Murilo Mendes
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Murilo Monteiro Mendes (nasceu em 13 de maio de 1901, em Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil - faleceu dia 13 de agosto de 1975, em Lisboa, Portugal). Poeta, expoente do modernismo brasileiro.
- A filha do modesto funcionário público
- dá um bruto interesse à natureza-morta
- da sala pobre no subúrbio.
- O vestido amarelo de organdi
- distribui cheiros apetitosos de carne morena
- saindo do banho com sabonete barato.
- - "Perspectiva da Sala de Jantar", in: "Poesias, 1925-1955" - Página 11, de Murilo Mendes - Publicado por Livr. José Olympio, 1959 - 482 páginas
- As lavadeiras no tanque branco
- Lavam o espectro da guerra.
- Os braços das lavadeiras
- No abismo noturno
- Vão e vêm.
- - "Poesía liberdade" - Página 38, de Murilo Mendes - Publicado por AGIR, 1947 - 157 páginas
- O sol afunda-se no ocaso
- como a cabeça daquela menina sardenta
- na almofada de ramagens bordadas por Dona Cocota Pereira.
- - "Poesias, 1925-1955" - Página 6, de Murilo Mendes - Publicado por Livr. José Olympio, 1959 - 482 páginas
- "Sou um espírito dialético, eu busco a lógica oculta entre a sensualidade e cristianismo, racionalismo e irracionalismo".
- - Em entrevista à Revista Veja, em setembro de 1972
- "Não ponha o nome de Gilda na sua filha, coitada, Se tem filha pra nascer Ou filha pra batizar."
- - "O visionario: poemas (1930/33)" - Página 61, de Murilo Mendes - Publicado por J. Olympio, 1941 - 140 páginas