Joss Whedon

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Joss Whedon (23 de Junho de 1964) é roteirista, diretor e produtor de cinema e TV.


  • "Eu acho ótimo que a comunidade acadêmica se interesse pelo show. Acho que é sempre importante que os acadêmicos estudem a cultura pop, mesmo se o objeto de estudo for idiota. Se é bem sucedido ou marcou culturalmente, então é válido estuda-lo para descobrir o por que. "Buffy", eu espero, não é idiota. Enquanto escrevemos o show, refletimos muito cuidadosamente sobre o que queremos dizer emocionalmente, politicamente, e até filosoficamente. O processo de forjar uma história envolve os roteiristas e eu mesmo, e uma quantidade grande e diversa de influências, preconceitos e idéias são incluídas. Portanto é realmente, além de um grande fenômeno da cultura pop, algo profunda e complexamente estruturado, episódio por episódio. Acredito que haja muita coisa na série para ser estudada. (...) As pessoas riem dos acadêmicos por estudarem os filmes da Disney. Não há nada mais importante para eles do que estudar, pois eles modelam as mentes de nossas crianças possivelmente mais do que qualquer outro meio."
- sobre a série "Buffy"

“Eu criei a série para provocar essa reação forte. Criei Buffy para ser um ícone, uma experiência emocional, para ser amada de um modo que outras séries não conseguiam. É sobre a adolescência, a fase mais importante, quando se amadurece e se torna um adulto. E a série mitifica isso de uma forma tão romântica, que basicamente diz: 'Todo mundo que sobreviver á adolescência é um herói'. E eu acho que é bastante pessoal, que as pessoas sintam algo com série que é tão real. Eu não acho que poderia ser mais pomposo. Mas eu tive essa intenção, eu queria que ela fosse um fenômeno cultural. Queria que houvessem bonecas, Barbies com faixa de kung-fu. Eu queria que as pessoas abraçassem o seriado de uma forma além do normal, 'É um ótimo seriado sobre advogados, agora vamos jantar'. Eu queria que as pessoas o tornasse interior, que fantasiassem de estarem na série, que a levasse pra casa com eles, que fosse mais do que um seriado de TV. E nós conseguimos isso."

  • Estratégia Feminista em Buffy

"Se eu conseguir fazer garotos adolescentes se sentirem confortáveis com uma garota que toma conta da situação, sem perceberem, é melhor do que sentar e vender o feminismo"

  • Sobre e relevância política de Firefly

"Malcolm Reynolds encara a Aliança [super-governo totalitário] do modo 'Grande governo é mal' e 'Não interfira com a minha vida'. E á vezes ele está errado, pois ás vezes a Aliança é a América, essa bela iluminação democrática. Mas ás vezes a Aliança é a América no Vietnã: temos vários políticos mesquinhos que estão fora de nosso controle"

  • Sobre as acusações de fazer propaganda homofóbica em Buffy

"A morte de Tara foi especial, pois enfureceu pessoas que eu gosto, pessoas inteligentes. Mas a questão é que essas pessoas, acredito eu, não entenderam direito. Eu não gosto de controvérsia. Eu não me preocupo com essas coisas. Não me preocupei com as que surgiram com a entrada de Tara, e nem com as referentes á morte dela. Eu me preocupo com narrativa e com o que eu quero fazer com Willow" (...) "Não matar Tara por ela ser gay é uma forma de preconceito tão grande quanto mata-la por ela ser gay"

  • Resultados

"Amo meus 'filhos' igualmente, inclusive cada uma de suas temporadas"

  • Genialidade

"Eu não crio coisas que as pessoas simplesmente gostem, só crio coisas que elas amam. Eu escrevo objetivando aquele momento em que você fala 'Deus, eu precisava ver isto'"

"A primeira coisa que eu disse [para o elenco] foi 'eu não vou descansar, até arranjar uma nova casa para nós'"

  • Grande orgulho da carreira

"Em toda minha carreira, o que sinto mais orgulho foi ter feito parte da onda de fazer a super-heroína algo mais do que uma mera heroína em um disfarce, ou o tipo de pessoa infeliz com treinamento de luta, e por ter examinado essa personagem. Se fosse para apontar especificamente, eu escrevi um musical uma vez (O episódio de Buffy), 'Once More with Feelings'. Eu realmente me superei nisso"

  • Filosofias

"Eu sou um ávido, raivoso ateu. Porém, sou fascinado pelo conceito de devoção"

  • Ideologias

"Histórias vêm da violência, vêm do sexo, vêm da morte. Elas vêm dos lugares sombrios que todos habitam. Se você cria uma criança para acreditar que tudo são raios de sol e flores, ela entrará no mundo real e morrerá. Essa é a razão dos contos de fadas serem tão sinistros, porque precisamos encapsular essas coisas para nos protegermos delas, para assim quando confrontamos o horror genuíno que é o dia-a-dia, não enlouquecermos"

  • Honestidade

"Não dê o que as pessoas querem, dê o que elas precisam. Elas querem o caminho fácil, o final feliz, mas na verdade estão mais interessadas na tragédia. Eles precisam que as coisas dêem errado, precisam da tensão. Nos meus personagens há um laço de confiança e amor com o qual estou muito comprometido. Esses pessoas morreriam umas pelas outras, e isso é muito bonito. Mas ao mesmo tempo, você não pode manter as coisas seguras. As coisas precisam dar errado."

  • Prioridade

"Algo que as séries sci-fi têm, e que nós não temos [em Buffy], é o poder de fazer algo só porque soa bacana. Cada idéia que colocamos, funcionando ou não, é baseada na idéia de que: o público já passou por isso. Uma garota normal passa por isso. Um garoto normal lida com isso. Sabe, são questões de sexualidade, popularidade, empregos. Seja o que for, deve ser baseado no realismo."

  • Sobre o musical de Buffy, Once More with Feeling

"Eu não estava querendo dizer 'Veja, somos melhores do que uma série de TV'. Eu queria dizer 'Você pode fazer tudo isso em um episódio de televisão. Só depende do quanto você se importa'. Eu amo TV, amo o que dá pra fazer com isso. Não é melhor, somente a TV em toda sua glória. Enquanto eu celebro os musicais, eu celebro essa mídia."