Augusto dos Anjos
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Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (Paraíba, 20 de abril de 1884 - Leopoldina, Minas Gerais, 12 de novembro de 1914), poeta brasileiro.
- "De onde ela vem?! De que matéria bruta / Vem essa luz que sobre as nebulosas / Cai de incógnitas criptas misteriosas / Como as estalactites duma gruta?!"
- "Que ninguém doma um coração de poeta!"
- - Augusto dos Anjos em "Eu, e outras poesias, com um estudo sobre o poeta" - Página 163, de Augusto dos Anjos - Publicado por Bedeschi, 1941 - 271 páginas
[editar] Poesias completas
Versos Íntimos
- "Vês! Ninguém assistiu ao formidável
- Enterro de tua última quimera.
- Somente a ingratidão - esta pantera -
- Foi tua companheira inseparável!
- Acostuma-te à lama que te espera!
- O homem, que, nesta terra miserável,
- Mora, entre feras, sente inevitável
- Necessidade de também ser fera.
- Toma um fósforo, Acende teu cigarro!
- O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
- A mão que afaga é a mesma que apedreja.
- Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
- Apedreja esta mão vil que te afaga,
- Escarra nesta boca que te beija!
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- Pau d'Arco - 1901
- (Eu e Outras Poesias)