Olavo de Carvalho
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Olavo Luís Pimentel de Carvalho (Campinas, SP, Brasil, 29 de abril de 1947 - ) é um escritor, jornalista e filósofo brasileiro.
- "Somente a consciência individual do agente dá testemunho dos atos sem testemunha, e não há ato mais desprovido de testemunha externa do que o ato de conhecer."
- "A incapacidade de um povo para perceber os perigos que o ameaçam é um dos sinais mais fortes da depressão autodestruiva que prenuncia as grandes derrotas sociais. A apatia, a indiferença ante o próprio destino, a concentração das atenções em assuntos secundários acompanhada de total negligência ante os temas essenciais e urgentes, assinalam o torpor da vítima que, antevendo um golpe mais forte do que poderá suportar, se prepara, mediante um reflexo anestésico, para se entregar inerme, e semidesmaiado nas mãos do carrasco, como o carneiro que oferece o pescoço à lâmina. Mas quando o torpor não invade somente a alma do povo, quando toma também a mente dos intelectuais e a voz dos melhores, já não se ergue senão para fazer coro à cantilena hipnótica, então se apaga a última esperança de um redespertar da consciência."
- - "O Jardim das Aflições" - É Realizações - 2ª edição.)
- "Na medida em que você se desliga do espírito daquela era, está ligado ao espírito de todas as eras. Isto quer dizer que, de fato, na constituição do próprio indivíduo, já está dada toda a dialética entre o mundo do sensível ou da temporalidade e o mundo da eternidade."
- "Quanto menos um sujeito entende a religião, mais se prontifica a modificá-la, isto é, a reduzi-la às dimensões da sua própria falta de consciência. Uma concepção evolutiva da religião mostra apenas incapacidade de conceber alguma coisa acima da esfera temporal. O 'senso da eternidade' é apenas o primeiro grau da consciência religiosa."
- "A inveja é o mais dissimulado dos sentimentos humanos, não só por ser o mais desprezível, mas porque se compõe, em essência, de um conflito insolúvel entre a aversão a si mesmo e o anseio de autovalorização, de tal modo que a alma, dividida, fala para fora com a voz do orgulho e para dentro com a do desprezo, não logrando jamais aquela unidade de intenção e de tom que evidencia a sinceridade."
- "Aviso chocante a uma nação estupefata: o a craseado não é nenhuma monstruosidade abominável, é apenas o feminino da contração "ao". É o equivalente de "aa", onde o primeiro "a" significa a preposição "a" (ou "para") e o segundo o artigo definido "a". Quem quer que leve mais de dois segundos para entender isso e mais de três para aprender a aplicá-lo corretamente é um retardado mental incapacitado para o exercício da cidadania adulta. Deve ser imediatamente destituído de qualquer função pública e entregue aos cuidados do INSS antes que faça alguma besteira perigosa."
- - "A vingança da inépcia", Diário do Comércio, 23 de janeiro de 2007
- "O globalismo não tem finalidades essencialmente econômicas ou mesmo político-militares: é todo um conceito integral de civilização, uma verdadeira mutação revolucionária da espécie humana, incluindo a total erradicação das religiões tradicionais ou sua diluição numa religião biônica universal cuja expressão mais visível é o movimento da “Nova Era”. Seus ideais são tão opostos aos valores e interesses da nação americana que os conservadores, sem pestanejar, os consideram inimigos tão perigosos quanto a Al-Qaeda. Os poderosos grupos econômicos que apóiam o globalismo são os mesmos que elegeram Bill Clinton e sustentaram a campanha de John Kerry. Apóiam o aborto, o casamento gay, a liberação das drogas e tudo o mais que possa dissolver rapidamente a unidade histórica da cultura nacional americana. Fazem uso maciço do ativismo judicial para mudar completamente o sentido da Constituição através de sentenças que permitem o que era proibido e proibem o que era permitido. Patrocinam maciçamente a esquerda do Terceiro Mundo e as manifestações anti-americanas, mas, lutando para enfraquecer o país enquanto Estado independente, buscam ao mesmo tempo fortalecê-lo como instrumento da ONU. Daí a ambigüidade de suas tomadas de posição quanto ao terrorismo, por exemplo."
- - O avesso do avesso, Diário do Comércio, 6 de março de 2006
- "Ou a hegemonia americana, ou a barbárie."
- "Diploma é papel pintado."
- "O que é que falta para o distinto público entender que já estamos sob uma ditadura comunista?" :- O que é que falta?, O Globo, 18/ 12/ 2004
- "Este [o povo brasileiro] é o povo mais covarde, imbecil e subserviente do universo."
- - O que é que falta?, O Globo, 18/ 12/ 2004
- "[O ex-presidente chileno Augusto] Pinochet é apenas um velho doente".
- "Era dever do exército chileno buscá-lo [Salvador Allende], capturá-lo e, caso oferecesse resistência, matá-lo como a um cachorro louco".
- "Nenhum comunista merece consideração, nenhum comunista é pessoa decente, nenhum comunista é digno de crédito. São todos a escória da espécie humana. Devemos respeitar seu direito à vida e à liberdade, como respeitamos o dos cães e das lagartixas, mas não devemos lhes conceder nada mais que isso". :- A escória do mundo, Diário do Comércio, 20/05/2008
- "Tenho vergonha de pertencer a um povo que elege presidente um amigo das Farc".
- "Boa noite meus amigos. Estamos aqui mais uma vez invocando a santíssima Virgem Maria e o santo padre Pio de Pietralcina, para que roguem à Deus que nenhuma injustiça se cometa nesse programa". :- Ao iniciar semanalmente seu programa TrueOutspeak.
[editar] Sobre
- "De reconhecida competência na área da filosofia, tem obtido grande sucesso tanto em suas pesquisas como no trato com seus alunos."
- - Jorge Amado, escritor brasileiro.
- "Filósofo de grande erudição."
- - Roberto Campos (Folha de S. Paulo, 22/09/1996), diplomata e escritor brasileiro.
- "Olavo foi alçado ao patamar de “líder iluminado” por seus seguidores, e isso o cegou. Sua vaidade é tanta que perdeu o costume de ser criticado por pessoas que concordam com muitas de suas idéias. E quando é alvo de um “fogo amigo”, que não é proferido por comunistas, fica perdido, desnorteado, partindo para o ataque pessoal. [...] Creio que a vaidade de Olavo é ainda maior que seu fanatismo religioso. :- Rodrigo Constantino, jornalista e economista, A vaidade de Olavo, 08/02/2007.