V for Vendetta (filme)

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V for Vendetta (V de Vingança) é um filme de 2006 estrelado por Natalie Portman e Hugo Weaving. É uma adaptação da graphic novel de Alan Moore, V for Vendetta, produzida pelos Irmãos Wachowski.



  • "Os artistas usam a mentira para revelar a verdade, enquanto os políticos usam a mentira para escondê-la."
  • "Uma revolução sem dança, é uma revolução que não vale a pena."
  • "Suas bombas não matam nossa fome, mas alimentam nossa desgraça."
  • "O povo não deve temer seu Estado. O Estado deve temer seu povo."
  • "Não há certezas, apenas oportunidades."
  • "Não se deve contar com a minoria silenciosa, pois o silêncio é algo frágil. Um ruído alto... e está tudo acabado. O povo está amedrontado e desorganizado demais. Alguns tiveram a oportunidade de protestar, mas foram como vozes gritando no deserto. O barulho é relativo ao silêncio que o precede. Quanto mais absoluta a quietude, mais devastadoras as palmas."
  • "Igualdade, justiça e liberdade são mais que palavras, são perspectivas!"
  • "As palavras sempre manterão o seu poder para aqueles que ouvem a enunciação da verdade."
  • "A violência pode ter bom uso."
  • "Toda vez que o mundo mudou foi para a pior."
  • "Roubar implica em posse, você não rouba o controle. Você meramente o retoma."
  • "Eu dedico esse concerto à senhora justiça, que há muito tempo tirou férias desse país, e em reconhecimento ao impostor que tomou o seu lugar."
  • "O ódio me ensinou a comer, a dormir, a respirar. Construiu meu mundo. E era tudo o que eu tinha correndo pelas veias."
  • "Não existe coincidência, apenas a ilusão de uma coincidência."
  • "Eu faço tudo o que faz um homem, quem faz mais deixa de sê-lo."
  • "Pelo poder da verdade, eu, enquanto vivo, conquistei o universo." ("Vi Veri Veniversum Vivus Vici")
  • "O homem que se vangloria não tem seu mérito reconhecido."
  • "O País não precisa de um prédio, e sim de esperança."
  • "O que importa são as ações."
  • "Enquanto atos forem usados no lugar do diálogo, palavras sempre terão seu poder."
  • "Nosso dever é dar as notícias, fabricá-las é trabalho do governo."
  • "Desculpe não ser uma pessoa mais forte."
  • "Final feliz como só o cinema pode fazer."
  • "Você usa a máscara tanto tempo que se esquece de quem você é."
  • "O medo se tornou a arma principal desse governo."
  • "Estamos presos ao modelo, somos parte dele."
  • "Um símbolo sozinho pode não representar nada, mas, se todos se juntam, um símbolo pode significar muito, pode significar a mudança de um país."
  • "Estás temeroso de ser o mesmo em teu próprio ato e valor de que em teu desejo? Não terás o que mais estimas, o ornamento da vida, e viverás um covarde em tua própria estima, deixando "Eu não posso" ultrapassar "eu farei", como o pobre gato no adágio?... És um homem".
  • "Eis que me fiz de santo quando na verdade era o demônio."
  • "Esconda-me e seja meu ajudante pois tal disfarce por acaso vai tomar a forma do meu propósito."
  • "Um homem pode morrer, lutar, falhar, até mesmo ser esquecido, mas sua ideia pode modificar o mundo mesmo tendo passado 400 anos."
  • "Ainda que nossa integridade valesse pouco, era tudo o que tínhamos"
  • "Lembrai, lembrai do cinco de novembro
    A pólvora, a traição, o ardil
    Por isso não vejo como esquecer
    Uma traição de pólvora tão vil"
  • "Existe um rosto por trás dessa máscara, mas não sou eu. Eu sou aquele rosto tanto quanto os músculos e ossos por baixo dele."
  • "A anarquia ostenta duas faces. A de destruidores e a de criadores. Os destruidores derrubam impérios, e com os destroços, os criadores erguem mundos melhores."
  • "É muito censurado, mas acontece frequentemente que, com aspecto de devoção e piedade, adoçamos o próprio demônio."
  • "Desdenhando a fortuna e a brandir sua espada fumegante em sua sanha sangrenta."
  • "Mas e quanto ao homem? Sei que seu nome era Guy Fawkes. Sei que, em 1605, ele tentou explodir o Parlamento. Mas quem era ele, realmente? Como ele era? Falam para nos lembrarmos da ideia, não do homem. Pois um homem pode fracassar. Ele pode ser preso, morto e esquecido. Mas, 400 anos depois uma ideia ainda pode mudar o mundo. Testemunhei em primeira mão a força das ideias. Vi gente matar em nome delas e morrer defendendo-as. Mas você não pode beijar uma ideia. Não pode tocá-la ou abraçá-la. Ideias não sangram. Ideias não sentem dor. Elas não amam. E não é de uma ideia que eu sinto falta. É de um homem. Um homem que me fez lembrar do 5 de novembro. Um homem que jamais esquecerei."
  • "Por baixo desta máscara não há só carne, por baixo desta máscara há uma ideia, Sr. Creedy, e ideias são à prova de balas."

Apresentação de V para Evey[editar]

V: Mas, nesta noite auspiciosa, permita que em lugar de uma alcunha corriqueira, eu sugira o caráter desta persona dramática:

Voilà! À sua vista um humilde veterano do vaudeville trajado com vestes de vítima e vilão pelas vicissitudes do destino. Este semblante não é um mero verniz de vaidade, é um vestígio de vox populi, agora vazia e esvaecida. Porém, esta valorosa visitação de uma vexação passada se encontra vivificada, e fez um voto de vencer os vermes, venais e virulentos, que se valem do vício e valorizam a violação violenta depravada e voraz da vontade… o único veredito é a vingança, a vendetta, tida como volitiva, não por vaidade, pois o valor e a veracidade de tal devem um dia vindicar o vigilante e o virtuoso… (risos) Verdade como esta vivida verborragia já se torna assaz verboso… permita-me que eu acrescente que é uma grande honra para mim conhecê-la, e a senhorita pode me chamar de "V".

Diálogos[editar]

Creedy: Você não chora como ele. Você é como eu, não tem medo de morrer.
V: A única coisa que temos em comum, Sr. Creedy, é que ambos estamos prestes à morrer.
Creedy: (Risada) E como isso vai ser?
V: Com as minhas mãos no seu pescoço.
Creedy: Ora seu idiota... Nós vasculhamos o local, você não tem nada além de suas facas e seus malditos golpes de karatê... Nós temos armas.
V: Não... O que vocês têm são balas e a esperança de que quando elas acabarem eu não esteja mais de pé, porque se eu estiver... vão estar mortos antes de recarregar.
Creedy: Matem-no!
(Todos descarregam suas armas em V)
V: Minha vez.
(V começa a matar a todos e só Sr. Creedy consegue recarregar a pistola e volta a atirar em V)
Creedy: Por que você não morre? Por que você não morre?
V: Porque por detrás desta máscara não existe apenas carne. Existe uma idéia, e idéias, Sr. Creedy, são a prova de balas.
(V mata Sr. Creedy e volta para Evey)

Evey: Você quase me enlouqueceu.
V: É o preço da liberdade, Evey Hammond.

Evey: Quem é você?
V: Quem? Quem é só a forma que deve ter um porquê, e o que eu sou é um homem de máscara.
Evey: Isso eu já notei!
V: É claro que já. Não questionei seus poderes de observação, apenas enfatizei o paradoxo de perguntar a um mascarado quem ele é.

Evey: É assim que quer mudar o mundo? Explodindo prédios?
V: O prédio é um símbolo, assim como o ato de destruí-lo. O povo da poder aos símbolos. Sozinho um símbolo não tem significado, mas com bastante gente, explodir um prédio pode mudar o mundo!

Inspetor Finch: Quem era ele?
Evey: Ele era Edmont Dantès. Era meu pai, minha mãe, meu irmão, meu amigo. Ele era eu, era você, era todos nós.

Evey:Todo esse tumulto, essa gritaria V... isso é anarquia? Isso é a terra do faça-o-que-quiser?
V: Não. Essa é a terra do tome-o-que-quiser. Anarquia significa sem líder, e não sem ordem. Com anarquia, vem uma era de Ordung, de verdadeira ordem, ou seja, ordem voluntária. Esta era de Ordung terá início quando o insano e incoerente ciclo de Verwirrung, que esses boletins revelam, tiver se exaurido. Isto que você vê não é Anarquia, Eve. Isto é caos.

A carta de Valerie[editar]

"Eu sei que não há como convencê-lo de que isto não é mais um truque deles, mas eu não ligo. Eu sou eu. Meu nome é Valerie. Acho que não vou viver por muito tempo e eu queria contar minha vida pra alguém. Esta é a única autobiografia que eu vou escrever e - Deus - eu estou escrevendo em papel higiênico.

Eu nasci em Nottingham, em 1985. Não me lembro muito bem da minha infância, mas eu me lembro da chuva. Minha avó tinha uma fazenda em Tottlebrook. Ela dizia que Deus estava na chuva. Eu passei pro segundo grau e fui fazer o normal. Foi na escola em que eu conheci minha primeira namorada. O nome dela era Sarah. As mãos dela me atraíram. Eram lindas. Pensei que nos amaríamos para sempre. Me lembro do professor falando que era uma fase da adolescência e as pessoas superavam. A Sarah superou. Eu não superei.
Em 2002, me apaixonei por uma garota chamada Christina. Naquele ano, me abri com os meus pais. Não teria conseguido se a Chris não segurasse minha mão. Meu pai nem olhou para mim. Ele me pediu para sair e nunca mais voltar. Minha mãe não me disse nada. Eu só disse a eles a verdade. Será que foi muito egoísmo? Nossa integridade é vendida por tão pouco, porém ela é o que temos. Ela é o nosso último pedacinho, mas nele, nós somos livres.
Eu sempre soube o que queria fazer da minha vida, e em 2015 estrelei meu primeiro filme, Dunas de Sal. Foi o papel mais importante da minha vida, não por causa da minha carreira, mas porque foi lá que conheci a Ruth. Na primeira vez em que nos beijamos, eu soube que nunca mais iria querer beijar outros lábios que não os dela.
Nós nos mudamos para um pequeno apartamento em Londres. Ela plantava rosas Scarlet Carson na jardineira da janela e o apartamento sempre tinha cheiro de rosas. Aqueles foram os melhores anos da minha vida.
Mas a guerra americana piorava a cada dia e com o tempo chegou a Londres. Depois disso não houve mais rosas... para ninguém. Eu me lembro de quando o significado das palavras começou a mudar. Palavras incomuns como "colateral" e "rendição" ficaram assustadoras, enquanto outras como "Chama Nórdica" e "Artigos da lealdade" ficaram poderosas.
Eu me lembro de como diferente virou perigoso. Eu ainda não compreendo por que nos odeiam tanto. Levaram a Ruth quando ela foi comprar comida. Eu nunca chorei tanto na minha vida...
Não demorou para virem atrás de mim. Parece estranho que minha vida termine nesse lugar horrível. Mas por três anos houve rosas. E eu não tive que prestar contas a ninguém.
Eu vou morrer aqui. Cada pedacinho de mim vai morrer, exceto um: a integridade. Ela é pequena e frágil. E é a única coisa no mundo que ainda vale a pena se ter. Jamais devemos perdê-la, vendê-la e entregá-la, nunca devemos deixar que a tirem de nós.
Eu espero que, seja quem for, escape deste lugar. Espero que o mundo mude, que a situação melhore. Mas o que mais quero é que você entenda o que estou dizendo quando falo que, apesar de eu não conhecer você, apesar de talvez nunca me encontrar com você, rir com você, chorar com você ou beijar você. Eu te amo, de todo o meu coração, eu te amo.
- Valerie"

Discurso de V de Vingança[editar]

"Boa noite, Londres. Permitam que eu peça desculpas pela interrupção. Eu, como muitos de vocês, aprecio o conforto da rotina diária, a segurança familiar, a tranquilidade da repetição. Eu gosto delas como qualquer outro. Mas no espírito da comemoração, onde importantes eventos do passado geralmente associados à morte de alguém ou ao final de uma guerra sangrenta são comemorados com um belo feriado, eu pensei em marcar este 5 de novembro, um dia que infelizmente não é mais lembrado, tomando um pouco do tempo de suas vidas diárias para sentar e conversar.

Existem, é claro, aqueles que não querem que falemos. Desconfio que ordens estejam sendo dadas e homens com armas já se ponham a caminho. Por quê? Porque enquanto a violência for usada no lugar do diálogo, palavras sempre terão seu poder. Palavras oferecem um meio pro significado e para aqueles que escutam a enunciação da verdade. E a verdade é que existe uma situação totalmente errada neste país. Não existe?

Crueldade e injustiça. Intolerância e opressão. Onde um dia houve o direito de discordar, de pensar e falar como se desejasse, agora temos sensores e sistemas de vigilância forçando-nos a nos conformar solicitando nossa submissão. De quem é a culpa? Com certeza existem aqueles que são mais responsáveis do que os outros e eles vão ter que prestar contas.

Mas verdade seja dita, se procuram por culpados só precisam se olhar no espelho. Eu sei por que fizeram isso, eu sei que têm medo, quem não teria? Guerra, terror, doenças, havia uma miríade de problemas que conspiraram para corromper a razão de vocês e tirar de vocês o bom senso. O medo guiou suas ações e em seu pânico vocês confiaram no Alto Chanceler Adam Sutler.

Ele lhes prometeu ordem. Ele lhes prometeu paz. E tudo o que ele exigiu em troca foi consentimento silencioso e obediente. Ontem à noite eu tentei romper este silêncio. Ontem à noite eu destruí o Old Bailey para fazer este país lembrar de tudo o que ele se esqueceu. Há mais de 400 anos um grande cidadão desejou marcar o 5 de novembro em nossas memórias. Ele quis lembrar ao mundo que igualdade, justiça e liberdade são mais do que palavras, são perspectivas.

Se vocês não veem nada; se os crimes deste governo ainda lhe são desconhecidos; eu sugiro que deixe o 5 de novembro passar em branco. Mas se vocês veem o que eu vejo; se sentem o que eu sinto e se buscam o que eu busco, então peço que fiquem junto a mim, daqui a um ano, no lado de fora do parlamento e juntos daremos a eles um 5 de novembro que nunca se esquecerão!"

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