Pablo Neruda
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Pablo Neruda, pseudônimo de Ricardo Eliecer Neftalí Reyes Basoalto (12 de julho de 1904 - 23 de setembro de 1973), foi o maior poeta chileno, indicado a presidente pelo seu partido (Partido Comunista do Chile), abdicou a favor de Salvador Allende.
- "Creio ter-me definido como um comunista diante de mim mesmo durante a guerra da Espanha.... Os comunistas eram a única força organizada que criava um exército para enfrentar os italianos, os alemães, os mouros, e os falangistas. E eram, ao mesmo tempo, a força moral que mantinha a resistência e luta antifacista."
- - "Confesso que Vivi", 1974, pag.135-136
- "Tu eras também uma pequena folha que tremia no meu peito. O vento da vida pôs-te ali. A princípio não te vi: não soube que ias comigo, até que as tuas raízes atravessaram o meu peito, se uniram aos fios do meu sangue, falaram pela minha boca, floresceram comigo."
- Aqui eu te amo e em vão te oculta o horizonte.
- Estou a amar-te ainda entre estas frias coisas.
- As vezes vão meus beijos nesses barcos solenes,
- que correm pelo mar rumo a onde não chegam.
- "No caminho, um táxi passou a toda velocidade, determinado, numa poça d’água e encharcou seu terno. Nem se abalou. Continuou andando no mesmo ritmo, olhos voltados para a calçada como que procurando uma solução. Sem dinheiro para se manter, teria que voltar em muito breve para o Brasil..."
- "A verdade é que não há verdade."
- "Se cada dia cai,
- dentro de cada noite,
- há um poço
- onde a claridade está presa.
- Há que sentar-se na beira
- do poço da sombra
- e pescar luz caída
- com paciência"
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- -Pablo Neruda; Últimos Poemas, p.55; (Tradução Luiz de Miranda)
- Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
- que solidão errante até tua companhia!
- - Amor, cuántos caminos hasta llegar a un beso, qué soledad errante hasta tu compañía!
- - sonete "Mañana", em "Cien sonetos de amor" - Página 12, de Pablo Neruda - Publicado por Editorial Losada, 1960 - 124 páginas
- - Amor, cuántos caminos hasta llegar a un beso, qué soledad errante hasta tu compañía!
- Mas se amo os teus pés
- É só porque andaram
- Sobre a terra e sobre
- O vento e sobre a água,
- Até me encontrarem.
- Nega-me o pão, o ar,
- a luz, a primavera,
- mas nunca o teu riso,
- porque então morreria.
[editar] Mal atribuídas
- "Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito; repetindo todos os dias os mesmos trajetos."
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- - Muere lentamente quien se transforma en esclavo del hábito, repitiendo todos los días los mismos trayectos
- - texto de Martha Medeiros, com frequencia atribuído a Pablo Nerudo, conforme apontado pelo jornal Estadão
- - Muere lentamente quien se transforma en esclavo del hábito, repitiendo todos los días los mismos trayectos