das diferenças que distinguiam Pisa -pois era em Pisa que estavam agora alojados - e Londres. Os cães eram diferentes. Em Londres, ele mal podia ir até a caixa do correio sem cruzar com um pug, um labrador, um bulgoque, um collie, um mastim, um terra-nova, um são bernardo, um fox terrier ou algum integrante das sete famílias da tribo spaniel."
[editar] As Ondas
- “O sol ainda não nascera.O mar se distinguia do céu, exceto por estar um pouco encrespado, como um tecido que se enrugasse.”
- “As histórias que perseguem as pessoas até seus quartos de dormir são difíceis.”
- “Vou até a prateleira. Se escolho, leio meio página de qualquer coisa. Não preciso falar. Mas escuto. Estou maravilhosamente alerta. Certamente não se pode ler sem esforço esse poema. Muitas vezes a página está decomposta e manchada de lama, rasgada e grudada por folhas fanadas, fragmentos de verbena ou gerânio. Para ler esse poema é preciso ter miríades de olhos, como um daqueles faróis que giram sobre as águas agitadas do Atlântico à meia-noite, quando talvez somente uma réstia de algas marinhas fende a superfície, ou subitamente as ondas se escancaram e delas emerge algum monstro. É preciso pôr de lado antipatias e ciúmes, e não interromper. É preciso ter paciência e infinito cuidado e deixar também que se desdobre o tênue som, seja o das delicadas patas de uma aranha sobre uma folha, seja o da risadinha das águas em alguma insignificante torneira. Nada deve ser rejeitado por medo ou horror. O poeta que escreveu essa página (que leio em meio a pessoas falando) desviou-se. Não há vírgula nem ponto-e-vírgula. Os versos não seguem a extensão adequada. Muita coisa é puro contra-senso. É preciso ser cético, mas lançar ao vento a prudência, e, quando a porta se abrir, aceitar resolutamente. Também, por vezes, chorar; também cortar implacavelmente com um talho de lâmina a fuligem, a casca e duras excreções de toda a sorte. E assim (enquanto falam) baixar nossa rede mais e mais fundo, e mergulhá-la docemente e trazer à superfície o que ele disse e o que ela disse, e fazer poesia.”